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Mensagens

Médicos atenciosos

 Mesmo quando o seu paciente/cliente não aparece lá há mais de dois anos, porque o Covid foi desculpa para muita coisa e na realidade o que me levou àquela especialidade em especial (eu e os pleonasmos!) também se dissipou no tempo e deixou de acontecer, quis o acaso que me visse a braços novamente com a sintomatologia e com uma manifestação algo catatónica. Liguei para a Clínica e só tinham vaga para final de Dezembro. As vozes da oposição que dão a sua opinião sempre com boas intenções começaram logo a alvitrar a ideia de ir a outro médico. Mas eu tenho um problema, sou fiel. Se gosto não mudo, e não deixo de gostar porque acordei virada do avesso. E talvez por isso não consiga perceber a volatilidade das relações humanas, mas essa dissertação fica para outro dia. Bom, ainda na semana passada falei com a Secretária do médico que me disse que era impossível outra data, lá lhe expliquei que tinha ido parar à urgência e embora as coisas estivessem controladas, era aconselhável que ele m
Mensagens recentes

06 de Outubro de 1998 - 24 Anos

 De há 24 anos a esta parte, este é um dos dias "não". Está aliás no top 3 dos dias "não". E assim será enquanto eu por cá também estiver. Não foi sequer o último dia que vi a minha avó com vida. Neste dia, há 24 anos, não a vi sequer. Comunicámos fisicamente no dia anterior, e a partir daí que se lixe a República, mas é sempre aquele dia estranho em que a minha avó estava naquela cama de hospital fisicamente, mas a sua essência já não habitava aquele corpo. Mas respirava, a temperatura corporal era normal. Tinha (alguma) vida. No dia 6 tudo se desencadeou rapidamente, e às 12:50h partiu sem que lhe pudéssemos olhar jamais para aqueles maravilhosos olhos azuis. O dia foi surreal. Notícia da morte, a minha premonição costumeira umas horas antes, tentar vê-la mas com as burocracias de morgues, foi impossível, folhear catálogos de caixões e lençóis e panos para cobrir a face. Tudo coisas que aos 20 anos eu nem sequer considerava que se passavam assim. Escolher a roupa,

Sem grandes considerações políticas

 Mas as eleições no Brasil podiam ser por si só um case study . O Brasil já é por si só um país com uma riqueza Histórica, Sociológica e afins assombrosa. O fenómeno eleitoral tem destapado autênticos espécimes que, colocados todos juntos numa arena dariam uma sui generis  caldeirada. Sou uma pessoa atenta e já vi passarem pelo cargo de Presidente várias pessoas que...são o que são. Portanto resta-me aplaudir o Fernando Henrique Cardoso que desde que me conheço, terá sido o único decente, mas que com os problemas que o Brasil tem, demoraria mais de um século a colocar aquilo nos eixos. Sou céptica quanto ao Brasil. Um país gigante com séculos de desigualdades e com o potencial que natural e humano digno de poucos. E é um Estado perfeitamente anómico e sem solução à vista. O homem de quem fizeram presidente nos últimos anos, para mim, está abaixo do nível da sua oralidade. Parece aqueles jagunços e sabujos capatazes que faziam o trabalho sujo e tão bem interpretados foram nas antigas no

“Anjos e Demónios”

 

Vontades próprias

 Qualquer coração, e aqui refiro-me a ele próprio, faz o que lhe apetece e quando lhe apetece. Aliás, ele e o cérebro conspiram em larga escala.  Pois que o meu coração tem andado acelerado, demasiado, e não me deixa repousar. Se há uns anos atrás depois de baterias de exames se concluiu que não tinha doença coronária, nos últimos dias dei comigo a pensar que se calhar era desta. E por isso hoje estou toda picada, fizeram-me uma série de maldades e quando o senhor coração é alvo de escrutínio, porta-se bem e não se deixa atingir. Deve estar em conluio com o cérebro, esse grande trapaceiro que manda e desmanda na vida do hospedeiro. Em suma: tenho que desacelerar porque em repouso registar batimentos na ordem dos 156 por minuto, quase me dá propulsão para ir ao espaço e vir, sem gastar uma fortuna!

Quase uma romana

 No início do último Verão, apaixonei-me por esta menina. Quer dizer não só por ela, mas tive que escolher. E esta foi a preferida. Tem um ar romano, de centurião….se bem que as notícias de hoje em especial me deixam de pé atrás com essa nação. Mas é linda, só me falta a coroa…de louros, entenda-se!