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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2009

Ontem o meu jantar

foi um magnífico arroz de coelho que o P. preparou para nós. Confesso que coelho não é das minhas carnes favoritas, talvez pelo seu sabor intenso, mas a forma como foi feito, com tanto carinho, dedicação e uma excelente mão para a cozinha, fizeram daquela refeição uma das minhas preferidas dos últimos tempos. Estava bom, bom, bom. Pena foi o cansaço ter pesado tanto, que enquanto eu me deliciava com o repasto, o P. olhava para mim com os olhos semi-cerrados e totalmente "bêbedo" de sono. Acho que hoje ainda não te disse o quanto te amo.

Memórias de Eduardo Prado Coelho (...subscrevo)

Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), deixou esta reflexão,sobre todos nós, por isso façam uma leitura atenta. Precisa-se de matéria prima para construir um País *Eduardo Prado Coelho - in Público* "A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada,tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios ond

O alter-ego do Xá

Dá-nos tantas alegrias e partilhamos tão bons momentos com ele, que é impossível deixar de dedicar também aqui um espaço ao meu Xá. Nunca tinha tido um animal de sangue quente para cuidar; apenas os peixinhos, as tartarugas e os cágados do costume, e nem sabia o que tinha perdido ao longo de todos estes anos. Se bem que ter um cão me agradasse muitíssimo, acho que o fiel amigo necessita de espaço, ar livre, para que a sua vivência seja o mais feliz possível, daí que um T2 fechado não seja propriamente o sonho habitacional de qualquer cão. Os gatos já são seres diferentes, em porte, em dimensão, em espaço que ocupam, em necessidades fisiológicas, enfim...é bem mais fácil coabitar numa tipologia T (pequena) com uma criatura desta família. O Xá continua a ser um gato extraordinário; não tão independente como eu esperei (e ainda bem), talvez derivado às horas que passa sozinho, é um ser expressivo, meigo, brincalhão e que me faz olhar para ele e sorrir de alegria e satisfação, só pelo

Estar ausente

Ultimamente, aliás, deveras ultimamente, posso dizer que não ando nada virada para as lides intelectuais e orais, lidas e escritas. Ando cansada, exausta mesmo, sem tempo para nada, ninguém e sobretudo para mim própria. É desagradável chegar ao estado em que me sinto agora, sobretudo quando se tem 31 anos e uma vida inteira pela frente (seja lá isso o que for) com todas as conquistas e derrotas inerentes, mas estou de facto a ultrapassar o limiar da exaustão. Talvez tenha imposto a mim mesma metas de elevada fasquia para conquistar em pouco tempo, e o resultado é concluir que as 24 horas do dia não são suficientes para se fazer tudo a que por vezes nos propomos. E todos os sacrifícios que tenho (temos eu e P.) feito, começam a ressentir-se no meu peso que está a diminuir, na minha pele completamente desidratada, no meu cabelo sem brilho e no meu cansaço e falta de paciência para me dedicar a coisas banais do dia-a-dia e que nos dão tanto prazer, tal como uma ida ao cinema (xiii, o

A Fonte Secou de Saudade

Definitivamente não consigo lidar com a saudade e com sentimentos de perda. Há quem diga que o passar do tempo ajuda a curar tudo, que as feridas saram, mas comigo passa-se exactamente o oposto. O passar do tempo só me faz pensar mais, só me faz lamentar mais, só me faz sentir mais e mais saudade. ...E cada vez sinto mais saudades, por exemplo da minha avó. Dei comigo a pensar no outro dia, no caminho de casa para o trabalho que há tantos anos que não a vejo e tenho tantas coisas para lhe contar, apetece-me tanto deitar a minha cabeça no seu colo, receber as suas festinhas e o beijinho na ponta do nariz....mas nunca mais o vou poder fazer. Com os condicionalismos da vida e a loucura do dia-a-dia, perdi muitas oportunidades de o fazer e de o obter, e agora é tarde. Restam-me as suas memórias e as suas recordações. Está entre as pessoas mais importantes da minha vida e sem dúvida é a que mais falta me faz. A sua tenacidade, a sua força, o seu espírito, a sua alegria, a sua dignidad