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Porque o tempo…esgota-se e por isso é precioso

 
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As aventuras do Balzac

 Que ele é uma peste eu já tinha percebido e que me vai dar imenso trabalho, idem. Tem tanto de teimoso, quanto de cínico e acima de tudo muito fofo. Mas irrita-me. Tem uma predilecção por ingerir quase tudo o que apanha e passear com ele na rua está equiparado a uma corrida com obstáculos, ou mais, uma fuga a tudo o que é passível de ingestão, nomeadamente papel e seus derivados. Abre a bocarra e come como se estivesse cheio de fome; de facto, tenho que concordar com o Veterinário que me disse entre outras coisas que estes cães em específico são uns "aspiradores". Mas para além de ser aspirador, atrevo-me a dizer que ele é recolector e faz compostagem dentro do seu sistema digestivo. Só pode. Portanto enquanto eu me desvio de um lenço de papel cheio de resíduos alheios, sei lá eu quais, já ele abocanhou um guardanapo, ou algo do género. E apercebo-me do quão porcas são as pessoas, pois nunca tive oportunidade de observar o solo da forma como faço agora. Em meio urbano, desde

Preocupações de quem tem filhos em idade escolar

 Ontem falhei uma reunião de pais, a primeira desde que a minha filha entrou no sistema. Fiquei extremamente enervada e triste por falhar; não que as reuniões de pais sejam algo interessante. Para ser honesta, até me irritam porque a maioria dos pais transformam uma reunião cujo objectivo é ser-nos apresentado um update  de turma, e interrompem constantemente com questões particulares: "ah, e o meu Fábio Rafael tem-se portado bem?"; "e já agora, a minha Micaela Sofia?"; "sabe, eu pus o meu Flávio de castigo e tirei-lhe o telemóvel"...e isto transforma-se quase numa Feira em que se fala de tudo menos do que realmente importa. Já dei comigo a pedir licença e se de facto o tema da reunião estava esgotado, que me iria retirar, porque, de facto, não tenho paciência. O que não obsta ao facto de comparecer, estar presente, porque se a reunião é agendada, a presença dos pais e encarregados de educação é importante. Mas ontem, por questões alheias à minha vontade e

Aquela mãe cruel que sou

 Todas as idades são temidas e temíveis, mas de facto olhando para trás, esta fase da adolescência está a ser a pior de todas que experienciei com ela até agora. Pesa também o facto da minha idade também estar a avançar e nem sempre ter paciência e estofo para certos devaneios que dizem ser próprios da idade, mas a que eu chamo por vezes quebras de educação. No outro dia em desabafo com uma amiga dizia-lhe que por vezes a minha filha é "mal educada" e a minha amiga rebateu que mal educada nunca pode ser pois não é esse exemplo que tem em casa - chamemos-lhe pespineta vá... Mas por vezes vai muito além disso e neste momento com grande dificuldade em respeitar certas normas. Em Novembro passado tivemos uma chatice porque as avaliações intercalares dela desceram vertiginosamente e perante a minha primeira tentativa de lhe proporcionar um castigo simpático, houve o início de uma discussão em que a voz dela começou a abafar a minha. Raios, se há coisa que abomine são discussões e

Breves notas acerca da solidão

 Há uns dias, às primeiras horas da manhã andava eu acompanhada por Monsieur Balzac le chien , e ele, atrevido como tem vindo a ser seu apanágio, começa a uivar para chamar à atenção de uma senhora. Senhora já com alguma idade, mas ainda no perfeito uso de todas as suas faculdades e em boa forma física. Se há coisa de que não gosto é de cães saltitões que coloquem as patas imundas em cima das pessoas pelo que, reúno todos os esforços para que ele não faça o mesmo aos transeuntes.  A senhora riu-se para ele timidamente, mas percebi que teve medo do Balzac. Lá lhe disse que ele não faz mal, que é bebé e que só faz barulho para lhe darem atenção mas, ao recebê-la...foge. Vá, omiti que já me deu uma dentada indolor na mão quando lhe tentei retirar da boca o produto de uma subtracção...mas para quê assustar a senhora, não é!? Neste passeio eu acelerava o passo dependendo da rapidez do Balzac, para tão depressa voltar a parar e lá estávamos outra vez perante a dita senhora que lá deu a enten

A cabeça teve juízo

 E não se deixou levar pelas desculpas costumeiras. O corpo….esse há de agradecer!

As criações dela

 Escolheu uma espátula numa loja repleta de materiais para desenho e pintura. Uma loja das boas, com qualidade.  Disse-me que era para pintar mas não visualizei a ideia.  Saiu o primeiro esboço/rascunho. Afinal a espátula também serve para isto! Muito me ensina a minha filha!