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Mensagens

A mostrar mensagens de Junho, 2010

Somos só nós

Essa é a verdade. Alguns "eles" disseram, uns mais frios do que outros...aliás...pragmáticos. Há que ser-se pragmático e "eles" foram. Mas as verdades são para se dizer e saber ouvir, custa ouvir, e talvez também custe dizer...a quem tem esse dom. E quem hoje em dia tem o dom da verdade...poucos, mas alguém (s). Neste momento estou por aí a escrever estas linhas sem nexo aparente, mas que fazem todo o sentido, talvez para mim...ou nem para mim o façam. É daqules dias em que apetece carregar no interruptor e eclipsar para outra dimensão, paralela à nossa ou não. Mas "eles" disseram assim - Tu e Ela são mais importantes do que tudo o resto, Ela merece que lutes e que tenhas coragem, Vocês merecem o melhor do mundo e o resto terá a seu tempo a sua lição, porque é cá que aprendemos as lições que temos que aprender, mais cedo ou mais tarde. Hoje para uns, amanhã para outros, ciclo a ciclo. Dou comigo a pensar que se há uns meses atrás soubesse o que sei

O CTG

Ontem lá foi a mamã canguru com a sua cria fazer o CTG; um dia de calor abrasador na nossa bela cidade de Lisboa e as dificuldades em andar como uma senhora deve andar já são imensas. Confesso que o meu andar está totalmente deselegante, nada comparado à versão de classe que me caracterizava e que a minha mãe tanto me fomentou; mas é por uma boa causa. Para além de ter esperado imenso para fazer o dito exame, o mesmo demorou à vontade uma hora, ali deitadinha a fazer a monitorização e a ter que carregar no dispositivo cada vez que sentia um movimento da bébé. Ela está óptima, deu todos os ares da sua graça, e esteve a dormir bem mais de 20 minutos e teve que ser acordada, enfim, a natureza é mesmo perfeita. E lá estávamos as duas, sós, de vez em quando vinha a enfermeira, depois vinha o Dr. Gonçalo e nos entremeios uma e outra na nossa simbiose que já dura há 9 meses. Pois que a menina agora resolveu aconchegar-se e o prognóstico é que "ou nasce, ou nasce". Se nascer n

Dia de CTG

Amanhã é dia de CTG. Desde as 34 semanas de gravidez e dada uma situação muito desagradável que ocorreu, começaram a ocorrer ameaços de parto pré-termo, problemas de alimentação, de perda de peso, de insónias constantes, enfim...um final de gravidez indesejável para qualquer mulher, nomeadamente pelos motivos vis que lhe estão associados. E agora, ironia do destino...que já estamos no termo, a princesa está com preguiça de nascer. Já senti contracções com intervalos de 20 minutos, já perdi o chamado rolhão mucoso, ou parte dele e ao que parece a situação regrediu e vamos ter a companhia estreita uma da outra por mais uns dias. Ontem foi dia de consulta e nada de novo, tudo ainda muito "verde", mas o chamado exame do "toque" já custou um pouco, confesso. Nada que não se aguente, mas que dói, dói. E amanhã lá vamos fazer o CTG para medir o nível das contracções e o Dr. analisar o que podemos esperar para os próximos dias. A ansiedade é muita, o desejo de ter a fil

Ao pensar nela

E na relação que quero ter com ela, de grande companheira, amiga qb, nalguns aspectos um modelo a seguir, noutros uma forma de não cometer as mesmas falhas...mas que quero ser sobretudo a Mãe dela. E a Mãe é tudo e quero ser tudo para ela, quero ser tudo com ela, quero fazer tudo por ela e estou disposta a tudo pela felicidade dela. Porque um dia, ocorra ele em breve ou não, vai ser ela a prova inquestionável de que eu vivi e existi. Será ela o meu legado e espero e desejo com muita força que consiga alcançar as estrelas e que consiga ser, apesar das dificuldades que já a esperam, muito, mas muito feliz, realizada enquanto ser humano e que saiba saber valer-se dos valores que eu, a família mais chegada e os verdadeiros amigos lhe vamos transmitir desde o início. Estamos todos ansiosos pela sua chegada, comovidos com o significado que ela já tem na nossa vida...lamentamos que haja uma parte respeitante a ela que se tenha desmembrado, mas o Amor que já está a receber é em dobro àquilo

Efeméride - José Saramago

Soubemos há pouco que "desapareceu" José Saramago. Sem dúvida um vulto de reconhecidos créditos no âmbito cultural dos nossos tempos, embora confesse que a sua escrita não era de todo do meu agrado nem tão pouco alguma da sua atitude. Mas quer queiramos quer não, a nossa cultura ficou sem dúvida muito mais pobre. Talvez não simpatizasse muito com a figura porque pessoalmente me irritava um pouco aquele ar altivo e arrogante, mas também o sabemos que foi uma personalidade muito marcada por algumas injustiças do nosso regime, que inclusivamente renunciou a habitar no seu país por questões ideológicas e políticas...portanto é natural que se fique com uma aparência falsa de arrogante e conhecendo por vezes as pessoas todas essas questões se dissipem. Quanto à sua escrita não é dos meus autores de "mesa de cabeceira" embora conheça algum do seu espólio, nomeadamente O Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, alguns dos Cadernos de Lanzarote, A Jangada

Só para que conste

Não ando a sentir-me nada bem. É um facto que o tempo urge e o parto se aproxima, portanto as dores físicas e o desconforto são perfeitamente normais, mas não deixam de ser incómodos muito grandes. Na semana passada, faz hoje aliás precisamente uma semana, voltou a ocorrer o pior e valeu-me um anjo da guarda para que não ocorresse nenhum susto maior...sim, porque há sujeitos que só nasceram para criar coisas menos boas à sua volta e já nem valores morais há que façam com que se respeitem pessoas grávidas...mas adiante... Hoje (e desta vez sem a intromissão de faltas de carácter) posso dizer que também não estou nada bem de forma. Se por um lado o dia teve que começar bem cedo devido a compromissos profissionais inadiáveis, por outro as dores neste momento são tão intensas que sinceramente não sei o que isto quererá dizer. Mãe de primeira viagem é assim mesmo, não sabemos muito bem distinguir entre um sinal e uma situação normal, mas de uma coisa eu tenho a certeza...neste momento sã

Nós...

Dores físicas e psicológicas

Tenho andado com umas dores físicas localizadas na zona abdominal/pélvica que estão obviamente relacionadas com a chegada do tesouro, mas como ando por questões pessoais a bater no fundo do poço, as dores estão cada vez mais incomodativas. Há dois dias atrás, após um confronto que só o posso apelidar de imoral e monstruoso, fiquei no pior dos estados em que se pode ficar numa situação destas; muitas dores, muitos nervos, a barriga muito dura e deixei de sentir o meu tesouro. Valeu um gesto de grande entrega e amizade, alguém que deixou a sua própria família e filhos e "nos" veio dar o seu conforto. Logo no dia em que tinha andado a comprar o primeiro brinquedo do meu tesouro, os primeiros álbuns de fotos, uns e outros mimos, estando a deixar de parte os pensamentos menos bons e a concentrar-me naquilo que realmente importa. E eis se não quando, a personificação do Monstro decide massacrar-nos, humilhar-nos, brincar com a nossa condição....e porquê? Como é que a falta de c

9 Meses

Como o tempo passa...parece uma fracção de segundos, um piscar de olhos, mas ao mesmo tempo uma eternidade e mais um dia. Alcancei os 9 meses de gravidez, o fim e o princípio, o limite de uma fase e o início de outra e longe de imaginar há 9 meses atrás a dualidade entre tristeza e alegria que iria estar a viver neste momento. Nunca imaginei nem tão pouco se pode desejar a um ser humano digno todas as experiências negativas por que passo no momento em que devia recordar como o mais feliz da minha vida. Foi-me dada uma benção, um dom e esse dom de dar vida é de facto o que mais me reconforta neste momento; é pensar na grande cúmplice que aí vem, na grande companheira e espero viver o suficiente para testemunhar as alegrias dela, a felicidade e os seus sucessos. Não sei onde vou buscar forças nestes últimos/primeiros tempos, nem tão pouco me sinto neste momento preparada para o que aí vem...e eu sentia exactamente o contrário. O Ayrton Senna dizia que de um momento para o outro podem

Ontem perdeu o brilho uma estrela

Ontem foi um dia triste; digamos que triste por um lado e com boas notícias por outro, mas às boas notícias dedicarei outro post. Ontem faleceu uma pessoa de quem gostava, amiga de família, uma pessoa íntegra, divertida, que gostava de viver e com quem tantas vezes ri, sorri e que ouvi uns e outros conselhos. Uma pessoa cheia de força e vontade de viver e que podia ter vivido ainda tantos anos connosco. Das últimas vezes em que a vi, confesso que era "chocante", pois da imagem de mulher resolvida de 50 anos, elegante, com a sua vaidade e com gosto pela diversão, passou a ser uma mulher com um ar maçerado pela doença, preocupada, sem forças e a denotar alguma dependência física para conseguir dar uns escassos passos. E ontem o sofrimento acabou, o cancro levou-a de nós amigos e pessoas de quem dela gostavam e é já com saudade que recordo o seu sorriso, a sua graça, o seu sentido de humor. O meu estado actual não me permite participar nas suas exéquias, algo que lamento, po