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Mensagens

A mostrar mensagens de 2022

“Maio maduro Maio”

“…Numa rua comprida  El-rei pastor Vende o soro da vida Que mata a dor Venham ver, Maio nasceu Que a voz não te esmoreça  A turba rompeu” Maio é um mês mágico. É o mês do apogeu da Primavera, é o mês da vida. E é um mês historicamente rico. Eu gostava do mês de Maio. Um mês de luta, um mês de movimento, um mês de esperança.  Há dois anos o mês de Maio tirou-me um grande amor. Às primeiras horas do dia 25 o meu padrasto deixou-nos, terminando o seu sofrimento e continuando o nosso, transformado numa saudade eterna. Esse mês de Maio também me trouxe um grande amor, mas não vou falar sobre corações quebrados por desamores.  E desde há dois anos a esta parte e assim será pelo resto da minha existência, Maio é um mês agre. Aliada a toda a força que lhe encontrava e não encontrava em Junho ou Março por exemplo, vai estar sempre a memória de uma grande dor, de um sentimento de impotência e saudade. Esta semana foi triste também. Lembrei-me muito da minha madrinha Guida que teria celebrado mai
 
 

Desafios de mãe de menina

 Sou ou procuro ser uma mãe compreensiva e sensível às questões da minha filha, até porque sei bem o que passei com uma mãe austera.  Mas quer dizer, haja limites. No outro dia íamos sair e coloquei-lhe de parte um vestido camiseiro giríssimo. Ela não tem falta de roupa, mas chegou à fase em que parece que anda sistematicamente de farda: calças de ganga, ténis, sweat-shirt/camisola. Tudo bem, mas se tem roupas igualmente giras, há que lhes fazer o devido uso. Fez uma cena que não queria usar o vestido; depois queria usar mas com collants; depois já aceitava meias até ao joelho. E estava um calor a lembrar um belo dia de Verão daqueles à antiga. Expliquei-lhe que aquele vestido não só não se coordena com meias, collants, peúgas ou afins como não estava sequer temperatura para isso. No meio de um choro a roçar um ataque histérico lá me disse que o problema eram os pêlos nas pernas! "Filha, tens 11 anos, és uma menina. É normal ter pêlos nas pernas. Mas tu tiras mãe, eu também quero

Fragilidades, boletins clínicos e mais uma série de coisas que não interessam para nada nem a ninguém

 Mas que vão constar nestas memórias. Há uns dias atrás comentava que sendo uma pessoa com algumas fragilidades e um sistema imunitário da treta e dado o facto de estar quase sempre com gripes, alergia e afins, para a minha filha as coisas não passam daí, pelo que ao ver-me a fazer um auto-teste lá vinha com desdém que não valia a pena estar com coisas porque o estado em que eu estava, era o meu normal. Talvez fosse, aliás, nem me sentia doente ao ponto de estar "encovidada" mas como agora nunca se sabe e os auto-testes já fazem parte do quotidiano, bora lá zagaratoar as narinas e demais orifícios que fazem parte do sistema respiratório. E o teste deu negativo mas numa cadência de 15 minutos o meu estado geral decaía. Quando vou, passada já quase 1 hora deitar o material biológico fora, estava lá outra risca. Oh Diabo! (pensei). Mas eles dizem que passados 20 minutos o teste deixa de estar válido...será!? Na dúvida repete-se, se bem que nesta fase a minha voz estava completam

E a culpa...morre mesmo solteira?

 O de João Rendeiro afirmou veementemente que não voltaria a Portugal e se essas declarações me irritaram na altura, tal a assertividade do indivíduo. E pensei cá para comigo que este tipo de gente tem mesmo de sofrer as consequências dos seus actos. Hoje amanhecemos com a notícia de que o homem morreu e que poderá ter cometido suicídio. Eh páh, tinha carácter o homem. Preferiu partir do que torcer! Se assim o foi...que cobardia. Que tristeza! Não ter as coisas certas nos devidos sítios para arcar com as suas responsabilidades e pagar pelo que fez. Sai de fininho, pela porta dos fundos, qual ratazana de esgoto imunda. Veremos as cenas dos próximos capítulos. 
 Há uns dias numa conversa com uma pessoa do meu passado de há mais de uma década lá para trás e que jamais me passaria pela cabeça voltar a “encontrar” em todos os sentidos (mas a vida tem esse dom de surpreender) ficaram no ar algumas partilhas de parte a parte e a conclusão brilhante a que ambos chegámos:

Frágil

 De há 2 anos e picos a esta parte já fiz vários testes para apurar se tenho Covid. Auto-testes, testes nas farmácias, nos contentores espalhados pela cidade de Lisboa, PCR em laboratórios….nunca por “desporto” embora na verdade seja algo que não me custe de todo,  mas sim porque me puseram a jeito, me pus inconscientemente a jeito, ou de quando em vez por imprudência minha porque sou uma humana que comete os seus erros, ou por sintomas que já não sabemos se são da rinite, sinusite, gripe, amigdalite… bla bla bla acabado em “ite” “ias” e afins. Depois não sabemos se são vírus, bactérias e aí vêm os estreptococos, estafilococos, bacilococos e o raio que partam estas bichezas microscópicas que desde que nasci me fazem ser vulnerável a eles.  Por consciência faço os testes quando estão cumpridas as condições para ser importante fazer despistes e a minha filha, olha de lado do alto da sua pequena altivez e diz invariavelmente: “Não sei porque vais fazer o teste mãe, tu estás sempre doente,

6 Semanas

 Apenas 6 semaninhas em falta para deixar de acordar diariamente às 6.30h e sair de casa com a criança às 7.20h da madrugada. Ponham-me lá numas férias paradisíacas que eu até posso nem dormir mas levantar cedo por obrigação…nunca foi para mim.  Por outro lado este sopro que é a vida…dá que pensar. 

Dante….Dante….

 Porque é que eu não interiorizei isto há algum tempo atrás!? …ou mesmo nada…

É auspicioso

 Na mesma semana um convite para passear pela Toscana, pelos Açores com passeios de barco pelas ilhas, e por Espanha.  Tudo locais que me apetece imenso visitar. Não me posso queixar de facto. Haja oportunidades. 

Butterfly

  Gosto de fotografar a natureza, incluindo teias de aranha, pássaros, borboletas… É precisa alguma paciência, mas a natureza é de facto maravilhosa. Estava num jardim e vi-a, mas bateu asas e voou, num voo cheio de classe. E voltou, deu duas voltas perfeitas à minha cabeça e pousou aos meus pés e ali ficou enquanto a fotografei por todos os ângulos possíveis. Mesmo ante os meus movimentos mais ou menos próximos, ela permaneceu bela e majestosa. Permitiu-me que a registasse para sempre.  Quando terminei disse-lhe: vai, voa, és linda. E ela, como que percebendo as minhas palavras, voou, serena. E eu sorri. Foi um momento feliz.

De braços abertos para a vida

 E eu estupefacta com o milagre que é….a vida e ser mãe desta miúda, que tanto me dá, tanto me desafia, tanto me irrita e tanto me faz transbordar de orgulho por me ter sido permitido ser a mãe dela!

Fim de uma semana dura

 Foi uma semana difícil. Muito, árduo e desafiante trabalho, muito cansaço acumulado e outras coisas pesadas, muito pesadas.  Resta terminar com um fim de tarde quente, sabendo que tudo seguirá o seu caminho. E sorrir, apesar dos pesares…sorrir…

Quando a morte se dá perto…muito perto

 Nunca cultivei propriamente relações de amizade na vizinhança, mas tenho alguns vizinhos que estimo e por quem tenho muita consideração.  Um vizinho em especial que, desde que a minha filha existe sempre a tratou com muito carinho, muita brincadeira e simpatia. Ainda por cima com uma das filhas com o mesmo nome…a coisa fez-se. Nasceu ali uma grande empatia sempre que nos encontrávamos nos patamares ou à porta do prédio. E foi assim durante anos. A vida entretanto pregou uma partida ao vizinho amigo da Milady Bébécas, que se viu a braços com uma traqueostomia e a partir daí deixou de falar…mas depressa se voltaram a entender e era uma festa quando se cruzavam.  Há algum tempo, nova partida da vida e as coisas tiveram o seu desfecho triste, a escassos metros de nós. Fiquei hoje a saber que tudo se desenrolou no final da semana passada, em casa com todo o drama que implica uma pessoa perder a vida em casa. Ficámos tristes por ele, pela família, por ser mais uma figura masculina simpática

Tão imberbe….parece tão inocente e fofinho….

 É ter cuidado com quem parece bonzinho e que mesmo sem ser questionado diz que não tem más intenções. É fugir deste tipo de gente!

Será à prova de envenenamentos?

 

E esta filhota que vista assim…dá ares à mãe

 O meu amor puro…
 

Foi o desafio a que se impôs nos últimos dias

 E que giro ficou. 1500 peças….aliás, 1499 porque decidiu dar sumiço a uma. She rock’s!
 

….e ela brilha, brilha mesmo.

 Há 12 anos atrás deambulava com uma proeminente barriga de grávida e tinha tantas, mas tantas dúvidas. Tantos medos de como iria ser a minha identidade depois de ser mãe. O que é isso de ser bom pai, boa mãe!?  Nunca saberei a resposta, não se trata de algo que se consiga quantificar. Mas tenho alguns sintomas da “doença” disto que deve ser o ser-se mãe:  O coração que me mantém viva bate fora do meu corpo e é jovem e cheio de vigor Lembro-me desse coração constantemente e do meu…não me lembro  Incluo-a sempre na minha vida e nas minhas decisões e jamais me colocando em primeiro lugar, ainda que por vezes não me fizesse mal fazê-lo porque também existo mas… …parece que tenho que me socorrer dos pensamentos do Descartes pois entendo a minha existência como garante da existência dela, da felicidade dela, da minha presença nela, mesmo que por vezes eu não esteja assim tão feliz comigo, mas quero estar lá, incondicionalmente para ela E nisto faço o possível que o meu tempo me permite, mas

God Save the Queen

 Vida longa à Rainha e tudo o mais...sendo que quando nasci a Senhora já não era nova, eu própria já estou a ficar entradota e ela cá continua a somar aniversários. E que some mais pois claro. God ou seja lá Quem for, bless Her!

Contra estereótipos e preconceitos

 E contra generalizações... dizem que os alemães na sua generalidade são um povo frio.  Na verdade fiquei surpreendida pela positiva quando há uns anos atrás fui passear até Berlim e tive experiências bastante positivas. Mas hoje partilho um mimo e que no fim, são estas pequenas coisas que fazem com que os dias difíceis valham a pena. Desde segunda-feira que regressei de umas pequenas férias que tenho estado assoberbada em trabalho. Chamadas e reuniões em simultâneo, problemas atrás de problemas e sem tempo para almoçar sequer. Uma colega alemã via Teams deixou-me uma mensagem a pedir o meu suporte, à qual não consegui responder atempadamente, embora tenha visto durante a tarde uns emails a circular paralelamente e o assunto encerrado. Mas, como é meu apanágio, deixei-lhe agora uma mensagem a pedir desculpa pela minha falta de resposta em tempo útil mas que tinha visto que tudo se tinha resolvido, ao que ela me respondeu: "All fine T. Hope you can close the laptop soon!" Tão,

Memórias da (minha) infância

 A garrafinha de 1/4 de vigor…aqueles fins de tarde em Campo de Ourique comigo a brincar no Jardim da Parada ou depois de umas tropelias mo Jardim da Estrela e a minha mãe ir encontrar-se com o grupo de amigos para tomarem o café costumeiro e fumar uns quantos cigarros nas esplanadas do Canas, do Brilhantes, do Meu Café…eu não comia doces. Por um lado eram-me vedados e por outro, eu própria não tinha descoberto nessa tenra idade os efeitos dessa droga.  Então, naquele lanche eu bebia invariavelmente o meu 1/4 de Vigor, gordo, que vinha numa garrafinha destas mas com a tampa em verde. Talvez seja daí que venha a minha adição ao leite…aquele cheirinho, o sabor…e os meus bigodes como marca do “crime” que ficavam quando terminava a última gota. Do nada, hoje, lembrei-me deste prazer de menina. No fim, ficam sempre as memórias.

Até sempre querida Eunice!

  Em casa de amantes de Teatro como era sobretudo a minha avó materna, lembro-me desde sempre de ouvir o nome Eunice Muñoz. E foi a minha avó que me levou pelos caminhos do Teatro e da Música. Foi com ela que fui ao teatro as primeiras vezes, foi com ela que ouvi pela primeira vez um Coro, foi com ela que fui a Óperas e de cada vez que ia saía de lá com a pele arrepiada, tal não era a forma como a minha alma era tocada. A admiração por esta Senhora que hoje nos deixou veio com uma telenovela. A minha mãe jamais me deixava assistir a telenovelas mas lembro-me que a Banqueira do Povo era transmitida num horário em que ela não estava em casa, e eu via. Foi nesse registo que fiquei vidrada na interpretação da Eunice Muñoz que já tinha décadas de história e…no Diogo Infante. E a partir daí, no eclodir da minha adolescência comecei a consumir o que podia e da forma que podia a mestria dos grandes. E os grandes não morrem, apenas se desvanecem para a dimensão dos imortais que…não estando fisi

Renúncia

 Ontem perguntou-me se eu me importaria que ela fizesse uma renúncia. Ora, não vamos à missa há anos e não temos levado propriamente uma vida dada à espiritualidade  nos últimos tempos pelo que depreendi que tenha ouvido algo em conversa com as companheiras das Guias.  Disse-lhe que não vejo qualquer inconveniente a que o faça mas, há que ter a noção que qualquer renúncia para ser válida implica que seja cumprida e, acima de tudo, decidida em consciência. Não se renuncia só porque sim. Renúncia-se por termos finalmente a noção que algum comportamento ou hábito nos pode prejudicar ou ir contra as nossas convicções e, por isso optamos por outra forma de estar. Percebeu metade da ideia, pois disse-me que tinha que pensar qual seria a renúncia, mas talvez algo como “não comer chocolate durante 40 dias” mas que “apenas poderia começar após a Páscoa, porque até lá quer comer os ovos”. É daqueles momentos em que não sei se ria, se me atire para o chão e penso…bem bem, era ela renunciar ao mau

45 Páscoas

 44 anos e picos… and counting…

Yes, it is!

 

Chegou!

 Foram 5 dias de acampamento fora da minha asa. Fez provas de sobrevivência, cozinhou, lavou louça, acendeu fogo, reflectiu, meditou, caminhou muito, fez novas amizades e inimizades também… chegou hoje, com uma dose de mau feitio ainda mais refinada do que quando a deixei no sábado passado.  Tinha saudades dela mas sei que estas experiências lhe dão vida, vida essa que de outro modo não teria. E… embora já me estivesse a habituar a um certo silêncio cá em casa, a verdade é que faltava cá esta parte de mim. A parte do desassossego. Desde que chegou, há poucas horas atrás, já fez birras, já falou mais alto do que deveria, já reclamou de tudo, já verbalizou que eu não gosto dela, já desarrumou coisas, já me deu beijinhos e abraços, já saltou para o meu colo sem pré-aviso e já me devolveu o cartão de cidadão que tantas vezes lhe pedi para não perder.  Está tudo certo. We are family. We are mother and daughter….as usual. E agora é arrumar a trouxa até à próxima aventura.

“Supimpa”

 Não sou muito fã das colecções do Continente, até porque me recuso a comprar vidro por cristal, mas, de quando em vez lá têm objectos úteis e de qualidade. Não falho os Pirex por exemplo. Nunca terminei nenhuma, porque à razão de um selo por cada 20€ de compras, para famílias pequenas nem vale a pena tentar mas para esta última de facas da SMEG resolvi adoptar a estratégia de juntar o mínimo de selos e pagar o resto à parte. Não fica de graça mas não deixa de ficar a um preço mais acessível e….consegui! E ficou uma peça bem supimpa na minha bancada da cozinha!

É o que mais existe por aí…indecisões!

 

“You”

Num jantar recente em casa de um amigo, a minha filha comentou que as colegas da escola andavam a ver uma série que retratava a vida de um casal de namorados. Às tantas referiu que ele matou não sei quem e os meus ouvidos começaram a dar especial atenção à coisa. O meu amigo começou a abrir os olhos e a dizer que aquilo não era bem para a idade dela, o que aumentou mais a minha curiosidade. Na verdade consigo controlar o que ela vê em casa, mas é impossível controlar conversas de escola e coisas que possa eventualmente ver pelos tablets e smartphones dos colegas - em suma, é uma grande chatice. E eis que me pus a ver a dita série “You”. E pasmo-me como é que que existem pais que não controlam minimamente o que crianças com 11 anos vêem. A série tem de facto um conteúdo pesado, cenas de sexo com relativa intensidade, mortes por homicídio algo pesadas. Algumas cenas perturbadoras que não devem de todo ser consumidas por crianças. À parte disso…bom, estamos perante um Serial Killer charmo
 

Tectos…

 Deleito-me com o interior dos teatros 

Mais de 24 mil casos de reações adversas a vacinas até final de março

Mais de 24 mil casos de reações adversas a vacinas até final de março ….pois no meu caso ainda que sem qualquer gravidade, as sequelas mantêm-se. Passei a ter uma mancha gigante que se assemelha ao mapa da Austrália no meu braço esquerdo. Vá-se lá perceber o que se passou por estes lados e que me deixou uma marca inesquecível para o resto da vida. 

Não consigo compreender…

 Ontem: “Mãe, amanhã vai buscar-me o mais cedo que puderes, está bem!?” Hoje, depois de a ter ido buscar o mais cedo que pude que é como quem diz pelas 13.30h “Mãe, não sabia que vinhas tão cedo!” “Queres ficar aqui e eu regresso mais tarde?” “Não, eu quero ir já contigo. Mas pensava que vinhas mais tarde.” Afinal, em que ficamos, fui dizendo eu para os meus botões. Enfim, a minha filha tem o dom de me confundir sistematicamente, senão vejamos: Diz que não gosta nada de Matemática. Nada mesmo. Chega a verbalizar que detesta. Ontem também fez-me saber o seguinte: “Mãe, vou ter 5 a Matemática, 5 a Ciências, 5 a Música…..” E eu dou comigo novamente a pensar: se é assim não gostando, se gostasse como seria!?🤔

A “minha mais velha” fez anos

 Não me canso de dizer que foi o meu primeiro amor pequeno e nutrirei sempre por ela, além do amor fraterno próprio entre irmãos, um amor quase maternal. Foi a minha primeira bebé e mesmo passados 34 anos…continuo a vê-la como aquela menina há poucas horas nascida que dormia tranquilamente nos braços da nossa mãe naquela enfermaria da maternidade. Sinto que já não a acompanharei por outros tantos anos mas fico tranquila por saber que se transformou numa pessoa com força e fibra e muito lutadora. Quando eu partir sei que a minha filha terá na tia um exemplo de vida e isso é o que me tranquiliza o coração. Tenho muito orgulho nas minhas meninas mas hoje, o dia foi da mais velha. Brigadeiro Gourmet LX … está visto que nem só de Rock in Rio percebe a querida Roberta Medina. Este bolo, é uma bomba, mas é mesmo muito bom!

Não se aprendeu nada? Não há quem acabe com esta *****?

  Há mais de 20 anos atrás, frequentava a cadeira de História Contemporânea algures no meu segundo ano de curso e partilhava muitas vezes carteira com a actual Ministra da Presidência. A Prof. Luísa Tiago de Oliveira decidiu mostrar-nos, sem qualquer pejo um documentário longo cuja exibição nos ocupou pelo menos 2 aulas e a sua “digestão” na minha cabeça, ainda não está concluída. Um documentário real acerca do Holocausto. Com imagens reais de homens a ser colocados nos fornos crematórios, e a serem retiradas as suas cinzas, algum tempo depois, melhor ou pior incineradas. Olhares inocentes a entrarem em duches, pensavam eles, e a sofrerem em vida os efeitos nocivos do gás, até à sua morte. A saída daqueles corpos escanzelados, nus e mortos, meio tesos e atirados sem critério e respeito para valas comuns. Abajours ornamentais elaborados com retalhos de pele humana. Sapatos, muitos sapatos. Mulheres nuas, enregeladas, assustadas, moribundas que, ainda assim eram abusadas, seviciadas e de

Ao que parece uma certa “pessoinha” vai explorar

 

O índice de rebeldia está equiparado ao índice de "fofice"

 Hoje tive uma reunião na escola da criança. Ao aproximar-me do portão vem um senhor na minha direcção a falar como se me conhecesse há muito. Nunca tinha visto o senhor na vida, mas ele disse-me assim: "Já sei que vem falar com uma professora!" E eu:  "Ai sim? Pois, é natural, deve ser dia de atendimento!" "Não, é que há pouco veio aqui uma menina perguntar se uma senhora bonita, alta e com o cabelo comprido liso já tinha entrado e eu disse que não. Agora vejo que só pode ser esta a mãe!" Fiquei de todas as cores, ainda para mais porque estavam outras mães nas imediações. E o senhor em causa, não contente com a fofoca ainda conclui: "E a menina tinha mesmo razão!" Haverá dúvidas que para os filhos, as mães são sempre bonitas?

Os anos passam mas…

 A mãe continua a ser necessária quanto mais não seja para…desembaraçar os nós que se formam nesta cabeleira. Já ganhei o céu e arredores!

A bofetada de que se fala

 O dia a seguir à cerimónia dos Óscares, costuma ser isso mesmo - the day after , em que se discutem escolhas, em que se opina que ganhou um, mas deveria ter ganho outro, banalidades como os vestidos mais ou menos magníficos das actrizes e convidadas. Mas não hoje, décadas e décadas depois, com cerimónias mais ou menos espectaculares e faustosas, a notícia é a de uma bofetada em directo de um actor nomeado, face a outro que estava a debitar um texto com mais ou menos piada. A falta de piada atingiu uma mulher que por acaso tem um problema de saúde que a levou a ter que rapar todo o cabelo mas, seja por problema de saúde ou por gosto, a piada não teve mesmo piada, a visada não gostou e o marido, partiu estoicamente em defesa da sua amada. Poderia ter sido bonito...qual é a pessoa que não gosta de ser defendida com tudo por quem a deve de facto defender!? Mas não foi bonito. E por muito que possamos tentar justificar a falta de humor, poder de encaixe, anos de humilhações, etc., que serv

Então e os Távora!?

 Esses grandes malandros que andaram a conspirar contra o rei! Seus hereges! Bom, intrigas palacianas à parte, a miúda há uns tempos aprendeu na escola aquilo que deu origem à Execução dos Távora e, embora já tenha passado vezes sem conta neste local, não sabia o que significava e prometi-lhe que, na próxima ida a Belém, lhe mostraria o Padrão alusivo ao massacre. E não, já não existia sangue no “chão salgado”.

Continua a ser inspirador

 O olhar científico para o céu! E foi nessa perspectiva que fomos a um local onde já não ia há décadas. Como é que eu não punha os pés no Planetário de Lisboa há mais de 30 anos!? Como é que este tempo já passou também por mim? Não, não era espectacular porque na altura eu era uma criança. Continua a ser extraordinário, muito melhor do que o de Londres por exemplo, onde estive recentemente.  Hoje o que mais me prendeu foi a Estação Espacial Internacional. Por alguns minutos nós estivemos mesmo lá e é perfeito! É uma experiência imersiva que aconselho vivamente.

Doeu

 O carro dispunha de meio depósito certinho de gasolina. Uma das minhas rotinas de fim‑de‑semana é abastecer porque o posto que fica perto de casa faz sempre um desconto de 5 cêntimos nestes 2 dias.  Na semana passada não o fiz dada a descida vertiginosa que se operou na passada segunda-feira e, como não circulei grande coisa, esperei pelo fim‑de‑semana e ainda com meio depósito. E preencher esta parte que faltava custou-me 50€. Custou e muito desembolsar tanto dinheiro por 1/2 tanque de gasolina.  Comprei ração para o gato da minha filha. Faço-o mensalmente e da mesma marca, no mesmo local. Teve um aumento, comparativamente ao mês passado, superior a 1€. São meros exemplos de uma realidade que está a tocar em vários bens totalmente necessários ao nosso dia-a-dia. A situação ainda vai piorar e as pessoas continuam tão ocas, sem qualquer empatia pelos mais próximos mas cheias de pena dos ucranianos. Continuo a defender que a solidariedade, empatia, respeito pelo próximo, deve começar no

E que tal aguardar tranquilamente pelo futuro e deixar o passado no seu lugar sem dramas e indirectas!?

 

Terminologias

 Estava na loja de animais a comprar ração para o gato da minha filha. Às tantas a senhora que me estava a atender pega no telemóvel e liga para um colega a pedir suporte na loja, pois tinha que se ausentar para fazer uma pausa. Depreendo que, do lado de lá da linha, o colega não tenha demonstrado muita celeridade, dadas as respostas que a senhora lhe ia dando, culminando com um “vou então fechar a loja porque tenho que ir fazer xixi”. Não satisfeita com o comentário tão gráfico que fez, olha para mim como se fôssemos íntimas (e mesmo que o fôssemos, é termo que de todo utilizo, e atrevo-me mesmo a dizer que nunca utilizei) e diz-me: “É que tenho mesmo que ir mijar!” Conclusão: era desnecessário eu saber que a senhora iria de seguida à retrete e mais desnecessário saber que necessidade fisiológica a estava a impelir para lá e, ainda mais inusitado o uso de gíria a roçar o ordinário.  Há um longo caminho a percorrer acerca das regras de atendimento ao público. 
 ISCTE a dar cartas no Governo. E feliz pela escolha da minha querida Professora Helena Carreiras para a pasta da Defesa. Ela percebe de facto daquilo.

Quem fica a ganhar?

 Pois que após nos depararmos com os restos de calima e que tornaram os nossos dias estranhos e alaranjados, os automóveis ficaram um nojo. E eu, juro que tentei. Passei por várias estações de serviço e “elefantes brancos” (eu já sei que é azul, mas o elefante das lavagens manuais de carros é que deveria ser o branco e o do cabaret poderia ser o Babar) e tudo na mesma; filas de carros todos para o mesmo de mais de 1 ou 2 horas de espera. A um sábado às 9 da manhã já se esperava mais do que uma hora para lavar os carros…e eu, não pude esperar. E o carro passou de cinza antracite para pardacento e enlameado. E a verdade é que pela amostra se vai manter assim por mais uns dias. Muito vão facturar os serviços de lavagem nos próximos dias mas, não tanto como a secção de óleos vegetais dos supermercados. 

Alter-Egos

 Para que não restem dúvidas a respeito do gato da minha filha achar que é um cão! Pois que estava eu posicionada na retrete e ele sem qualquer pudor põe-se à minha frente, de barriga para cima… à espera de festas. Ante a minha demora, adormeceu e ressonou. 

Existem aquelas crianças e jovens que escondem testes menos bons dos pais

 Por razões óbvias, pois claro. Depois existe a minha filha a quem eu por vezes pergunto se trouxe algum teste e ela por vezes está lá no mundo dela e nem me responde e depois chega um dia em que me diz: "Sabes mãe, no outro dia perguntaste pelos testes e eu nem me lembrei, mas hoje por acaso vi na minha pasta que já tenho há muitos dias o de Matemática e de Ciências só que me tinha esquecido de te dizer." 10 segundos depois completa: "Ah, tive Muito Bom nos dois". Pergunto-me a quem foi buscar ela este misto de irresponsabilidade, brilhantismo e descontracção.

Experiências

 Hoje andei a aprender a apagar fogo. Muitos de nós não sabemos como utilizar correctamente um extintor tendo em conta os tipos de extintor que existem, como utilizar os diferentes jactos de água debitados por um carretel ou uma manta ignífuga. E nem sempre a intuição ou senso comum estão certos e podemos correr ainda mais riscos por não fazer uma correcta utilização dos equipamentos. Portanto valeu muito a pena…e o fogo controlado é de facto tão bonito!

Prioridades

 Com o aparecimento da pandemia, “terminou” o conflito da Síria. Deve ser um paraíso agora e um bom destino de férias a avaliar pela falta de informação a respeito. Com a guerra na Ucrânia, “terminou” a pandemia. Já foi erradicado o Covid, mais uma vez a avaliar pela falta de notícias. Nem tão exaustivo, nem a ausência delas. Esta relativização e o esquecimento de outras guerras sempre me fez confusão e sim, também na Síria o cenário continua a não ser bom, continuam os atentados e continua a morrer gente, sobretudo crianças. 

Não tenho por hábito dizer palavrões, muito menos palavras mesmo feias

 Não fui habituada a isso e soa-me mal, sobretudo quando são ditas por dizer e de uma forma ordinária. Mas, quem nunca passou por uma situação de dor, ou de nervos em que parece que sabe bem dizer uma coisa menos própria!? E é raro em mim, muito raro, mas há uns dias, absorta nos meus pensamentos e desaires, saiu-me um “FÓNIX”! Assim, literal. Estremeci quando uma voz de menina atrás de mim me chama à atenção: “Oh mãe, fónix não. Não se diz isso!” Engoli em seco, pedi-lhe desculpa e….fui. Passei tremenda vergonha diante da pessoa a quem tenho que dar bons exemplos e de facto, não o dei.

Agora quer ser actriz

 Vai alterando por vezes o que quer ser/fazer no futuro mas está a ser uma constante o Teatro. Mesmo quando lhe digo que implica muito estudo ela diz que quer estudar teatro. Pois que assim seja. Nada de lhe retirar o sonho. Não sei bem como, (não que duvide do talento dela mas porque fui a última pessoa a saber de todo o processo, dado o seu espírito demasiado independente) conseguiu ser selecionada para entrar numa curta-metragem e as filmagens decorreram neste fim de semana.  Chegou encharcada ontem, até à espinal medula. Não está propriamente calor e estou com algum receio que venha a caminho uma constipação. Se bem que “corre por gosto não cansa”, eu estou com aquela preocupação normal de mãe. Não sem antes ter ouvido: “Mãe, nós os actores temos que nos sujeitar. Eu nem sequer tive frio. Não te preocupes!” Eu farto-me de rir com esta criança. 

Quando me levam a miúda e só para me chatear partilham a prova do crime

 A vingança serve-se em bom. Aguardem-me, pestes!

Há uma vida

 Pensava lá eu há 20 anos atrás quando entrei para o meu primeiro dia de trabalho naquela empresa que… 20 anos depois e com tantas, mas tantas aventuras boas e más, lá estaria. A fazer outras coisas, ultrapassado vários desafios, conhecido centenas de pessoas de dezenas de nacionalidades, com mais ou menos projectos, com períodos profissionalmente mais ou menos conturbados. Não completo outro tanto. Disso tenho a certeza. Mas por muito que ocorra, aquela empresa será sempre uma das minhas casas, onde eu aprendi muito, não só do negócio, da minha profissão, mas acima de tudo sobre as pessoas e os seus limites ou falta deles e, sobre mim própria. 

Destralhar

 Quem nos lê e nos conhece, já sabe como é a minha filha. Tem 11 anos e é, como deveria ser, uma criança. Eu gosto dela assim. Não é nenhuma bebé, embora para mim o vá ser sempre, mas tão pouco é uma mulher em ponto pequeno, e eu também não gostaria que o fosse. Quando oiço mães com filhas da idade da minha dizerem com orgulho que as filhas estão muito adultas para a idade….até me arrepio e confesso que fujo um bocado. Deixem as crianças gozar a sua infância, que é tão, mas tão curta. Têm tempo para questões adultas quando adultas forem. Mas enfim, cada um sabe de si, e dos seus filhos. E por isso mesmo não tive qualquer pressa em retirar brinquedos do quarto, pesem as críticas de alguns iluminados que de visita a minha casa se punham a tecer considerações acerca da quantidade de brinquedos existente no quarto da minha filha. Teve muitos brinquedos e ainda bem que os teve. Já eu, na idade dela….não os tinha e sei bem a falta que me fizeram algumas tralhas próprias dessas idades. Na ver

É, eu sei que não é para rir...mas nos momentos dramáticos há sempre um lado parvo...

 A minha mãe vive com uma ansiedade desmesurada a guerra. Não só porque nos toca a todos, pelo menos a quem tem coração, mas por também ter vivido uma guerra colonial, e ver o êxodo, ouvir o barulho das sirenes, mísseis...a minha avó tratou imensas pessoas com ferimentos de balas, minas e tantas atrocidades que ficam para além de uma guerra. Pois que, vivendo tudo isto como se lá estivesse, a tal questão da empatia e nos colocarmos no lugar do outro hoje, do nada me manda uma sms, referindo-se ao asqueroso do actual senhor da guerra, com o seguinte pensamento, ipsis verbis: "Maldita seja a hora que a mãe dele o pariu!" Não tem piada nem terá sido esse o intuito do desabafo, mas foi a única coisa que hoje me arrancou uma gargalhada seca. Há pessoas que de facto, não deveriam jamais ter nascido.

Emancipação da miúda

 E uma mãe à beira de um ataque de nervos… Telefonou-me uma amiga dela das Guias para definir o plano da próxima reunião. Pois que vão sozinhas de comboio. Eu ainda perguntei se podia deixá-la na paragem final e disseram que sim, mas nisto olho para ela que me fica com cara de Basset Hound. É óbvio que é muito mais giro ir de comboio com as amigas, faça chuva ou sol, partirem para as suas aventuras. E faz parte.  Lá vai ela com todas as outras, mas eu não me contive e pedi para que as mais velhas tenham atenção à entrada e saída do comboio, escadas, portas a fechar….e elas com uma paciência a garantir que tudo vai correr bem para eu ficar descansada. Sim sim, sejam mães e depois venham falar comigo, que eu cá estarei à espera. …mas ela vai de comboio e eu vou respirar fundo, e ela vai sentir-se livre e eu vou concluir que fiz bem porque quando a for buscar ela estará feliz.  Quando decidi ser mãe não me lembrei que ela iria ganhar asas e voar sem a minha protecção.

Season Fall/Winter 2021/2022

 Segunda gripe neste corpinho que me deram. Narinas sodomizadas com mais ou menos jeitinho, dependendo sempre de quem lhes enfia a zaragatoa, mas noto que começam a ficar habituadas…portanto se estão habituadas e até se colocam a jeito, já não se tratará de sodomia, direi eu. Em suma, foi gripe, mais uma e deixem-se de profecias porque com ou sem covid, o influenza continua aí e pelos vistos tomou o meu corpo como hospedeiro preferencial. O covid não gosta de mim e eu não me importo nada com isso. Já sei lidar com a gripe e portanto fiquemo-nos por aqui para o bem de todos. Não obstante a sodomia às narinas tem tudo para prosseguir pelos próximos tempos, and counting.

Quando em jovens já são incoerentes, não lhes auguro um futuro enquanto pessoas decentes

 A minha filha comenta que estão todos muito consternados na escola, com o conflito que coloca o povo da Ucrânia a viver uma guerra e todas as atrocidades que lhe são inerentes.  Estamos todos e de facto assim devemos estar e fazer o que estiver ao nosso alcance para ajudar. E muitas vezes o que está ao nosso alcance é “apenas” respeitar o próximo. E tendo a minha filha sofrido já tanta coisa menos boa às mãos de colegas da mesma idade tiranos, pergunto-me como é têm capacidade para ficar transtornados com o que se passa a milhares de kms de distância quando com as armas que têm, cometem verdadeiras atrocidades no recreio da escola. Talvez seja um bom mote para as próximas aulas de cidadania. A introdução ao estudo da moral, dos bons costumes e da coerência e que devemos começar por fazer a diferença no dia-a-dia. Ir a Manifs e mudar as cores tema nas redes sociais, ou fazer posts muito sensibilizados…é bem. Agora o que vai lá dentro do coração e os actos verdadeiros e úteis…são caráct

Reclamos e néons

 Quase quase a terminar mas ainda consegui ver esta mostra que me fez matar literalmente saudades de alguns dos reclamos luminosos icónicos da minha infância.  A minha filha adorou igualmente e temos mais uma experiência partilhada para mais tarde recordar.

Pode ser esta

 Nesta cor, tamanho… Zadig & Voltaire

E porque é Carnaval...

 Tenho muitos posts sem título, e este também não lhe vai assentar muito bem...ou talvez vá. Veremos! Esta semana tive uma reunião de trabalho com a Manager de RH de França da minha empresa. Ainda não nos conhecíamos pessoalmente, tendo apenas trocado até à data 2 ou 3 emails, pelo que, no início da reunião as apresentações rotineiras, mais do meu lado do que do dela, pois a minha função na empresa tem responsabilidades não tão óbvias como as de uma pessoa de RH. Eis que lá disse que nesta jornada de 20 anos na empresa (sim, no próximo dia 5 completarei 20 anos nesta organização enorme, facto que nunca achei ser possível)...e fui interrompida. Sim, a minha interlocutora ia caindo da cadeira, pediu-me para parar: "What!!??? You start working at 10??? Impossible!" Foi isto mesmo. Assim, sem mais delongas. Vá, eu tenho, até ver uma aparência não muito pesada mas aquele espanto foi tão espontâneo e inesperado que começo a achar que sou de facto agraciada com uma aparência que não

Retratos de um dia triste

 Há muitos a circular e demasiado trágicos. É mais um dia aterrador para a Humanidade, para todos nós. Mesmo para o filho da putin do Putin é um dia negro, porque continua a teimar em manter as mãos cheias de sangue. Mais um líder que não sabe nada e assenta a sua ideologia no ódio e em ideias a roçar a ideologia do anti-semitismo. Há anos que eu dizia no meu núcleo “aquele sujeito é um perigo e posso estar enganada mas basta ele lembrar-se e começa a arrasar isto tudo, e vai voltar a tentar unificar nações que estavam em paz”. Eu era exagerada….mas não. O pior aconteceu. A minha filha saiu hoje de manhã de casa a ter conversa de criança e quando a vou buscar vinha com conversa de guerra. Com medo e dúvidas e perguntando se também nós estamos em perigo. Perguntou se eu já tinha assistido a uma guerra, ou a avó, os bisavós. Falei-lhe sumariamente das I e II Grandes Guerras e da Guerra Colonial. Expliquei-lhe que, aparte as potências que estejam em pleno conflito bélico, os aliados de u

E é depois de uma aula destas que se antevêm alguns futuros cardiologistas

 "Mãe, hoje na aula de Ciências a Professora vai levar o coração de um porco para nós vermos como é um coração real e ao vivo! Estou tão entusiasmada, eu quero mexer no coração com as minhas mãos." Vai ser uma experiência feliz para ela e vai desmistificar a imagem simétrica, vermelha e romanceada que tinha do coração. É um músculo em nada parecido com isto 💓

Como a perfeição não existe

 Cuidado com as falsas aparências. Depois não digam que eu não avisei!

Ainda a proposito da tragédia ou tragicomédia da escola

 ...que pode mesmo terminar em tragédia. Não sou o epíteto de mãe galinha embora certas pessoas pouco inteligentes confundam uma mãe atenta e preocupada com uma mãe-galinha que o faz de uma forma exagerada. Não, não sou exagerada, nem exaltada, nem ansiosa...mas não deixo de ser uma mãe atenta e prefiro prevenir. Lá andei a questionar quem de direito se de facto houve algum incidente digno de destaque na escola ou se se tratava de alguma efabulação da minha filha...antes fosse, mas não. Parece que de facto houve mesmo coisa grave, bandos rivais, raparigas à mistura que cada vez andam mais saídas da casca e trocam de namorados e de grupos como quem troca de roupa interior e depois dá: pancadaria, cabeças rachadas, ameaças de morte...e por vezes dá mesmo para o torto. E eu em casa aviso-a, por favor afasta-te de brigas, confusões e não te imiscuas na vida dos outros. Que selva. E sim, com estes cenários, fico de facto angustiada, e muito.

Tão simples e ao mesmo tempo tão difícil de receber

Pessoas auto-centradas, aprendam. Não se trata apenas de si próprias, dar algo ao outro e ter essa capacidade é prodigioso!  

Não sei se ria pela tragédia ou pela tragicomédia

 Ontem fui buscá-la e pareceu-me demasiado circunspecta e mesmo perante a minha insistência em tentar perceber se algo se havia passado, negava, e eu...desisti. Com a minha filha funciona assim. Passado algum tempo de reflexão lá começa a desabafar. Ontem não fugiu à regra e assim foi, passados escassos minutos, literalmente e passo a citar o diálogo que se seguiu: "Mãe, se vires alguma notícia na televisão de que mataram um menino jovem...já sabes que foi na minha escola!  - O quê? Mataram algum menino na tua escola? - perguntei eu, um pouco assoberbada, confesso.  - Não mãe, mas se ouvires nas notícias já sabes!  - Bom, então explica lá, porque estou a ficar confusa. Houve algum problema, tareia, luta, bombeiros? - numa tentativa de rapidamente perceber o que se passou, ao que ela me responde:  - Ainda não, mas houve uma ameaça de morte. Foi o que me contaram! E eu:  - Mas contaram-te a que propósito? É da tua turma esse menino?  - Não mãe, achas, só me contaram que um disse ao
 
 
 O Sporting perde…. buááááá 😔 O Pep Guardiola naquela camisola preta de gola alta….WOW! 🤩 …foi o meu momento parvo do dia. Mas o Guardiola a cada ano que passa, vai subindo na fasquia do charme. 

Fim de Semana no Monte

 Rumámos ao Alentejo para passar um fim‑de‑semana diferente na companhia de amigos. E tanto que ela se divertiu. Pena é que os bons momentos durem tão pouco tempo e passem num ápice. As memórias que ficam são maravilhosas.

Conforto para um dia de Inverno

 

Já passei por isso na vida mas…

 Depois concluí que nem sequer sabem o que é amar outro que não a si próprios
 Na ordem do dia de hoje está a notícia de um jovem de 18 anos que tinha planeado um ataque para hoje na Cidade Universitária - Faculdade de Ciências. Quando soube das primeiras noticias e ainda se falava que o ataque tinha como alvo o IST, gelei. Gelei porque se está habituado a que só aconteça longe, porque o nosso país de brandos costumes continua ostracizado e à beira-mar plantado, gelei porque sou mãe e já fui estudante precisamente naquele Campus e este tipo de ameaça é demasiado real. Está de facto na ordem do dia - mas ainda pouco ou nada se sabe acerca da personalidade nem das verdadeiras motivações do indivíduo. Pelo que me parece um pouco precoce estarmos a denominá-lo de terrorista; entendo que o senso comum assim o obrigue e que o facto de estar indiciado por crime de terrorismo possa confundir quem ignora este tipo de temática mas...não confundamos terrorismo com assassínios em massa. São coisas totalmente distintas. No fim, vai dar ao (quase) ao mesmo dizem muitos: espal

Quando já não se sai há algum tempo

 Deixamos de estar atentos a pormenores e então apanham-nos com cara de parva! Mas depois olho para a minha outra eu e…somos mesmo parecidas. Ahahah
 

O perigo da banalização

 Quando uma pessoa está a caminhar numa qualquer artéria da cidade, passa por um contentor onde se fazem testes de despiste ao Covid, olhamos um para o outro, sorrimos e entramos, tipo "vá, bora lá" como se se tratasse de ir beber um copo...é sinal que isto passou mesmo a fazer parte das nossas vidas e da nova rotina.
 Portanto, não sei quanto aos restantes clientes, mas o meu Vodafone ainda se mantém sem pio. Depois venham lá dizer que eu tenho números de todas as redes. Pois bem, não tive stress de comunicação, à falta de 91, há 96 e 93.

Child Update

Criança recebeu ontem a segunda inoculação e portou-se regiamente Vacinação da Criança foi acompanhada por uma equipa de reportagem da SIC Criança e Mãe entrevistadas e presentes nos Telejornais do dia da SIC Não dissemos nada a ninguém a não ser à avó, mas fomos "apanhadas" por muita gente que gentilmente nos foi enviando beijinhos e "piadolas" A Criança acha que é um exemplo a ser seguido End of story. Ou mais ou menos isso, porque hoje acordou com pequenas mazelas pós vacinação, o que nem é costume nela. De qualquer modo nem permitiu que eu terminasse a sugestão de não ir à escola, e lá foi, calçada, formosa e segura, contrariamente à Lianor do Luis Vaz (Camões).

O verdadeiro voltar à normalidade

 Ontem foi a primeira saída a sério com jantar e festa, de há mais de 2 anos. Acho que já nem me lembrava do que era estar com um grupo de pessoas simpáticas, divertidas e bem dispostas, com conversas interessantes e também com muita piada. Grata pela companhia e pelos momentos agradáveis. Spot da noite: casa de banho do JNcQUOI Club. Quero uma casa de banho destas toda em negro em minha casa!