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Abram alas para os pés ao fresco

 
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Ontem foi o dia dela

 Gostava de viver e via sempre o lado bom e divertido da vida. Não era pessoa que deixasse transparecer tristeza. Denotava uma grande nostalgia quando falava da mãe e de resto, ou estava divertida, ou irritada, mas triste...acho que nunca  a vi. Por mais que os anos passassem, mantinha o ar jovial, o corpo que tinha na casa dos 20, aquela tez morena que ela dizia com orgulho ser resultado da sua herança alentejana, da sua amada vila de Castelo de Vide. Foi com ela que conheci Castelo de Vide e é de lá que conservo memórias muito boas. Pudesse eu e comprava lá uma casinha pequena para ir respirar, sempre que preciso de estar em silêncio. Nas fases da minha vida mais duras, foi com ela que estive e era ela que me tentava fazer regressar à tona, com o seu optimismo, pragmatismo e a velha máxima de que se perdemos um autocarro, é só esperar pelo que o procede.  Chorar pelos outros...jamais, a não ser pelos nossos pais (e não são todos os progenitores que merecem as nossas lág...

A morte saiu à rua

 E desta vez levou um primo que estava na mesma faixa etária que eu… e foi uma morte estúpida, como são todas, e não deveria ter acontecido tão cedo.  A mãe, prima direita da minha mãe, consumida pela dor, verbalizava: “Como podem dizer que há Deus!? Como é que Ele permite que uma mãe esteja a velar um filho no dia da Nossa Senhora de Fátima!?” Arrepiou-me. Muito. A dor daquela mãe, a perda de um filho, a partida de uma pessoa da minha geração, do meu sangue, vermos partir os nossos, a imprevisibilidade, a finitude. Cheguei a casa e tive uma vontade imensa de olhar para a minha filha e fazer parar o tempo. Que grande merda!

No sentido literal, porque é que as pessoas não fecham a boca?

 Se há coisa que não suporto é o mau hálito. É muito desagradável e enoja-me ao ponto de poder ter ataques de vómitos que dificilmente consigo controlar. Até hoje não sofri desse flagelo, mas também faço por isso, entre as idas ao dentista duas vezes por ano, a minha higiene oral diária composta por vários passos e até os ganchos que os dentistas usam eu também tenho, porque o fio e o escovilhão por vezes não fazem bem o seu serviço entre os dentes. Também raspo a lingua e inspecciono dente a dente se está tudo em conformidade.  "Ah tens um sorriso bonito e uns dentes espectaculares!" - pois é, mas não é genética, ou se é, nasceu comigo. Não tenho qualquer problema em perguntar a pessoas próximas se sentem algum mau odor, porque prefiro assim, a passar a vergonha de ser evitada por pessoas dado o potencial mau hálito. Nunca ocorreu e se um dia ocorrer o dia não termina sem que eu procure por causas e soluções. Por outro lado, existem pessoas cuja cavidade oral é pior do que u...

Olha, boas notícias!

 Ontem lá fui fazer a mamografia e ecografia mamária; se desde sempre este exame me causou algum temor, desde há cerca de 3 anos a esta parte o temor subjectivo deu lugar a algo mais concreto. Estávamos em 2023 e eu comecei a sentir uma dor e uma sensibilidade que nunca tinha sentido até aí, fui a uma consulta de rotina e o médico ao fazer a palpação descansou-me porque não sentia nada, mas, claro, prescreveu-me os exames. Eu também não sentia nenhum corpo extranho, na verdade sentia mesmo que a minha mama estava estranha, mas sem nada visível, ou palpável. Ao fazer os exames e sem eu dizer absolutamente nada, o médico andou ali imenso tempo, passava de uma mama para outra e começou com um: "Então é assim...." Eu na verdade não fui totalmente apanhada de surpresa, mas tive sempre uma esperança que fosse apenas impressão, a não ser, que fosse apenas um quisto, etc. Na verdade, foi nessa altura que as minhas questões e surpresas com a saúde, ou falta dela tiveram um verdadeiro ...

Há uns dias na farmácia...

 A situação teve a sua piada. Estava eu no meu balcão a ser atendida e no balcão do lado estava outro senhor que, dada a proximidade dos balcões era impossível não ouvir a sua conversa. O senhor pediu Canesten, ao que a funcionária da farmácia lhe perguntou se era Canesten Pomada ou ginecológico. O senhor, ah, ginecológico não é. E novamente a funcionária da farmácia lhe peeguntou: mas é para tratar um fungo, certo? E ele respondeu que sim; nova contra-cena: então é ginecológico ou é para as unhas? E lá foi dizendo ao senhor que tinha de saber para saber que Canesten tinha de lhe vender. Bom, aqui, digo eu, a senhora já deveria estar a querer colocar o senhor numa situçaão desconfortável pois se não é para uso ginecológico, só pode ser o outro...digo eu. Mas isto, digo eu que sou burra. Adiante; a senhora insiste, então mas se não é o ginecológico, é para uma unha, certo? Ao que o senhor responde que não é para uma unha. Nisto eu própria já estava a ficar com comichão. O clímax da ...

(más) supresas clínicas, atrás de más surpresas clínicas

 Nos últimos tempos de cada vez que vou ao médico, venho de lá com qualquer enfermidade, cada uma por vezes mais chata do que a outra. Algumas que me irão acompanhar até ao fim dos meus dias neste planeta, outras que se espera terem tratamento, mas entre tratamentos mais ou menos invasivos, estou saturada. Os médicos com que me cruzo são os próprios a dizer: "já é demais, certo? vamos fazer umas férias de doenças?" Mas não tem sido fácil e muito menos agradável lidar com tanta coisa. Mas...não há mal que sempre dure! Na semana passada fiz um exame e o resultado foi bom, ou seja, naquele orgão, até ver, está tudo bem. Hoje até bebo vinho rosé ao jantar...ah, houston, não posso. Estou a tomar medicamentos e não é recomendável beber alcool. Amanhã mais 2 exames, esses sim que me assustam pois há um par de anos revelaram algo que não era esperado, com biópsias e ressonâncias à mistura e ordem de vigilância apertada que passou de base semestral para base anual. A ver vamos, sendo ...