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Mensagens

A mostrar mensagens de 2007

Ganha-se...perde-se...ou nem uma coisa nem outra!

A desaparecida ressuscitou. As minhas lides literárias não estão ao seu mais alto nível, mas enfim...ainda não foi desta que desapareci. E apraz-me partilhar uma pequena reflexão que me vem à mente sempre que o mundo e a vida me prega alguma "partida". Há que saber lidar com os contratempos, para além de que sendo nós que trilhamos o nosso caminho, a responsabilidade será sempre nossa também...para quê culpabilizar o meio envolvente!? Se nos foi conferido o livre arbítrio, se calhar nem sempre utilizamos esta dádiva da melhor forma...deveria ter vindo com manual de instruções. Registem lá a ideia, pode ser que daí para a frente as coisas sejam muito mais fáceis. A Tanokas agradece. Mas...voltando ao início e às partidas do nosso destino, ando com uma baralhação nas ideias...deve ser da idade. Começo a pensar nas coisas e há algo que não faz muito sentido. Às vezes perdemos objectos, coisas de que gostamos muito....pessoas ( e aí vem a parte mais complexa). Quanto perdemos

Haverá Justiça?

Acabei agora de ter conhecimento de que o indivíduo que assassinou friamente três jovens lá para os lados de Santa Comba Dão, arrecadou 25 anos de pena de prisão pelos crimes cometidos. Se por um lado podemos falar em ter-se feito justiça, já que lhe foi aplicada a mais dura das penas tipificada no Código Penal português, por outro dou comigo a pensar se a execução bárbara de 3 seres humanos poderá ser vingada por uma pena de apenas 25 anos de prisão. Como Socióloga, penso que estamos perante um caso bastante complexo de desordem emocional e social, estamos não só perante um psico e sociópata, como também nos deparamos com uma personalidade doentia, fria e calculista. Confesso que sendo mulher e tendo uma irmã em idade jovem me sinto impotente e revoltada face a esta situação. Se por um lado os paradoxos da minha ciência me levam a tentar uma visão mais distanciada a nível micro e a analisar esta situação no contexto de um estudo de caso, por outro não deixo de ser humana, de pensar

O Significado dos Sonhos

Estou cada vez mais "cábula". Têm sido raros os meus comentários aqui expostos, mas acho que vale mais escrever o que me vai na alma com alguma profundidade, do que ter um "diário" apenas por ter. E sinto que esta situação tem mesmo que ficar para a prosperidade, e se alguém souber interpretar sonhos, já sabem, dêem-me alguma dica, pois sozinha não estou a conseguir atingir o cerne da questão. Nunca dei muita atenção aos sonhos, ou ao que é que eles possam significar, se é que de facto significam alguma coisa. Mas aconteceu-me há dias atrás ter um sonho que me tem feito pensar e que me pareceu algo estranho. Estava eu num descampado, rodeada de monges franciscanos encapuzados e...um Papa no meio deles. Tenho a certeza que era um Papa, mas não consigo saber qual deles. Talvez fosse o Pedro Hispano (João XXI), foi a sugestão de um amigo - não sei se era nem se não. A minha mãe também lá estava, acerca-se de um monge. O monge coloca o capuz para trás, e afinal era

Ganhos e Perdas

Já estamos em pleno mês de Julho, lá saí eu de casa de vestidinho e de sandalinha...e...estava a chover. Passa-se algo de muito estranho com o nosso planeta, disso não tenho dúvidas, nem tão pouco preciso das acções de sensibilização de Mr. Al Gore. Seja pelo tema do aquecimento global, seja porque a Humanidade não tem sido muito amiga de si própria, o planeta está doente. Mas não é acerca da Biosfera que me apetece escrever hoje. Apetece-me sobretudo um desabafo. Hoje foi um dia triste para mim, mais um. Comecei a manhã com uma má notícia, daquelas que nos deixam literalmente de "boca aberta" algo que eu não estava de todo à espera que acontecesse. Perdi uma pessoa que fazia parte do meu quotidiano, mas sei que a amiga está e estará sempre lá. E dou por mim a pensar nas injustiças do dia-a-dia, na forma como os seres humanos se dão uns com os outros, nas verdadeiras barbaridades que fazem uns aos outros...e pergunto-me...qual será o fim? Há quem se dedique, há quem encai

Dias de Aniversário

Em dias de aniversário vêm-nos muitas coisas à memória, muitos pensamentos e divagações. E de facto há inúmeros acontecimentos do nosso dia-a-dia que são por nós recordados, seja pelos melhores ou pelos piores motivos. Confesso que o dia do meu aniversário me proporciona sentimentos contraditórios; se por um lado é importante celebrar o facto de estarmos vivos e de estarmos rodeados pelas pessoas de quem mais gostamos, por outro é inevitável lembrarmo-nos de quem já partiu, de tudo aquilo que ainda não alcançámos e de todos os erros que fomos comentendo. Mas enfim, hoje não é de todo o dia do meu aniversário, vamos lá deixar essa neura/euforia para o dia 10 de Dezembro. Basicamente hoje é um dia particularmente triste para mim. Lembro-me que há precisamente quatro anos atrás estava um dia bonito, solarengo e com algum vento, semelhante ao dia de hoje. Foi no dia 27 de Junho de 2003, podia ter sido noutro dia qualquer, mas...aconteceu. Foi o resultado de muitos momentos de ponderação

S. João dá cá um balão para eu brincar!

Finalmente parece que chegou o Verão, estava a tardar...mas eis que em dia de Solstício ele lá d eu o ar da sua graça. Para não fugir à tradição 21 de Junho é o seu dia. Temos que agradecer ao S. João e ao S. Pedro que está para chegar, o facto de terem trazido o bom tempo com eles. Não posso dizer que prefira o Verão ao Inverno, ambas as estações do ano têm o seu encanto e se, por um lado, a praia e o sol me alimentam a alma, os dias de Outono e Inverno mais sombrios e chuvosos dão azo a muitas outras coisas. Digamos que estamos na fase de um valente gelado ao luar, e no Inverno o saudoso cacau do Mercado da Ribeira...que saudades! Alguém me sabe dizer se ainda se bebe cacau a altas horas da madrugada na Ribeira, ou foi mais uma tradição lisboeta que se perdeu? Lá diz o ditado, a tradição já não é o que era, mas há coisas que se vão mantendo. Agora sim estamos a entrar em clima de férias, a temperatura sobe e a adrenalina aumenta. A "criançada" a entrar numas ricas féria

"Obrigado por Existires"

A vida tem destas coisas, e quando pensamos que já nada nos surpreende, eis que...mais um tropeção, mais qualquer facto que saiu fora dos planos. Por norma quando isto acontece, raramente é bom sinal, pelo menos analisando os acontecimentos a frio. Mas, também somos surpreendidos pela positiva. Ontem tive um dia não, daqueles mesmo parvos em que tiveram que me arrancar de casa para tomar um simples café na "taska" da esquina. Tirando os pequenos estados de euforia perante a realidade que está a ser remodelar a minha sala, foi mesmo um dia parvo...para culminar, nos dias parvos temos tendência a atrair situações para as quais nessas alturas estamos menos preparados para digerir. Enfim, um programa na SIC acerca das crianças com cancro no IPO; fiquei devastada, a realidade é muito dura e acabei por rever indirectamente todo o sofrimento passado há uns atrás com a doença e posterior "desaparecimento" da minha avó. E é impossível não passarmos para questões metafísic

Dias Felizes

"Ah well, what matter, that's what I always say, it will have been a happy day after all, another happy day." Winnie E aqui está tudo o que é necessário reter, conheça-se ou não a Winnie ou a proveniência deste trecho. Para mim a peça Dias Felizes é uma das obras maiores de Samuel Beckett; como é que uma mulher enterrada na areia até ao pescoço, ainda consegue ter esta grandeza de espírito perante a vida e mais um dia que passou. Diremos nós que não passa de um texto, uma peça que vista nalguma sala ilustre nos faz rir ou chorar, nos desperta várias emoções...atrevo-me a acreditar que pode ser também uma lição de vida. Porque não encontrarmos algum resquício de felicidade num dia "mau", em vez de apenas retermos a infelicidade? Será porque é mais simples irmos pelo lado mais fácil e lamentarmo-nos pelo que de mau aconteceu, em vez de retirarmos sempre uma lição positiva e continuarmos a agradecer pelo simples facto de estarmos vivos e continuarmos a ser capaz

Converti-me à comida Japonesa

Cada vez mais me convenço que dizer "Eu...nunca!", mais cedo ou mais tarde dá origem a um..."pois....realmente". Será falta de personalidade não levar até ao fim a primeira convicção? Ou será que o instinto de descoberta fala mais alto? Sinceramente ainda não consegui apurar a fundo essa situação, embora mantenha a convicção de que Nunca irei comer enguias, ou pernas de rã, ou mesmo arroz de lampreia. Tudo isto por uma questão de princípio...nada mais. Mas eis que as minhas convicções não estão assim tão fortes no que respeita a outras situações;entre a repulsa de fazer festas a uma cobra e sentir a sua textura, optei pela segunda. Entre o "morrer" estúpida e participar em acrobacias aeronáuticas, lá optei eu pela segunda e assim sucessivamente. E em muitas situações na vida tem sido assim, às vezes saio-me mal, outras vezes sou surpreendida pela positiva. E eis que surge a minha incursão pelas iguarias nipónicas. Primeiro surgiu como um desafio por

E porque não começar pelo início

Começo já por não concordar com este título, porque se fosse mesmo a começar pelo início lá viria a teoria do Big Bang, ou para agradar a outros a estória da maçã e da serpente, da Eva e do Adão...e não é de todo a este início que me refiro. Tenho a perfeita noção de que este blog vai ter muitos passos à frente e atrás, mas apraz-me referir que uma das motivações para perpetuar algumas memórias (nem todas) foi o facto de durante algum tempo ter seguido com particular atenção um blog em específico (e perdoem-me os restantes que também segui e sigo com atenção), que a seu tempo me causou algum fascínio, pela escrita, pelos temas, pela frontalidade...enfim e por muitas coisas mais. Ora realmente parece uma frase ou uma constatação "feita", mas acrescento ao ditado "olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço" a palavra escrevo, porque de facto seja com blogs, com conversas entre amigos, ou inimigos, chats, enfim conversas de net e por aí fora, na maior par