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Lá se vai a nossa TAP

 Faço parte do grupo de saudosistas e a TAP é a TAP desde sempre. Não que seja uma pessoa muito viajada, mas a maioria das viagens foi em TAP e ultimamente só me chateia que tenham retirado refeições e mimos em viagens em que há uns anos atrás tínhamos lanches faustosos. Mas também me recordo de ter usado bilhetes em Económica Lisboa-Madrid-Lisboa por 500€ e hoje por menos de metade da tarifa. Ok, mas a TAP para mim leva-me à minha infância, à chegada de férias da minha avó vinda de Luanda, as mantas de lã em xadrez, aqueles sacos de viagem vintage, os pratos, talheres e taças de plástico personalizadas...leva-me a um passado do qual tenho muitas, muitas saudades. Sou tão antiga que ainda sou do tempo das varandas no Aeroporto da Portela e de ver a minha avó a desembarcar literalmente de dentro do avião, fazer adeus, a minha mãe a chorar....que saudade. E por muito que digam que foi a solução para garantir  a sua continuidade, perder 49,9% da nossa Companhia de Bandeira deixou...
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Cuidado com as expectativas…estou a avisar

 Na dúvida, a ciência esclarece: O que se quer acima de tudo é "Equilibrio"!

Regressando ao tema Visitas de Estudo

 Acabei por me perder no post anterior com as memórias das minhas próprias visitas de estudo, quando o principal se referia mesmo às visitas de estudo da minha filha. Os tempos mudaram, temos acesso a mais meios e veículos de comunicação, mas no que toca a atrasos e alteração de planos, vai dar quase tudo ao mesmo.  Mas também não era este o alvo da minha dissertação, pelo que vou ao que interessa. No meu tempo, qualquer visita que fosse abaixo da Baixa da Banheira ou acima de Torres Vedras, era um pleno. Iamos para longe, passar o dia fora e era uma autêntica festa.  Mas agora muitas décadas à frente a coisa é mais refinada. A minhe filha chegou a casa no outro dia e disse-me assim: "Mãe, tens de ir a uma reunião de pais por causa de uma visita de estudo." Estranhei porque não é normal. embora já tenha ocorrido, mas confesso que o meu cérebro nem processou qual a ligação entre uma visita de estudo e ter de se fazer uma reunião de pais acerca do tema. "E a visita de estu...

Ora vamos lá falar de coisas interessantes...visitas de estudo

 Quem não goste de passear que atire a primeira pedra....ah, pois, não atiram claro e muito bem! Lembro-me que, enquanto estudante recebia sempre a notícia de uma visita de estudo com grande expectativa, fossem as mais simples em que íamos ali ao museu corriqueiro da esquina, fossem as mais distantes que nos ocupavam o dia todo - aí era a loucura. Os autocarros da Barraqueiro posicionados em frente à escola, os professores com a carga nervosa que é normal por estarem responsáveis por dezenas de miúdos que não eram deles e a gritaria da juventude...a gritaria. Até subir as escadas do autocarro se transformava num sururu. Havia sempre cena, ou porque alguém se tinha portado mal, ou porque os "gandulos" se lembravam de atirar porcarias de lá do fundo para os colegas da frente e por vezes acertavam na cabeça de um professor, ameaças de participação colectiva, ameaças de que nunca mais nos levariam a passear...tudo isto era corriqueiro. Mas a visita de estudo que me marcou, aconte...

Então e as (boas) surpresas na vida!?

 Penso algumas vezes em que, quando não estiver mais por cá, gostaria de ter deixado boas recordações nas pessoas com quem me cruzei, tal como gosto de ficar com boas recordações quando é o inverso. E as boas recordações vêm sempre associadas a carácter, humanidade, respeito, amor, amizade, honestidade...enfim, valores. Para isso, devemos sempre pautar os nossas actos pelos tais valores e formas de ser correctas para com o outro - não fazer com os outros o que não gostamos ou gostaríamos de receber é um princípio. Há uns dias recebi uma mensagem de uma pessoa que por condicionalismos da vida não contacto há muitos, muitos anos, talvez 7 ou 8, por aí. Foi um afastamento necessário de ambas as partes e a vida segue. Curiosamente na minha lista telefónica é a única pessoa que tenho gravada com aquele nome, portanto estando a conduzir e ver no visor do carro que tinha recebido uma mensagem proveniente de uma pessoa com aquele nome, causou-me estranheza porque não estava mesmo a chegar ...

Despojarmo-nos do que não acrescenta

 É um mero desabafo, associado à minha descrença nos seres humanos em geral, e alguns em particular. Ao longo da vida sempre dei muito de mim, e dar de nós é algo bonito. É dar o nosso tempo, o nosso ombro, os nossos ouvidos, as nossas mãos, disponibilidade, etc. Infelizmente em quase 50 anos de vida o retorno que senti foi quase zero - é um padrão, já percebi, mas a verdade é que atraio pessoas sem empatia, narcisistas, egoístas, mentirosas e mesmo com muita malícia. Estas experiências não fazem de mim pior pessoa, já que não me arrependo de ser como sou, mas torno-me mais dura, agreste e sim, tenho receio de depois não valorizar quem de facto é decente. Faz-me confusão como é que as pessoas continuam a pensar apenas no seu umbigo, quando já nem o conseguem ver dadas as suas circunferências. Como podem achar que só elas é que trabalham, só elas é que têm problemas. massacram a minha capacidde de ouvir, de dar e quando chega a altura do retorno...nada. Eu bem posso estar doente, co...

“People are complicated”

 Disse ontem o Barack Obama - já temos mais um ponto em comum pois eu constato isso há anos, and counting.  Até diria mais…estou farta e cansada de certo tipo de pessoas. Mas como a humanidade não está perdida e eu mantenho um resquício de fé, ainda há quem me surpreenda pela positiva.  E quando isso ocorre fico com certas dúvidas se não me cruzei com um extra terrestre.