Penso algumas vezes em que, quando não estiver mais por cá, gostaria de ter deixado boas recordações nas pessoas com quem me cruzei, tal como gosto de ficar com boas recordações quando é o inverso. E as boas recordações vêm sempre associadas a carácter, humanidade, respeito, amor, amizade, honestidade...enfim, valores. Para isso, devemos sempre pautar os nossas actos pelos tais valores e formas de ser correctas para com o outro - não fazer com os outros o que não gostamos ou gostaríamos de receber é um princípio. Há uns dias recebi uma mensagem de uma pessoa que por condicionalismos da vida não contacto há muitos, muitos anos, talvez 7 ou 8, por aí. Foi um afastamento necessário de ambas as partes e a vida segue. Curiosamente na minha lista telefónica é a única pessoa que tenho gravada com aquele nome, portanto estando a conduzir e ver no visor do carro que tinha recebido uma mensagem proveniente de uma pessoa com aquele nome, causou-me estranheza porque não estava mesmo a chegar ...
É um mero desabafo, associado à minha descrença nos seres humanos em geral, e alguns em particular. Ao longo da vida sempre dei muito de mim, e dar de nós é algo bonito. É dar o nosso tempo, o nosso ombro, os nossos ouvidos, as nossas mãos, disponibilidade, etc. Infelizmente em quase 50 anos de vida o retorno que senti foi quase zero - é um padrão, já percebi, mas a verdade é que atraio pessoas sem empatia, narcisistas, egoístas, mentirosas e mesmo com muita malícia. Estas experiências não fazem de mim pior pessoa, já que não me arrependo de ser como sou, mas torno-me mais dura, agreste e sim, tenho receio de depois não valorizar quem de facto é decente. Faz-me confusão como é que as pessoas continuam a pensar apenas no seu umbigo, quando já nem o conseguem ver dadas as suas circunferências. Como podem achar que só elas é que trabalham, só elas é que têm problemas. massacram a minha capacidde de ouvir, de dar e quando chega a altura do retorno...nada. Eu bem posso estar doente, co...