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A mostrar mensagens de Setembro, 2020

Cúcú!!!

 Quem é que lhe resiste!?

6 meses depois

 É incrível, mas nisto se passaram 6 meses, longos, cheios de peripécias. E hoje foi o regresso às aulas de natação. Deu-me que pensar o regresso dela à actividade desportiva mas continuo a acreditar que tem mais a ganhar do que a perder. Na piscina tudo está a funcionar de forma diferente e se para mim já era um martírio estar naquelas bancadas à espera, a usufruir daquela atmosfera quente e húmida, fazê-lo com máscara...quase que não desejo ao meu pior inimigo. Não aguentei, tive que sair. A verdade é que as bancadas estavam vazias. Reduziram a frequência nas aulas para metade e aquele recinto tem menos movimento do que era habitual, mas dadas as circunstâncias é o possível. Ela estava radiante e eu acredito sinceramente que também esta actividade lhe estava a fazer muita falta para o equilíbrio emocional. 

Semana dolorosa

 É uma semana difícil e assim será para sempre. A dor da saudade não apazigua. Rimos, somos mais ou menos felizes, mas o nosso coração não esquece os que foram importantes, os que mudaram a nossa vida para melhor. E eu não tenho uma vida assim tão recheada de pessoas que me marcaram pela positiva, mas as que o conseguiram sem esforço não me saem da alma. A minha madrinha Guida partiu há 5 anos, num dia 22 de Setembro que amanheceu bonito, mas que fazia adivinhar o inevitável. Todos os dias eu ligava para aquele serviço de pneumologia e falava com a enfermeira. Naquele dia fartei-me de ligar e ninguém atendia o telefone. Tocou o meu algum tempo depois...foi aquilo que uma madrinha deve ser, esteve comigo nos meus momentos mais amargos, mas tá, em nos mais doces. Viu-me literalmente a ser mãe, e não fossem as dores físicas e reais que senti naquele longo trabalho de parto, atrever-me-ia a dizer que ela teria sofrido quase tanto quanto eu. Partiu cedo e deixou-me uma sensação de não lhe t

Vale o que vale, mas que assim continue

 

Deu-lhe para o sentimento

 Sinto uma festa nas costas, ao de leve, viro-me e diz-me ela assim: “Gosto muito de ti mãe!”  Não foi o normal mamã...foi antes um Mãe que lhe saiu das entranhas e que honestamente nunca me tinha soado assim.  Mas eu, emocionada por dentro, a dar uma de durona por fora, não fui em cantigas. “Gostas, mas às vezes não parece!” - anda numa fase irascível. Olhou para mim com aqueles olhos lindos que eu fiz, dizendo: “Isso é o meu feitio. Eu gosto mesmo muito de ti!” O que ela ainda não sabe é que, mesmo nos dias em que se porta pior, eu continuo a gostar dela daqui até à terra do sem fim.

Hoje foi o dia

 "Mãe, estas botas já não servem. E estas também não. Oh mããããeeeee, estes sapatos também não servem". Portanto uns botins, umas botas de cano alto e uns sapatos de carneira já eram. A este ritmo por um lado ela qualquer dia ultrapassa-me em altura e em tudo e eu, bem eu vou ter que ir para a porta de um ministério qualquer clamar por um subsídio, porque, como dizia a minha avó, a este ritmo, "vale mais sustentar um burro a pão de ló!

Pensamos que não, mas isto afecta

 A minha filha foi para o Centro de Estudos de manhã, feliz e contente, cantando e rindo, passo a expressão. Em plenas 09:52h telefonam-me de lá, mas como tinha ido tomar um café, não ouvi. Quando volto, lá vi a chamada perdida e devolvi a chamada - naquela fracção de segundos, gelei, fiquei lívida e só pensava: será que a miúda ficou com febre!?  Escusado será dizer que aqueles segundos me pareceram horas e quando me atenderam e disseram que estava tudo bem e tinha sido apenas para confirmar o número....suspirei de alívio. Não sou dada a histerismos, mas se receber telefonemas dos equipamentos de ensino quando eles lá estão já preocupa um bocado, nestes tempos até a pessoa mais optimista deste mundo, pensa duas vezes.
 Calculava que a mudança de escola e de dinâmica ia operar uma alteração estrutural na minha filha, mas nunca pensei que a miúda ficasse tão, mas tão entusiasmada com a mudança. "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", é certo, mas não me parece necessário que ela continue a acordar às 6 da madrugada, como se não houvesse amanhã. 

Retomar um gosto antigo

 Continuo a gostar imenso de cinema mas estas últimas desventuras que assolaram o mundo, até algo tão simples deixaram para segundo plano. Mas hoje foi dia de desanuviar e aproveitar para ver cinema em português. Sala com literalmente meia dúzia de pessoas, nada de proximidades a não ser com o meu par.  Um filme com interesse, nada de chorar por mais mas gostei, ou não fosse a primeira cena presentear-nos com uma Maria de Medeiros desgrenhada a dizer “Filho da ****”.

Indeed

   

O pessoal anda com medo, muito medo

 Fui encomendar a vacina da gripe, profilaxia que já tenho vindo a fazer há alguns anos. Até aí tudo certo. Fui ao sítio do costume. Tudo certo again.  A quantidade de pedidos de reserva antes do meu - fora do que é  normal. Costumo ir sensivelmente por volta desta altura e os pedidos tendem a ser poucos. Hoje, assustei-me com a quantidade de pessoas que já fez a sua reserva. Algumas centenas. Com Covid ou não, o pessoal anda a precaver-se. À falta de uma vacina, leva-se a da gripe que também é útil.

A boa vida, já era

 "Mamã, agora só temos intervalos de 10 minutos. Não dá para nada!" E a mãe tirana pensa: e já vais com sorte, ainda podia ser pior. Ai ai ai riqueza de sua mãe que ao longo da vida ainda vais ter muitas  dissabores.

Habemus Compendium

 

Esgotada e sem energia

 Mais um dia em que andei de um lado para o outro a propósito da escola da miúda. Levá-la à apresentação, esperar que os mandassem passar do portão da escola para dentro, voltar a correr para casa pois tinha uma reunião a decorrer e entrei atrasada, pausa. Disseram que a apresentação demoraria cerca de 90 minutos, portanto passados os 90 minutos lá fui eu buscá-la outra vez à escola. Mas não tardou apenas 90 minutos. Na verdade ultrapassou os 150... e eu à espera e o trabalho idem. As outras turmas que saíram todas antes, vinham acompanhadas pelos professores. Eu que não sou nada de ir a correr falar com eles, hoje, por questões de força maior, tinha mesmo que falar com a professora para esclarecer um assunto. A turma dela não saiu acompanhada pelas professoras. Pedi à funcionária que se encontrava no portão se era possível falar com a professora. Foram à procura da professora e eu....à espera, e o meu trabalho em suspenso, e eu...numa pilha de nervos, pois pensei que fosse tudo mais r

E lá foi ela

 Começa a verificar-se um certo ar de menina a tender para o crescido, malinha a tira-colo, pose com um certo ar de quem quer adolescer...a minha bebé lá foi para o quinto ano e eu só desejo que lhe corra tudo bem nesta nova etapa. Go Girl!

E é assim...

 Já a tarde ia longa, passava das 5 horas quando sai fumo branco pela chaminé da escola, qual Conclave cardinalício: Habemus Turmas! Os horários ainda estão no segredo dos deuses , mas pelo menos já consigo saber a que horas é que tenho que deixar a criança amanhã na escola e para que sala terá que se dirigir para ir conhecer aquela que vai ser a sua nova escola, as nova regras, burocracias e afins. Eu já percebi tudo; não me parece uma estrutura verdadeiramente organizada, mas tudo bem.  A miúda ficou contente com a turma - mantém 2 amigas do ano passado e conhece mais uns quantos colegas. Eu fiquei aliviada por ter calhado numa turma de 20 crianças. Há algumas com 28 e 30, o que me parece excessivo, mesmo sem Covid. É dificil transmitir conhecimento a uma multidão, sobretudo se forem desordeiros, mas é este o Sistema, e temos que saber viver com ele. Portanto, o que falta: horários, livros, quando é que iniciam mesmo as actividades lectivas, regras e procedimentos que é importante qu

E livros da miúda?.....nada

 Esse é outro issue. Pois que continuamos a aguardar serenamente pelo envio da encomenda dos livros escolares submetida no dia 31 de Agosto. Uma destas é que nunca me tinha acontecido. É que nem um único livro a criança tem para este início de ano lectivo. O Quo Vadis, perdão, Covid, está a ser utilizado para desculpa de muito falhanço, é o que digo!
A vida ensina-nos tanto. Ensina-nos a acreditar, a confiar e por vezes mostra-nos de muitas formas que a nossa jornada não é um mar de rosas e por vezes temos que nos reinventar, tropeçar e cair para depois nos levantarmos com novas ferramentas.  E nessa jornada lá vamos descobrindo quem vibra com as nossas conquistas, com a nossa felicidade e, quem também vibra com os nossos momentos menos bons - os abútres já se manifestam desde os tempos mitológicos, portanto cada vez faz mais sentido guardarmos para nós e para o nosso núcleo duro os nossos desaires e também as nossas vitórias.   

Escola - O regresso (episódio não sei quantos)

 Eu sabia que isto ia ser animado e por isso até sexta-feira da semana passada não me preocupei minimamente mas começando as aulas amanhã, não me parece estar a ser demasiado mãe galinha por achar que a esta hora já deveriam ter sido disponibilizados os horários e as turmas dos miúdos. O máximo que conseguimos foi uma tabela a informar que a apresentação dos quintos anos teria lugar dia 15/09 com início às 09:30 para a primeira turma, início das mesmas com intervalos de 15 minutos por turma, para não se concentrarem todos à mesma hora, iniciando a última turma às 15 horas. Ora isto é muito bonito, mas não sabemos as turmas. Os pais trabalham, têm a sua vida e era bem que pudessem organizar a sua agenda sem estarem à mercê dos serviços administrativos da escola do bairro. Eu tenho reuniões marcadas às quais tão pouco sei se poderei comparecer, à conta desta balbúrdia. Hoje, pelas 09 da manhã estou à porta da escola, já que saiu uma informação oficial a confirmar que as informações em fa

Aquelas crises de pré-idade

 Outros chamam-lhe adolescer...mas aqui em casa, tenhamos calma porque para chegar aos terríveis teen ainda falta um pouco. Nevertheless já começamos com uns dramas e crises existenciais, muitas. E eu que já tive que me suportar a mim própria e à minha irmã e agora lá terei que encontrar muita presença de espírito para a herdeira. Ontem devia estar com a mosca, mas nem me apercebi. Sei que deixei de dar por ela por volta das 7 da tarde, quando a chamei para jantar não apareceu e, tendo ido à procura de sua Excelência Reverendíssima, dei com ela a dormir profundamente. Isto é raro ocorrer fora de horas, mas a verdade é que foi até hoje de manhã. Sem jantar, sem ir à casa de banho...nada.  E eu, que sou um animal de hábitos dei comigo a ir ver de quando em vez se a miúda estava a respirar, porque continuo incrédula com esta vontade extrema de dormir sem dar cavaco. Está viva e recomenda-se by the way.

As maravilhas da fruta

 A minha filha acordou "doente". Doíam-lhe uma série de orgãos e partes do corpo, partes essas que nem ela sabia da sua existência...até hoje. Vá lá, não tinha febre. Foi comer 2 pêssegos fresquinhos e passou-lhe tudo. Passou a assintomática talvez. Restarão duvidas de que a fruta faz milagres!?

Uma das heroínas da minha infância

 A Senhora do lado esquerdo, que uns anos antes foi a “bomba” do lado direito, foi uma das heroínas da minha infância. Eu era miúda, nem adolescente seria e sentava-me expectante perante mais um episódio dos Vingadores. Aquilo era a sério e a dupla Emma Peel e John Steed passou por aventuras nos anos 60 que conseguiam agarrar qualquer miúdo dos anos 80/90 ao ecrã. E na minha memória a Diana Rigg ficou sempre em bom(ba). A vida é isto...todos partimos um dia e até chegar o nosso, procuremos viver o melhor possível. 

Das duas uma, ou as coisas nos últimos anos mudaram muito ou as pessoas estão a ficar um pouco impacientes

 A memória não me falha, e por isso tenho bastante presente que enquanto estudei tanto no ciclo como no liceu, era normal que a informação de turmas e afixação de horários decorresse sempre "à última da hora", quer isto dizer que acontecia na véspera das apresentações e muitas vezes mesmo ao final da tarde. Era o normal e estávamos habituados a isso. Pois que de há 2 semanas a esta parte acompanho o grupo de whatsapp das mães dos colegas de turma da primária da minha filha e as senhoras estão literalmente à beira de um ataque de nervos porque "ainda não saíram as turmas e os horários!" Mas por que raio é que o ser humano ocupa espaço mental com coisas que não têm grande relevância? E ligam para a escola, e vão à escola e estão numa busca desenfreada pela informação da turma perdida. Ou estarei eu a analisar mal as coisas e a ser negligente por não estar minimamente preocupada com a coisa? Ou estará a minha decisão de apenas ir amanhã à tarde à escola em busca dessa

E depois vem o MEC e trata as coisas pelos nomes

 
 Ela vai voltar à escola dentro de alguns dias, espero que regresse à natação em breve, pois tanta falta lhe faz aquele ambiente de competição saudável e aprendizagem de uma técnica que opera milagres na saúde dela, física e emocional. Talvez retomem a actividade nas Guias e uma série de outras rotinas que há 6 meses atrás eram ditas normais, e passaram a constituir um perigo considerável. Já dei comigo a pensar: e se houver contaminação no nosso círculo? Até aqui os nossos contactos sociais têm sido controlados e obedecendo às directrizes da DGS, mas as possibilidades de contágio estão à espreita. Por outro lado, a vida, embora não esteja do modo como a conhecíamos, continua, e a necessidade de trabalhar mantém-se, bem como todas as restantes vertentes que a compõem.  E ela está tão feliz por regressar à escola, e está tão mais feliz por ir para uma escola nova...e eu estou tão incrédula com a forma em como o tempo passou. 

Mais vale tarde do que nunca

 A frase não é minha, mas aplica-se. Ontem, e apenas ontem entrei numa loja para comprar os cadernos da minha filha. Não é nada habitual em mim esta atitude quase negligente de deixar as coisas para a véspera, mas os últimos meses têm sido tão tão tão...que foi o possível. Olho para trás e parece que se deu uma grande tempestade, não interessa se é tropical ou não, mas que fez com que uma série de coisas na minha vida se alterassem, desde algo tão fútil e inútil como a cor do cabelo até a aspectos com verdadeiro impacto e importância para a minha vida, enquanto mãe, profissional e mulher. E talvez por isso ande assim numa espécie de limbo, em que se misturam momentos de grande tristeza, com momentos de grande felicidade. E a vida não é mais do que isto, como diz alguém de quem gosto muito, a vida é um prodígio.
 

Habemus livros escolares

 E eis que pouco antes da meia-noite recebo o bendito e-mail a informar que os vouchers da miúda já tinham sido atribuídos. E lá fui eu fazer a encomenda e assim fiquei com menos uma coisa da to do list  em aberto. Quando é que chegam!? ....bom, isso já são outros quinhentos.