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Mensagens

A minha filha é hipocondríaca

 Desde sempre que lhe notei uma tendência para uma preocupação desmedida com doenças que não existem e um empolar das existentes. Sai à minha mãe e ao meu avô materno, o que faz sentido, pois a parte paterna da minha mãe é longeva. Pessoal que ultrapassa os 100 anos, mas sempre muito preocupados com coisas de nada. A minha mãe por exemplo ainda não largou as máscaras quando sai de casa, ela que fazia troça dos orientais há uns anos atrás e pois...está bem pior do que eles. Há uns meses apareceram à miúda umas manchas na nuca/pescoço, uma escamação em placas e eu vi aquilo e receei que fosse psoríase. Tinha lá hidrocortisona em casa, pus-lhe, aquilo melhorou mas lá a levei ao dermatologista para ver a acne e lá lhe mostrei aquilo dizendo assim em surdina que estava com receio que fosse psoríase. Eu tenho já diagnosticadas 2 doenças auto ímunes, nenhuma delas é psoríase mas a tendência para isso está cá e fiquei algo pensativa. Mas não, o médico lá lhe viu o corpo, joelhos, cotovelos...
Mensagens recentes

Lá se vai a nossa TAP

 Faço parte do grupo de saudosistas e a TAP é a TAP desde sempre. Não que seja uma pessoa muito viajada, mas a maioria das viagens foi em TAP e ultimamente só me chateia que tenham retirado refeições e mimos em viagens em que há uns anos atrás tínhamos lanches faustosos. Mas também me recordo de ter usado bilhetes em Económica Lisboa-Madrid-Lisboa por 500€ e hoje por menos de metade da tarifa. Ok, mas a TAP para mim leva-me à minha infância, à chegada de férias da minha avó vinda de Luanda, as mantas de lã em xadrez, aqueles sacos de viagem vintage, os pratos, talheres e taças de plástico personalizadas...leva-me a um passado do qual tenho muitas, muitas saudades. Sou tão antiga que ainda sou do tempo das varandas no Aeroporto da Portela e de ver a minha avó a desembarcar literalmente de dentro do avião, fazer adeus, a minha mãe a chorar....que saudade. E por muito que digam que foi a solução para garantir  a sua continuidade, perder 49,9% da nossa Companhia de Bandeira deixou...

Cuidado com as expectativas…estou a avisar

 Na dúvida, a ciência esclarece: O que se quer acima de tudo é "Equilibrio"!

Regressando ao tema Visitas de Estudo

 Acabei por me perder no post anterior com as memórias das minhas próprias visitas de estudo, quando o principal se referia mesmo às visitas de estudo da minha filha. Os tempos mudaram, temos acesso a mais meios e veículos de comunicação, mas no que toca a atrasos e alteração de planos, vai dar quase tudo ao mesmo.  Mas também não era este o alvo da minha dissertação, pelo que vou ao que interessa. No meu tempo, qualquer visita que fosse abaixo da Baixa da Banheira ou acima de Torres Vedras, era um pleno. Iamos para longe, passar o dia fora e era uma autêntica festa.  Mas agora muitas décadas à frente a coisa é mais refinada. A minhe filha chegou a casa no outro dia e disse-me assim: "Mãe, tens de ir a uma reunião de pais por causa de uma visita de estudo." Estranhei porque não é normal. embora já tenha ocorrido, mas confesso que o meu cérebro nem processou qual a ligação entre uma visita de estudo e ter de se fazer uma reunião de pais acerca do tema. "E a visita de estu...

Ora vamos lá falar de coisas interessantes...visitas de estudo

 Quem não goste de passear que atire a primeira pedra....ah, pois, não atiram claro e muito bem! Lembro-me que, enquanto estudante recebia sempre a notícia de uma visita de estudo com grande expectativa, fossem as mais simples em que íamos ali ao museu corriqueiro da esquina, fossem as mais distantes que nos ocupavam o dia todo - aí era a loucura. Os autocarros da Barraqueiro posicionados em frente à escola, os professores com a carga nervosa que é normal por estarem responsáveis por dezenas de miúdos que não eram deles e a gritaria da juventude...a gritaria. Até subir as escadas do autocarro se transformava num sururu. Havia sempre cena, ou porque alguém se tinha portado mal, ou porque os "gandulos" se lembravam de atirar porcarias de lá do fundo para os colegas da frente e por vezes acertavam na cabeça de um professor, ameaças de participação colectiva, ameaças de que nunca mais nos levariam a passear...tudo isto era corriqueiro. Mas a visita de estudo que me marcou, aconte...

Então e as (boas) surpresas na vida!?

 Penso algumas vezes em que, quando não estiver mais por cá, gostaria de ter deixado boas recordações nas pessoas com quem me cruzei, tal como gosto de ficar com boas recordações quando é o inverso. E as boas recordações vêm sempre associadas a carácter, humanidade, respeito, amor, amizade, honestidade...enfim, valores. Para isso, devemos sempre pautar os nossas actos pelos tais valores e formas de ser correctas para com o outro - não fazer com os outros o que não gostamos ou gostaríamos de receber é um princípio. Há uns dias recebi uma mensagem de uma pessoa que por condicionalismos da vida não contacto há muitos, muitos anos, talvez 7 ou 8, por aí. Foi um afastamento necessário de ambas as partes e a vida segue. Curiosamente na minha lista telefónica é a única pessoa que tenho gravada com aquele nome, portanto estando a conduzir e ver no visor do carro que tinha recebido uma mensagem proveniente de uma pessoa com aquele nome, causou-me estranheza porque não estava mesmo a chegar ...