Avançar para o conteúdo principal

Mãe é sempre mãe

Estava eu ao telefone com a minha mãe a contar-lhe as coisas banais do dia-a-dia e às tantas comentei-lhe que já não me lembrava muito bem das artimanhas da numeração romana e que tinha que ir ver a tabela de correspondência de alguns números para depois explicar à miúda, porque aquilo não lhe está a entrar na cabeça e confesso que me lembro do básico, mas fórmulas imensas não ia lá.

Diz-me a mãe assim:

"Ah, a mãe explica num instante. Então 500 = D, 50 = L, 100 = C, 1000 = M, por exemplo, o ano em que tu nasceste é MCMLXXVII. Estás a perceber?"

E eu: então o "CM" porquê? A lógica não são 4 C's?

"Não filha, porque não podes ter quatro letras iguais seguidas. Nesse caso a lógica é a subtracção, ou seja, a letra à esquerda significa que estás a retirar cem a mil, o que dá novecentos!"

Ahhhh, boa, é isso mãe, disse eu. E pensei, o pessoal da outra geração, em que estudavam os rios e os caminhos de ferro de Portugal e das Colónias, tem realmente uma cabeça…

E também não deixei de pensar que quando temos um problema ou dúvida, por mais insignificante que seja, a mãe tem sempre a resposta.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

Portugal, aquele tal Estado laico que nos enfia pelos olhos e pela alma dentro os desígnios da suposta fé Católica

 Eu aprecio o Papa Francisco e respeito quem tem fé, quem acredita. Deus pode ser adorado de várias formas, mas o fausto e a sumptuosidade da Igreja Católica não são de todo o que vem nas Escrituras. E defendo que cada vez mais deveriam eclodir os valores da humildade e do amor ao próximo e sobretudo canalizar a riqueza para onde ela é mais necessária. Sejam verbas da Igreja, dos fiéis ou do Estado, e nesse Estado também entro eu, acho vergonhoso o aparato que tem uma jornada destas. A sua essência é um bluff.  Sejam jovens, adultos, ou idosos, a clara maioria dos envolvidos nesta epopeia não vale nada, não faz nada para que a sociedade em que vivemos seja melhor. Porque pouco faz no seu “quintal”, para com as pessoas com que se cruza, para com o vizinho do rés do chão, para com a/o namorada/o que dizia amar como jamais amou alguém e no dia seguinte, o melhor que tem para dar é…ghosting; para com os avós, os tios, os pais…ou um desconhecido que precisa desmesuradamente de ajuda. As cri