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FIM

 Termina hoje o ano lectivo para a minha piolha. Não sei quem estará mais cansada, mas para mim foi uma jornada sofrida. Uma miúda que sempre constou no quadro de mérito e excelência, este 10º trouxe muitas surpresas, e a maioria delas eu não esperava. De aluna responsável passou para uma fase de alguma irresponsabilidade e de considerar a importância destes 3 anos como algo banal. Não entende ou não quer entender que agora, mais do que nunca as classificações têm de ser as melhores possíveis, e que por uma décima, daqui a 2 anos fica de fora do Ensino Superior - e depois? Olha para mim com ar de descrença, diz que um simples exame não pode definir a inteligência de um aluno...bla bla bla. Tudo muito bem, é idealista e tem grande factor de argumentação, mas o ingresso no Ensino Superior é o que é, e, ou apanhamos o mesmo combóio, ou ficamos a vê-lo partir. Deu para contestar, deu para se desinteressar e isso reflectiu-se no aproveitamento, sendo que tanto foi capaz de trazer 18 num...
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Abram alas para os pés ao fresco

 

Ontem foi o dia dela

 Gostava de viver e via sempre o lado bom e divertido da vida. Não era pessoa que deixasse transparecer tristeza. Denotava uma grande nostalgia quando falava da mãe e de resto, ou estava divertida, ou irritada, mas triste...acho que nunca  a vi. Por mais que os anos passassem, mantinha o ar jovial, o corpo que tinha na casa dos 20, aquela tez morena que ela dizia com orgulho ser resultado da sua herança alentejana, da sua amada vila de Castelo de Vide. Foi com ela que conheci Castelo de Vide e é de lá que conservo memórias muito boas. Pudesse eu e comprava lá uma casinha pequena para ir respirar, sempre que preciso de estar em silêncio. Nas fases da minha vida mais duras, foi com ela que estive e era ela que me tentava fazer regressar à tona, com o seu optimismo, pragmatismo e a velha máxima de que se perdemos um autocarro, é só esperar pelo que o procede.  Chorar pelos outros...jamais, a não ser pelos nossos pais (e não são todos os progenitores que merecem as nossas lág...

A morte saiu à rua

 E desta vez levou um primo que estava na mesma faixa etária que eu… e foi uma morte estúpida, como são todas, e não deveria ter acontecido tão cedo.  A mãe, prima direita da minha mãe, consumida pela dor, verbalizava: “Como podem dizer que há Deus!? Como é que Ele permite que uma mãe esteja a velar um filho no dia da Nossa Senhora de Fátima!?” Arrepiou-me. Muito. A dor daquela mãe, a perda de um filho, a partida de uma pessoa da minha geração, do meu sangue, vermos partir os nossos, a imprevisibilidade, a finitude. Cheguei a casa e tive uma vontade imensa de olhar para a minha filha e fazer parar o tempo. Que grande merda!

No sentido literal, porque é que as pessoas não fecham a boca?

 Se há coisa que não suporto é o mau hálito. É muito desagradável e enoja-me ao ponto de poder ter ataques de vómitos que dificilmente consigo controlar. Até hoje não sofri desse flagelo, mas também faço por isso, entre as idas ao dentista duas vezes por ano, a minha higiene oral diária composta por vários passos e até os ganchos que os dentistas usam eu também tenho, porque o fio e o escovilhão por vezes não fazem bem o seu serviço entre os dentes. Também raspo a lingua e inspecciono dente a dente se está tudo em conformidade.  "Ah tens um sorriso bonito e uns dentes espectaculares!" - pois é, mas não é genética, ou se é, nasceu comigo. Não tenho qualquer problema em perguntar a pessoas próximas se sentem algum mau odor, porque prefiro assim, a passar a vergonha de ser evitada por pessoas dado o potencial mau hálito. Nunca ocorreu e se um dia ocorrer o dia não termina sem que eu procure por causas e soluções. Por outro lado, existem pessoas cuja cavidade oral é pior do que u...

Olha, boas notícias!

 Ontem lá fui fazer a mamografia e ecografia mamária; se desde sempre este exame me causou algum temor, desde há cerca de 3 anos a esta parte o temor subjectivo deu lugar a algo mais concreto. Estávamos em 2023 e eu comecei a sentir uma dor e uma sensibilidade que nunca tinha sentido até aí, fui a uma consulta de rotina e o médico ao fazer a palpação descansou-me porque não sentia nada, mas, claro, prescreveu-me os exames. Eu também não sentia nenhum corpo extranho, na verdade sentia mesmo que a minha mama estava estranha, mas sem nada visível, ou palpável. Ao fazer os exames e sem eu dizer absolutamente nada, o médico andou ali imenso tempo, passava de uma mama para outra e começou com um: "Então é assim...." Eu na verdade não fui totalmente apanhada de surpresa, mas tive sempre uma esperança que fosse apenas impressão, a não ser, que fosse apenas um quisto, etc. Na verdade, foi nessa altura que as minhas questões e surpresas com a saúde, ou falta dela tiveram um verdadeiro ...