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A mostrar mensagens de Setembro, 2021

É um espécime destes que tenho cá em casa

 

Coisas que custam um bocado

 Proteger a criança de vírus e bactérias, evitar uma série de infeções oportunistas durante o Inverno, evitar mais duas almas na fila da Urgência, antibióticos, aerossóis, sofrimento, oxigénio por vezes, mãe em casa com direito a Assistência à Família e mais uma série de coisas e que não vou enumerar, mas no fundo também a poupar muito dinheiro ao Estado, e o valor da profilaxia ser absurdo. Quem não pode pois claro, sofre mais, apanha pneumonias, vai parar vezes sem conta ao hospital, etc.  Certas coisas, nunca vou perceber, mas dou graças por apesar de tudo ter capacidade para proteger a miúda. Coitado de quem não pode!
 Não saber quem o fez, mas chegar ao escritório e ter um miminho é sempre simpático. Há de facto colegas que merecem o céu…não me refiro a mim, mas antes a quem tem estes gestos tão queridos. Obrigada. 🙏🏽

For all the bad things

 

O fim da missão e a profunda gratidão de todos nós

 

A melhor pessoa

 Conheço uma pessoa, aliás, tenho a sorte de conhecer uma pessoa, que…é a melhor pessoa que conheci na minha vida. Por muitas voltas que a vida dê, até o conhecer nunca me tinha cruzado com ninguém assim, e tão pouco conheci depois disso alguém que partilhe com ele, o mesmo patamar. Quis o destino que, embora sejamos de nacionalidades diferentes e habitemos em países diferentes, nos cruzássemos profissionalmente e algures no tempo tenha sido meu Manager. Nunca na vida tinha conhecido alguém assim: um líder, um estratega, um simplório, um amigo. Um amigo que dados os anos de convivência, chorou comigo em alguns dos meus momentos mais difíceis, mas acima de tudo me colocou num patamar aos olhos dos outros que eu sempre achei não merecer. Pessoas novas que se cruzavam de novo comigo nas lides profissionais vinham até mim sempre com o comentário: “O Javier fala muito bem de ti”, ou “O Javier gosta muito de ti e diz que adorou todos os dias que trabalhou contigo, diz que és o céu”. Eu lá me

Está a tender para o tradicionalismo

 “Mamã, eu vou-me casar em 2035!” Ai sim? - perguntei eu. E ela: “Sim, não te esqueças, 2035.” Portanto já fiquei a saber que por vontade dela, nesse ano, haverá uma grande festa. E eu que ainda nem sei se acordo viva amanhã, já ela anda a planear a boda. Não sai à mãe, que tal como a culpa, vai morrer solteira.
 

Porque será

 Que sempre que tentamos replicar receitas culinárias das nossas avós, por mais que sigamos o book, não sai igual!? Provavelmente por isso mesmo, nós seguimos o book e elas….bom, elas faziam-no com alma. Nós tentamos, aprimoramos, vai ficando parecido, mas não é a mesma coisa. O mesmo se passa com o Soufflé e a Mayonnaise da minha mãe. Não vale a pena, não fica igual, e dizer que fica parecido é só demasiada fé em Deus, ou numa outra entidade qualquer.
 …estava para aqui a aguardar serenamente pelos resultados à CML…mas quer-me parecer que vou dormir sobre o assunto. Assim como assim Sintra já está decidido. Veremos se a continuidade traz algo de melhor, porque há muito que fazer por um concelho com este potencial.  E quanto ao Isaltino…Oeiras é o melhor concelho do país, e o senhor de que toda a gente fala, é um dos grandes responsáveis por isso. Não vou defendê-lo, nem atacá-lo, pois essa opinião guardo-a para mim, e para o meu núcleo duro de confiança, centrando-me apenas na maravilha que é o meu Concelho Natal e profissional, e esperando que no futuro, com e/ou sem Isaltino se continue a destacar como um bom sítio para viver, estudar, trabalhar, que continuem a crescer polos culturais, tecnológicos e que continue a dar respostas sociais à sua população e não só. Se estas eleições servirem como antevisão para as próximas legislativas, isto promete…
 

O peso que vou perdendo

 Para mais tarde recordar que aqueles quilitos a mais ganhos no auge da pandemia, se livraram de mim, e eu deles. Agora é perder mais uns quantos para dar margem a um ou outro devaneio que possa ocorrer nesta jornada que são os 40 anos e todas as mudanças subsequentes que se operam nos nossos corpos.

A cientista

 “Mamã, hoje estive a ler de manhã um estudo que estão a fazer e experiências para trazer os mamutes de volta!” Enquanto não quiserem ressuscitar os dinossauros, por mim está tudo bem, penso eu.

Não resiste a uma boa fofoca

 “Mãe, em quem é que vais votar no Domingo?” E eu lá lhe disse que pela primeira vez na vida ainda estou a pensar se me aproximo de uma mesa de voto. Conclusão dela: “Boa, assim ao menos não te sentes culpada para o caso de teres votado mal!” Começa a ver o copo meio cheio a miúda, upa upa. 

24/09🤍

 Porque nunca o esquecerei, mas hoje, era o seu dia. Lá iríamos estar todos juntos amanhã no almoço de aniversário da praxe e a dar um passeio que nos fizesse recordar tempos idos em que a família ainda tinha por cá todos, ou quase todos os elementos. Onde quer que esteja Zé, este é o seu dia. Obrigada por me ter feito sentir filha sem o ser.

Ainda estamos na Era Dourada

 Ontem ao final do dia estava eu a tentar relaxar um pouco no sofá. Ando um pouco sorumbática nos últimos tempos pelo que, com todos os cuidados para não me distrair dos meus pensamentos mais sombrios, a minha pequena princesa aproximou-se de mim, agarrou-se ao meu pescoço com uma meiguice como ainda não tinha sentido e disse-me: "Mamã, amo-te tanto, mas tanto. Amo-te para sempre, sabes!?" E eu fiquei ali embevecida, comovida e grata por ter tido esta filha tão querida e amorosa que, mesmo nos seus momentos mais loucos, continua a ser um "pote de mel". Daqui a 2/3 anos vai dizer que me odeia, eu sei. Mas será só da boca para fora naquelas crises de adolescência que nos esperam. Até lá vou aproveitar ao máximo este El Dorado - não é todos os dias que recebemos este tipo de declaração de amor honesta e sincera.

Aqueles dias típicos de Outono

 Em que me visto de manhã depois de olhar pela janela e ver um sol radioso. Calçar sabrinas sem meias, de tecido e chiquérrimas Carolina Herrera collection. Sair a porta do prédio e começar a cair uma bátega de água. Pés molhados mas não estava frio. Metade do caminho até ao escritório debaixo de chuva. A restante metade com o mesmo Sol radioso que me tinha despertado algum tempo antes.  Hora de almoço,  sol quente e estar ali no alpendre sem fazer nada, só a conversar nos últimos 10 minutos possíveis antes da reunião seguinte. A meio da tarde, mais 10 minutos de sol quente que quase souberam a um dia numa praia tropical. Com tudo isto, mais um dia de stress no escritório, mas a sensação de que fiz o que consegui, apesar das circunstâncias, apesar de haver momentos em que sinto que um dia destes, vou ter que parar…ou não.  Ânimo, amanhã já é sexta-feira.

Tem que se controlar a criançada

Por questões de segurança não a deixo sair da escola a não ser aos últimos tempos ou, caso não tenha o último tempo quando acompanhada pelos adultos autorizados a ir buscá-la. Hoje por acaso tive que consultar a plataforma para lhe carregar algum dinheiro no cartão e vejo que a Sra. D. Milady Bébécas na última terça-feira andou a sair da escola às 11.04h da manhã. Chamei-a, mostrei-lhe o registo e perguntei que saída da escola foi aquela…uma mãe anda sempre com o coração nas mãos.  Lá me disse que esteve a brincar com o Sr. Mário que é o senhor que está ao portão e que passou o cartão uma série de vezes. Vá…bate certo, mas que não se volte a repetir. Por dentro dá-me vontade de rir, mas faço cara séria para não desarmar.

Talvez seja uma questão de idade

 Avanço a passos largos da idade talvez, e cada vez mais me sinta no Outono da minha existência. Cada vez acho mais ridículas as campanhas eleitorais do nosso burgo. Não fosse a minha consciência de dever cívico, nem me aproximaria da urna de voto no próximo Domingo. E mesmo assim, vamos ver…nunca se sabe que planos até lá tem o destino reservados para mim. É que ver os principais blocos noticiosos cada vez me deprime mais, tal não é o ridículo da questão, já para não falar no Sub-Chefe Ventura, que me dá vómitos só de lhe ouvir a voz ao longe.

Behaviour Update

 As aulas começaram oficialmente há 2 dias…teve hoje o terceiro dia de aulas. As professoras já a trocaram de lugar duas vezes. A primeira, diz ela, foi por causa da colega conversadora. Eu sei, a minha filha é uma Santa. A segunda foi em virtude do colega do lado a ter chamado de lésbica porque ela só anda com as amigas - mas onde é que anda a inocência destas crianças de 11 anos que já elevam estes reparos a conclusões em torno da identidade de género. Começam de pequenos a demonstrar ideias retorcidas e preconceituosas.  Resultado, a minha filha que é uma Santa, ficou ofendida e como o dito cujo mão tinha levado o livro de Inglês, ela achou por bem, por vingança, não o deixar seguir a aula pelo livro dela. O miúdo parvo foi fazer queixa à professora, a minha filha Santa disse que não admitia que ele lhe chamasse lésbica, gerou-se a discussão…e a professora mudou-a de lugar, ao que sei, para junto de outro rapaz que ao que parece, esse é mesmo santo e não faz mal a uma mosca. Por fim

Serão em Paz

 Diálogos Improváveis - Coro Gulbenkian no Panteão Nacional. Adorei e estou a sentir uma paz…

Um misto de belo e terrível

  Cumbre Vieja….La Palma
 

As coisas que eu faço à criança

 Uma vez que o horário dela mudou, a verdade é que agora, às 7.30h da madrugada estamos as duas no meio da rua para entrar na escola às 08:00h. Como as manhãs são sempre o que são, tive que lhe pregar o susto de que ou acorda, ou reprova o ano por faltas, porque com 11 anos há que começar a ganhar responsabilidade de ouvir o despertador e poupar-me a chatices àqueles primeiros imensos minutos em que ninguém pode falar comigo de manhã e vice-versa. Bom, a pobre criança anda a alvorar às 06:00h da manhã, ainda eu persisto no terceiro sono. Não há necessidade, mas antes assim.
 Hoje de manhã tive que ir à escola para resolver uma situação com um livro que não tinha sido entregue e só há dois dias é que nos apercebemos disso. Agora, para um pai ou encarregado de educação conseguir entrar na escola do seu educando é um drama. Para tudo tem que se fazer fila no meio da rua até se conseguir de facto entrar não sei quanto tempo depois. Nesta espera e no meio de tanta criança lá a vejo, no meio das amigas num saudável e animado convívio. Estava tranquila, empertigada e de sorriso nos lábios. Fiz questão que não me visse para continuar tranquila nas suas interacções sociais. E que o ambiente assim se mantenha, tranquilo e fraterno.
 

Ontem apeteceu-me ir jantar ao Avillez

Mas como anda tudo com uma vontade imensa de sair, tenta reservar-se uma mesa e nada. Tudo cheio. E logo ontem que eu estava mesmo com vontade de ir ao Avillez. Bom, nada como experimentar um conceito do Chef que eu ainda não conhecia e marcar onde ainda existiam lugares para reservar: Pizzaria Lisboa no Bairro do Avillez. Quando entrei ainda me babei ao passar pelas iguarias do Pateo, mas tive que me contentar com italianices, que chatice. Não fiquei nada arrependida e o jantar foi excelente, pelo que, recomendo a quem um dia queira experimentar.  

Aquele instinto maternal….

 Estava eu sentada nas bancadas a ver a aula de natação da minha filha, ao mesmo tempo que falava ao telefone com uma amiga e, no meu raio de visão havia uma criança bebé, naquela fase em que correm tudo, mas meio trôpegos. Assim era ela. Cheia de energia a subir bancadas acima com cadeiras pelo meio e eu dei comigo a pensar que aquilo tinha tudo para correr mal. A mãe tranquila a uns bons metros de distância, ia atirando para o ar “ai a menina isto, ai a menina aquilo”. Bom, foi tudo muito rápido, mas só vejo a miúda a tombar pelas bancadas abaixo, eu levanto-me com uma rapidez que nem sei como foi possível e deito-lhe um braço, a mãe continua impávida e serena, olha para mim com ar de superioridade e diz: “Ah, muito obrigada!” Assim, fria, não se levantou do sítio em que estava, e lá continuou na sua negligência altiva e passiva. A criança passado o susto e o decidir se chorava ou não, lá se recompôs e continuou na sua escalada pelas bancadas. É por estas e outras que eu vou morrer c
 O peixinho dourado também regressou à água. Não nego que é cansativo ao fim de um dia de trabalho levá-la à natação, mas pela saúde dela, eu faço o esforço. Com grande pena minha não me sobra tempo para lhe proporcionar aulas de música e ballet mas espero que ela um dia mais tarde entenda que, embora me desdobre, não consigo chegar a mais.

Resumo do primeiro dia

 Ela diz que a apresentação correu bem, não me parece terem ocorrido entropias com a turma assim numa fase embrionária. A Directora de Turma já foi professora dela no ano passado pelo que a transição não será muito difícil. Teve outra professora do ano passado que foi lá à sala e lhe fez festinhas na cara - é muito dada a afectos a minha filha e fica derretida quando recebe mimos. Mas o que de facto é louvável é olhar para o horário que lhe calhou. Sim senhores, agora sim. O do ano passado foi terrível. Péssimo para crianças tão pequenas. Este em contraposição é o melhor. Todas as manhãs ocupadas até à hora de almoço e só tem uma vez por semana aulas à tarde. Melhor era impossível.  Que este ano lhe corra em termos académicos tão bem quanto o transacto e em termos emocionais que esta mudança de turma lhe possibilite melhores momentos de interacção com os colegas, confraternização e amizade. É o que desejo. E que venham 9 meses seguidos de desafios e que aqueles olhinhos lindos me conti

O tema do dia

 “Mãe, eu nunca na vida daria um órgão a quem não fosse da minha família!” Respirei fundo e fiz-lhe uma breve resenha acerca do tema transplante. Depois passamos para altruísmo e afins. Portanto a fotografia da coisa para o lado do dador e para o lado de quem precisa e que hoje não sabemos se amanhã estaremos na lista de espera. Expliquei-lhe que para certos órgãos podem ser dadores vivos mas que, se doam um órgão, ficam com outro e não morrerão por isso - ficarão certamente com um sentimento de felicidade extrema por terem ajudado a prolongar a vida de alguém. Os dadores mortos, assim como assim, por eles já nada havia a fazer.  Continua desconfiada. Até que lhe disse que eu própria estou inscrita como dadora de medula óssea e que portanto não estou de acordo com a posição dela, mas tenho que respeitar. Função didáctica: “eu só espero que nunca ninguém perto de ti necessite de um transplante de um dador anónimo, pois talvez aí percebas que não se deve pensar nas coisas de ânimo leve e

Direito à Greve - (quase) Nada contra

 Mas caramba, o ano lectivo começou agora e já estão em greve esta semana!? Vêm-me à cabeça pensamentos na senda do: e começarem a enviar currículos não!?; se nós no sistema privado fizéssemos greve com tanta frequência, as filas no Centro de Emprego dariam voltas perfeitas à cidade de Lisboa; um pouco de coerência não!? ....e muitas outras coisas me vêm à cabeça mas é melhor estar calada. Tudo o que é demais e excessivo, perde a credibilidade e o foco, não esquecendo os tempos difíceis que todos vivemos de há um ano e meio a esta parte. Acho que manter o que temos neste momento já nos torna uns privilegiados, face à percentagem de pessoas que nada têm por esse mundo fora.
 

Desafios para o novo ano - lectivo e pessoal

 Desde 2016 voltei a ter esta dinâmica de anos lectivos e tudo o que lhe está inerente, mas se até há uns anos atrás era eu a discente, passei a estar imbuída mas, no papel de mãe, de encarregada de educação, de explicadora (raras vezes porque a miúda é arrasadoramente brilhante por si só), de saco de pancada para as frustrações próprias da idade dela e tantas outras peculiaridades. Na Primária as coisas correram bem, e o verdadeiro desafio deu-se no 3º Ano, de todos os do quadriénio, o mais puxado. Tive que intervir algumas vezes em suporte extra, sobretudo para a ajudar a manter uma rotina de estudo e garantir uma aprendizagem eficaz de conteúdos. Correu muito bem para ela, embora eu tenha ficado um pouco esgotada - a minha vida não é só ser mãe da Ana Rita e tenho tanto a que me dedicar. No 4º Ano foi o advento do Covid, com meses de ensino à distância, algo inédito até então - os professores estavam no lodo, quiseram fazer o melhor e conseguiram-no, mas sobrou muito para os pais -
 ...e esta semana recomeça tudo e mais alguma coisa, desde escola, natação, reuniões no escritório, go-lives disto e daquilo e eu nem sei para onde me virar, nem me apetece nada. O que me apetecia era parar um bocadinho no tempo, eclipsar-me para bem longe e depois, quando desse vontade, voltar.

Este senhor é um Senhor

 Entrevista muito interessante!

Não são só más notícias

 Hoje de manhã recebi uma notícia acima de simpática. Mas tenho andado tão absorvida com outras coisas  que acho que ainda nem parei para pensar no quão simpática foi essa notícia e em como se pode vir a reflectir positivamente em projectos que tenho na cabeça para acontecerem a curto prazo. Tenho que interiorizar: nem tudo são más notícias, nem tudo são más notícias, nem tudo são……

Até Sempre Presidente Sampaio

 Ontem à noite falava com a minha mãe e a meio da conversa perguntou-me se eu sabia alguma coisa acerca do estado de saúde de Jorge Sampaio, assim, do nada. Disse-lhe não ter lido nada acerca disso nos últimos dias, mas que algo me dizia que estaria à beira do fim, e provavelmente mais dia menos dia o inevitável aconteceria, dada a debilidade visível e todos os problemas de saúde que tinha. Falámos um pouco sobre ele e trocámos memórias e depois falámos de outras coisas. Não esperava contudo que a notícia mais partilhada hoje de manhã fosse efectivamente a da sua morte. Já não se fazem homens assim: culto, um gentleman, inteligente, progressista, educado, com sentido de humor, distinto, corajoso e com uma sensibilidade acima da média. Chorava e emocionava-se quando algo o tocava e isso é de uma honestidade brutal. Não vou cá em clichês dos Presidentes de todos os Portugueses - há presidentes que embora os respeite enquanto tal e tenha que levar com eles, não são nem serão o meu Preside
 Não que eu aprecie o Fernando Medina, porque de facto...não, mas o Sr. Moedas no debate de ontem foi do mais fraquinho que já se viu nos últimos tempos. De um lirismo indiscutível. 
 

Ahhhh, e entretanto

 Como eu já antevia, obviamente que não foi ainda disponibilizada qualquer informação das turmas. Agora se as tais meninas e mães das meninas que ela conhece têm informação privilegiada na Secretaria, já é outra conversa. Caso contrário resta-me concluir que são umas grandes pantomineiras!

Filas de espera....um mal necessário...como as odeio

 Hoje é o dia agendado pela escola para levantar os livros escolares para o 6º ano. Aquele horário fantástico das 09:00h-13:00h e 14:00h-18:00h. Cheguei já faltavam poucos minutos para as 09:00h. Aqui trabalha-se como acredito que na maioria dos lares e acho que as coisas deveriam ser organizadas de outro modo, quanto mais não fosse entregassem os manuais aos próprios alunos aquando do início das aulas; traziam o documento para os Encarregados de Educação assinarem e estava feito. Mas não, é tudo à antiga, a fila à porta da escola e pessoas com mais que fazer. Nestas coisas prefiro ir o mais cedo possível, mas feliz ou infelizmente, há quem pense como eu. Cheguei. Estavam lá literalmente meia dúzia de pessoas à espera, mas esperei exactamente 60 minutos, que é como quem diz....isso, uma hora! Não sei qual é o problema das pessoas, se se põem na conversa, se demoram muito tempo a soletrar o nome dos filhos ou não conseguem assinar 2 papéis em menos de nada, porque eu estive lá com as se

A Drama Queen já aprontou das dela, e a mãe lacaia vai na conversa

 “Mãe, uma menina disse-me que as turmas já saíram e ela ficou no 7C1 e depois veio outra que disse que a mãe dela também já sabia e que a mãe de uma outra foi à escola e também viu.” - todo este discurso sem pausas,  nem pontuações, muito a la José Saramago. Eu, que nestas alturas sou invadida por uma calma atípica lá lhe disse que era muito improvável que fosse verdade, porque ela estuda neste agrupamento há 6 anos, e em 6 anos as turmas têm sido afixadas na véspera do primeiro dia de escola, os livros são facultados à boca da urna…em suma, celeridade é conceito que não assiste àqueles serviços administrativos. Mesmo assim disse-lhe para ficar tranquila já que tenho que lá ir amanhã levantar os manuais reutilizados.  É sabido que assuntos académicos para a minha filha fazem-lhe despoletar das entranhas tudo e mais alguma coisa. Começou a hiperventilar, até pensei que um vulcão estava prestes a entrar em erupção aqui, do alto do meu terceiro andar. Tudo bem, a mãe pega nela, mete-se n

De coração cheio

 Esta pandemia que vai virar endemia veio alterar tudo. Trouxe muita coisa má, muita incerteza, uma ou outra coisa boa, mas tudo diferente do que era a realidade, do que era usual. As relações sociais ficaram alteradas e o simples acto de estar com as pessoas de quem gostamos ficou assim para lá de longínquo. Tenho um amigo, grande grande amigo de há quase 20 anos. Uma amizade que se foi desenvolvendo ao longo do tempo, que foi crescendo, quebrando barreiras e atrevo-me a dizer que não teremos segredos um com o outro. E o amigo masculino é quase sempre tão mais leal e sensato do que a amiga masculina.  Pois que obviamente que o nosso contacto telefónico e através das redes sociais se manteve mas há mais de um ano que não nos víamos, algo inédito. Tínhamos o hábito de no mínimo uma vez por mês fazermos a nossa tertúlia em que estávamos juntos, falávamos de tudo e de nada, de coisas mais ou menos profundas. Hoje retomámos e que bom que foi a partilha face to face dos nossos dias, dos últ

Atirei com ela para o Centro de Estudos

 Regresso ao trabalho, quase 8000 emails na mailbox por ver, um humor discutível, optei por recomeçar a rotina escolar e não adiar mais. Está comigo a full time desde finais de Julho, esteve comigo on job  nas primeiras semanas de Agosto, interregno para férias e agora o regresso à normalidade. Preparar-lhe a marmita para o almoço, horários, ir deixá-la, ir buscá-la ao final do dia e para a semana já deve recomeçar a loucura no seu pleno. Mas a verdade é que continua tudo muito estranho, diferente do que era há 2 anos atrás. 

How to get away with murder - Then again

 Já tinha partilhado que estou fã desta série...e o sentimento continua o mesmo. Estou a aproximar-me do final da 3ª temporada, and counting . Viola Davis continua uma diva - não sei onde termina a vilã e começa a heroína, e vice-versa. Só consigo ver alguns episódios já a noite vai longa; são densos, embora não demasiado extensos, mas com tantos flashbacks , flashforwards e no flashes at all  por vezes dou comigo a ter que fazer uma pausa, voltar atrás para rever um diálogo porque algo me escapou. Ontem morreu um dos meus preferidos, o puto Wes. Cometeu uma falha gigante na primeira temporada, culpa teve pouca e é o epíteto de um bom rapaz. Vejo-me a ter uma paixão por um Wes. É daquelas pessoas com que cada vez nos cruzamos menos, que se preocupa verdadeiramente com os demais, não teve uma existência nada, mas mesmo nada fácil, entra no curso de Direito quase sem saber como, é inteligente, meigo, comete um homicídio, apaixona-se por uma borderliner  e gosta verdadeiramente dela, ao
 A poucos dias do início do ano lectivo, há que reorganizar a vida e as cabeças. Ela está como se sabe expectante e feliz e eu começo a ter que me estabilizar de novo. Algumas mudanças aqui no chip mental nos últimos dias e toda uma nova organização. O horário dela vai mudar teoricamente. Se no ano passado entrava todos os dias pelas 13.30h e saía pelas 18.20h, para além das duas vezes por semana em que tinha aulas em contra-turno, este ano altera o turno, e ao que parece passará a entrar pelas 08:00h com saída às 13.00h, o que de facto é muito mais produtivo para crianças destas idades. Está provado que assimilam muito mais os conteúdos de manhã, antes de almoço, do que no período da tarde. Gosto que ela participe no nosso esquema familiar e questiono sempre a opinião dela para que possamos tomar em conjunto decisões para o nosso dia a dia, pelo que há pouco perguntei-lhe onde prefere almoçar: se na escola ou no centro de estudos. “Tu é que sabes mãe, o que for melhor para ti. Eu esto

Qualquer coisa de bruxinha com os cabelos em pé

 

As pessoas não gostam de ser quem e como são

 O irónico é que na grande maioria dos casos analisam os factos de uma forma exógena. Nada contra mas, dá que pensar. Uns/umas querem aumentar o tamanho dos seios, corrigir o nariz, colocar implantes de cabelo porque não conseguem lidar com a alopecia genética ou própria da idade, sobretudo nos homens, ácido hialurónico e botox na face…tudo para contrariar as mazelas próprias da idade, idade essa que no matter what vai continuar a constar nos documentos oficiais e legais. Reafirmo que não tenho nada contra e as clínicas de estética precisam de clientes, mas não observo o mesmo fervor em corrigir as questões endógenas, o interior tão ou mais defeituoso que o exterior. Porque interessa a montra, não interessa o conteúdo, não importa o que mais importa…que redundância.  Os profissionais de saúde na área de psiquiatria, psicologia, coaching e afins tão pouco têm mãos a medir mas por norma são procurados para ajudar a compor interiores quebrados, sabotados, auto-estimas, dilemas…não são mag

Só tenho a dizer que há bebés com sorte!

 

Qual será o nome do demónio do estudo?

 Lembro-me de um filme de há muitos anos com o Denzel Washington e uma banda sonora magnífica dos Rolling Stones. Fallen, um filme muito interessante de que não vou falar, mas que gira à volta de um Anjo Mau - Azazel. Neste momento acredito que esse anjo terá um primo bom e que resolveu encostar-se à minha filha. Há mais de um mês fui com ela ao Corte Ingles comprar o material escolar novo. Gosto de tratar das coisas com a devida antecedência, não estar em filas infernais e ter todas as possibilidades de escolha. Pois a minha filha anda numa excitação tal porque ainda não tem os livros (no es mia culpa) , e que lhe falta material escolar.  Isto só pode ser uma força sobrenatural de carácter discutível que se apoderou da criança. Não duvido que com tanto brio, dedicação e força de vontade, esta menina ganhe asas e vá longe, seja lá qual for o caminho que queira um dia seguir. Gosto tanto, mas tanto dela.

Gosto de receber estes emails, se bem que o valor ganho fique sempre aquém das minhas expectativas

 Lá vou ter que ser pobre por mais uma existência…

Eu chamo-lhe pragmatismo…quem deve ter o que digo em atenção não quer ouvir

 Existem conversas difíceis, eu sei. E imagino que haja temas que, pelo seu peso e carga negativa associados, não sejam muito glamourosos. Mas eles devem ser esclarecidos. A forma como lido com a (minha) morte é muito básica e estruturada. Não vou cá ficar eternamente, como ninguém o vai, desenganem-se. Achava que iria morrer aos 33 anos…nada de transcendental por seria idade de Cristo, mas algo me dizia que sim, e o como. O como entretanto já sofreu alterações no subconsciente e quanto à idade…errei.  Mas isto pode ser tudo uma questão matemática. A minha avó vaticinava o mesmo e partiu com 66, o dobro perfeito. Portanto seja com que data for, em que idade for, o número 33 terá lá a sua representatividade, isso é claro para mim. Medo dessa inevitabilidade, não tenho - tenho uma profunda pena de deixar para sempre quem gosto e obviamente que a minha filha estará sempre no topo dessa pirâmide. Depois quiçá deixarei um grande amor, esse grande amor que estará por aí algures a pairar nest