Quem não goste de passear que atire a primeira pedra....ah, pois, não atiram claro e muito bem! Lembro-me que, enquanto estudante recebia sempre a notícia de uma visita de estudo com grande expectativa, fossem as mais simples em que íamos ali ao museu corriqueiro da esquina, fossem as mais distantes que nos ocupavam o dia todo - aí era a loucura. Os autocarros da Barraqueiro posicionados em frente à escola, os professores com a carga nervosa que é normal por estarem responsáveis por dezenas de miúdos que não eram deles e a gritaria da juventude...a gritaria. Até subir as escadas do autocarro se transformava num sururu. Havia sempre cena, ou porque alguém se tinha portado mal, ou porque os "gandulos" se lembravam de atirar porcarias de lá do fundo para os colegas da frente e por vezes acertavam na cabeça de um professor, ameaças de participação colectiva, ameaças de que nunca mais nos levariam a passear...tudo isto era corriqueiro. Mas a visita de estudo que me marcou, aconte...
Penso algumas vezes em que, quando não estiver mais por cá, gostaria de ter deixado boas recordações nas pessoas com quem me cruzei, tal como gosto de ficar com boas recordações quando é o inverso. E as boas recordações vêm sempre associadas a carácter, humanidade, respeito, amor, amizade, honestidade...enfim, valores. Para isso, devemos sempre pautar os nossas actos pelos tais valores e formas de ser correctas para com o outro - não fazer com os outros o que não gostamos ou gostaríamos de receber é um princípio. Há uns dias recebi uma mensagem de uma pessoa que por condicionalismos da vida não contacto há muitos, muitos anos, talvez 7 ou 8, por aí. Foi um afastamento necessário de ambas as partes e a vida segue. Curiosamente na minha lista telefónica é a única pessoa que tenho gravada com aquele nome, portanto estando a conduzir e ver no visor do carro que tinha recebido uma mensagem proveniente de uma pessoa com aquele nome, causou-me estranheza porque não estava mesmo a chegar ...