Se há coisa que não suporto é o mau hálito. É muito desagradável e enoja-me ao ponto de poder ter ataques de vómitos que dificilmente consigo controlar.
Até hoje não sofri desse flagelo, mas também faço por isso, entre as idas ao dentista duas vezes por ano, a minha higiene oral diária composta por vários passos e até os ganchos que os dentistas usam eu também tenho, porque o fio e o escovilhão por vezes não fazem bem o seu serviço entre os dentes.
Também raspo a lingua e inspecciono dente a dente se está tudo em conformidade.
"Ah tens um sorriso bonito e uns dentes espectaculares!" - pois é, mas não é genética, ou se é, nasceu comigo.
Não tenho qualquer problema em perguntar a pessoas próximas se sentem algum mau odor, porque prefiro assim, a passar a vergonha de ser evitada por pessoas dado o potencial mau hálito.
Nunca ocorreu e se um dia ocorrer o dia não termina sem que eu procure por causas e soluções.
Por outro lado, existem pessoas cuja cavidade oral é pior do que uma retrete pública e não me refiro a pessoas sem posses; excluo essas.
Pois bem, ontem fui ver o "Rei Lear" e tive o azar de ter ao meu lado um indivíduo que deitava um mau odor da boca que me deixou com dores de cabeça. Eu virava-me de lado, eu tapava o nariz, eu punha as minhas mãos à frente do meu nariz e da minha própria boca, pois aquele cheiro entrava por mim adentro e eu cheguei a equacionar ter de sair.
Ora eu respiro pelo nariz: por que raio esta gente não consegue fechar a bora e deixar de expirar para a comunidade?
Raios! Cheguei a um ponto que disse mesmo para o senhor ouvir que já não aguentava com o cheiro da boca.
Resultado: colocou uma chiclete de morango na boca e foi pior a emenda do que o soneto. Eu não tinha escapatória, as cadeiras daquela sala não são nem confortáveis nem espaçosas e não fosse a qualidade da peça e dos actores, teria sido um autêntico desastre.
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