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A mostrar mensagens de 2022

Quando as imagens superam a realidade

 Ou fomos demasiado previdentes e não arriscámos. Ou até arriscámos e deu porcaria. Fomos ao engano. Saberemos lá nós…
 A minha filha faz anos em Julho. E tendo o Calendário Gregoriano….não há dúvidas, ela cumprirá mais um aniversário ao sétimo mês de cada ano civil por que se rege esse calendário. É tão simples quanto isto. Não é preciso uma cátedra. Hoje, aos 30 dias do mês de Novembro, portanto do décimo primeiro mês do actual ano civil disse-me assim: “Mãe, estou quase a fazer anos, já falta bué pouco!” O bué pouco mata-me. Como também me mata a inocência e ela não ter a noção, e ainda bem, das aventuras menos boas que terá que superar ao longo desses anos que ela anseia que passem. Espero minha filha que a vida seja simpática para contigo. Só assim faço as pazes com ela pelo que me tem proporcionado ao longo dos últimos anos….ou desde que me lembro na realidade. 

E se eu esfregar a lâmpada mágica da minha filha e pedir um desejo

 Será que chega? A paixão de uma vida, mas só para milionários! Mas eu continuo a sonhar com um Ballon Bleu no meu bracinho!

Acerca do Blackout do post anterior

 Começo pelo fim, aquele de que estou em blackout.  Sei que tenho que presentear meia dúzia de pessoas especiais, pessoas essas que acredito não me vão insultar depois de receberem um presente meu, mas para não correr riscos, são só mesmo meia dúzia e é contrariada. Como os Juízes do Supremo, com Voto de Vencida. Adora presentear, mas estou numa fase em que pura e simplesmente estou sem vontade. E dar por dar, porque o nosso calendário assim o dita, também já me começa a chatear. Para o ano viro-me para o Ramadão. É mais cedo. As pessoas parecem muito fofinhas, muito beneméritas, até desejam Feliz Natal não obstante nos terem lixado e magoado ao longo do ano, como se isso lhes fosse expiar os pecados,  muito nhónhónhó, mais la merde est la même.   Mas depois há seres do demónio, tipo.....a minha filha. Essa que está acima de todas as dores e males do mundo, mas que ainda nem nela tinha pensado verdadeiramente. E eis que aos 12 anos, o que não deixa de ser engraçado e por culpa única e

Acabou a sexta-feira negra

 Ou não totalmente porque uns tantos estarolas ainda ampliam mais uns dias para o pessoal ir a correr gastar dinheiro e depois não chegar para a prestação da casa que vai subir por aí acima e para o IMI. Já eu, começo a ser bombardeada com "promoções" de aniversário, aquelas "ofertas" que se eu quiser tenho que comprar, e lá está, deixar de ter dinheiro para a prestação da casa e para o IMI. E depois sim, vem o Natal em força, só que não, porque estou em blackout  e este ano...estou em  blackout.

Serão de sexta-feira de sonho

 Não importa saber que o meu dia não foi dos melhores. Nem sequer sucedeu nada de novo mas era daqueles dias em que devia ter dormido por 24 horas e não me tinham chateado. Mas a cerejinha que até deu um ar da sua graça ao resto foi a minha filha chegar a casa e ir fazer cocó. Eu não sabia, não ando a controlar lides escatológicas com esta idade. Depois foi tomar banho e tudo o que deve suceder depois. O clímax é atingido quando me chama para ir à casa de banho, a tampa da retrete estava aberta, desculpem uma vez mais o termo, mas lá continuava o cocó expelido há mais de uma hora, e me pede para o inspecionar cientificamente pois segundo ela tinha lombrigas! A maternidade pode ser maravilhosa mas… analisar cocó, ainda por cima quando lhe fiz o tratamento anti parasitário há 3 meses!? Mas eu hoje merecia ir analisar um cocó daqueles!? Bom, que remédio tive eu e não vi lá parasita nenhum. Por vezes é precisa alguma presença de espírito para as urgências da minha filha.

Para que conste

 Vai ser uma sexta-feira negra para muitos de nós: muitos que vão perder a vida, outros tantos que vão perder alguém, relações que vão terminar e que por isso alguém vai ficar a sofrer por uns tempos, outros vão receber o veredicto que padecem de uma doença incurável e tantas outras desgraças ainda estão para ocorrer hoje que vão literalmente preencher de negro muitos corações. Portanto a bem de todos, dos que realmente vão ter um dia negro e dos que vão andar histéricos à compras, só espero que cheguem as 00.00h do dia de amanhã. Só hoje e até esta hora há recebi 22 emails e mensagens a instar-me a ir gastar dinheiro, quando o que deveríamos era poupá-lo para a próxima prestação da casa e outras responsabilidades essas sim a ser cumpridas. Farta destes ritos que nem sequer têm origem na nossa cultura!

Até que um dia olhamos para trás

 Sentimos que evoluímos e aprendemos muito, os outros não interessa porque quem faz sofrer ainda terá u processo longo de aprendizagem, embora pensem que a outra parte estava errada, a isso se chama narcisismo, e nós acabamos por encontrar o tal amor, seja lá isso o que for.

E os gostos eclécticos são isto…

 Quem diria que esta Me, myself and I, tanto aparece assim: Como vai andar por aí na próxima estação fria com estas belezas!? Sou do arco-íris. Gosto de gostar de vários estilos…menos Tony Carreira…vá. 

Presentes….para ausentes….

 Cada vez era mais difícil comprar presentes para o meu padrasto. Quer dizer, os livros que escolhia para ele não falhavam, ou não lhe conhecesse bem os gostos literários, muitos deles que dele herdei desde muito nova. Era um homem inteligentíssimo, muito auto-didata e gostava muito de captar a essência dos mais novos e mostrar-lhes vários mundos, mesmo alguns que à partida pareceriam contraditórios.  Não, não foi o meu pai, político que me fez ter algum interesse por certas doutrinas. Foi o meu padrasto, que começou precisamente por me introduzir nos primórdios da Ciência Política e História. Para além dos primeiros livros de informática e de numa Feira do Livro me ter comprado uma série de livros de Basic para eu aprender a fazer jogos….há coisas que nunca esqueço. Foi com ele que aprendi a gostar dos Doors, Janis Joplin, Jean Michel Jarre, Chopin…Jethro Tull. Um homem de Direita pôs-me a ler aos 12 anos o Manifesto do Partido Comunista…avisando logo que não era a onda dele, mas que

Cantor e compositor cubano Pablo Milanés morre aos 79 anos em Madrid

Cantor e compositor cubano Pablo Milanés morre aos 79 anos em Madrid : Uma das vozes mais reconhecidas da música cubana, Milanés foi o fundador e arquiteto do movimento da Nova Trova Cubana, juntamente com outros artistas. Outro dos bons que nos deixa. Já tive o gosto de o ver ao vivo e fiquei apaixonada. Mais um que ficará para sempre vivo junto dos que o admiravam.

Anos depois, consigo escrever sobre isto....fez parte da minha vida, para o bem e para o mal

 Ao longo da vida, se formos minimamente conscientes e inteligentes, vamos fazendo a nossa introspecção e daí vão advir algumas catarses para que possamos deixar para trás o que nos marcou mal, e seguir em frente. Ontem foi um desses dias. Um dia em que fui buscar tudo o que se havia passado nesse mesmo dia há uns anos atrás, o que eu faria se fosse hoje, o que se teria evitado. Continuo a olhar para o episódio com tristeza, eu não merecia, mas também não tinha merecido outras desconsiderações antes que, permiti...portanto há que aprender que quando se desenha uma linha vermelha, mesmo que não pulemos fora, o alerta está lá, deve conversar-se civilizadamente acerca disso e se uma das partes não vê o que tem à frente, o nível de desenvolvimento e de querer de ambos não está, perdoem-me o pleonasmo nivelado, e não vale a pena seguir. Eu segui.... Foi um homem que amei, amei mesmo. Apareceu na minha vida numa altura inesperada e se calhar pela altura inesperada tropeçámos um no outro. Ao

Literalmente

 E levamos cada estaladão sem mão…
 Os fãs que me perdoem mas para mim o Sr. António Antunes, ou o seu alter-ego Tony Carreira nunca cantou. Mas a verdade é que cada vez o faz ainda menos (se é que isso é possível). Pode ser uma pessoa simpática, pode encher as salas que enche, mas nem voz nem canto. Esses dons ele não tem. Mas isto digo eu que não percebo nada de Música.

Modas que não nos pertencem

 Confesso que já estou a ficar com urticária a propósito da porcaria da Sexta-Feira Negra! É que se anda desde o mês passado a falar de uma coisa que supostamente só ocorre na última sexta-feira do mês de Novembro. "Promoções" para cá e para lá, aliciamentos, e e neste momento tenho sobretudo a conta do IMI para liquidar e estou a borrifar-me para a negritude de uma sexta-feira qualquer que só existe para enganar os mais distraídos que, na maioria dos casos fazem más compras e ainda gastam mais. Mesmo juntamente com a cena dessa sexta-feira, já temos o Natal e a caixa de correio física, aquela que fica à entrada do prédio, cheia de panfletos que nem para a lareira servem, dada a cera que aquilo tem e o fumo que o fogo dali vai fazer emanar. Acho que a sexta-feira negra para mim já chegou. Vou ali tomar um drunfo e já venho. Fui!

Quem….ou o quê!

 Um bom livro e boa música fazem milagres.

O que me causa desconforto

 É que a minha filha, hoje, aproveitando uma ida à arrecadação para deixar umas coisas, me pede para trazer a árvore de Natal e seus apetrechos e eu não estou com qualquer vontade de lidar mais de um mês com aquela visão do Inferno. Eu que fazia tanto gosto nas decorações de Natal, cada vez tenho mais necessidade de lhes fugir. Como é que isto vai ser!? A cria não tem culpa que a mãe ande muito pouco dada a ritos e tradições. 

Well, not your man, but your Mommy. You still are everything to me, my big heart beating outside my body!

Don't forget this, wherever we are, or even I am. Mommy! You're a falling star, you're the get away car You're the line in the sand when I go too far You're the swimming pool, on an August day And you're the perfect thing to say And you play it coy, but it's kinda cute Oh, when you smile at me you know exactly what you do Baby don't pretend, that you don't know it's true 'Cause you can see it when I look at you And in this crazy life, and through these crazy times It's you, it's you, you make me sing You're every line, you're every word, you're everything You're a carousel, you're a wishing well And you light me up, when you ring my bell You're a mystery, you're from outer space You're every minute of my everyday And I can't believe, uh that I'm your man And I get to kiss you baby just because I can Whatever comes our way, oh we'll see it through And you know that's what our love can do

A mini-série da Netflix acerca do "Carniceiro de Milwaukee"

 Acho interessante e salutar até virar conversa de qualquer esquina uma série ou um filme baseado em factos reais, sobretudo quando os factos relatados são hediondos. Confesso que quando ouvi falar na série "Dahmer" não associei logo que fosse a história do tal Carniceiro de Milwaukee, factos que há altura com os meus 14/15 anos me interessavam demasiado e começavam a deixar antever algo que eu gostaria de fazer no futuro - ligar do ponto de vista científico e humano com mentes perturbadas Lembro-me de ouvir as notícias, lembro-me de o ver e o achar um "homem bonito e com alguma candura" e fiquei especialmente estupefacta como conseguiram encontram um actor que não se colando ao original conseguiu melhor - conseguiu gerar uma falta de empatia ainda maior por toda a gente, vítimas e não vítimas, com aquele seu tom monocórdico e o olhar sem qualquer expressão diferente, estivesse a falar com o pai, ou a dissecar um cadáver. Nisto acho que o actor foi ainda mas brilhan

Já hoje acordei com beijinhos

 E comentários do género: já me sinto melhor mãe. Não sei como é que tu fazes, mas tu curas mesmo. Obrigada. Eu amo-te mãe.  Eu não quero ser pecaminosa, mas a minha filha foi quem o disse, eu vou apenas associar ideias. O menino cujas iniciais são JC ao fim de 3 dias….já se sabe. Uma menina cujas iniciais são AR, 3 dias depois diz que eu “curo”. É a Páscoa de Novembro cá em casa. Nem tudo são cenas tristes. 

Voltámos a esta treta

 Eu que sou a mãe mais para o easy going  no que toca a lamechices e viroses infantis, nalguma coisa tinha que ser optimista, não sou de ficar em pânico com uma tosse, um nariz a fungar e os olhos mortiços. Não sou….mas quando já vamos no terceiro dia e a profilaxia paracetamol + ibuprofeno + alfa-aminase não funciona muito bem e chegámos à noite e ela me está a dormir em cima da mesa….já me estão a chegar as mostardas todas ao nariz e estou no impasse do esperar mais um dia ou arrancar com ela para o hospital.  Um detalhe, estou eu própria com cenas chatas que me fazem ter tonturas, o meu sangue em estudo e não sabermos ainda o que tenho. Ora estando o meu sistema imunitário como está…isto promete! Uma coisa a miúda não tem. Quo Vadis de um raio. Mas que este vírus que ela apanhou também é dos bravos, lá isso é.Valha-me uma Santa porreira que bem precisamos.

Socorro!

 Deixei-me dormir, pensava ter acordado e vejo o que aparece abaixo. Afinal não devo ter acordado. Devo estar no meio de um pesadelo!

Hoje só mesmo com estas senhoras

Haverá algo melhor para um dia chuvoso como este do que as minhas psicadélicas Hunter!?

Mãe é mágica

 Isto há uns anos atrás já devia estar a fogueira acesa e uma acusação de heresia em cima. Mas, mais um dia de escola, o drama da pseudo-doença viral, as profilaxias do costume e uns pós de perlimpimpim, porque, não desvendem o segredo, mas com a minha filha o placebo também apresenta bons resultados...a verdade é que voltei a não ser chamada para a ir buscar de urgência. Ufa!
 Ontem ao acordar foi o ruído extremo, a inclemência, o martírio, o drama. Parecia estarem a arrancar-lhe os dentes todos com a metodologia do séc. XIV. Eu ainda estava a dormir. Eram 6.00 da madrugada pelo amor de todos os Santos e Apóstolos. Não raciocino a uma hora dessas, sobretudo se sou assoberbada com gritaria. Pensei apenas: é um terramoto, tal não era a intensidade com que o chão tremia. Afinal era só ela sentada em cima da retrete com a tampa fechada, aos gritos e a verbalizar de uma forma muito dramática que lhe doíam a cabeça, a garganta e mais uma série de componentes do corpo humano. Pensei, não vai morrer, senão não estaria tão estridente e de seguida aconselhei-a a parar de gritar pois já tinha conseguido captar a atenção de toda a Freguesia e ainda lhe iria doer mais a cabeça. Depois foram os abraços, os miminhos, as festinhas, só aí melhorou logo 50% e depois as drogas infantis para as viroses desta época. Claro que fiquei todo o dia em sobressalto não fosse o telefon

Ela existe

 Quem nunca ouviu falar da cobra cuspideira mas não a conhecia na sua verdadeira forma? Esta é a verdadeira, mas porventura menos letal do que algumas humanas dignas de mesmo desígnio.

A minha religião não me permite categorizar estes espécimes

Mas activistas de quê? Onde? De onde saiu esta gentalha que agora apelidam tudo de activismo e só fazem tumultos, porcaria e conseguem estragar o que algumas gerações construíram!? Eu chamar-lhes-ia piranhas amestradas no mínimo; pessoas desprovidas de qualquer inteligência cuja estupidez suplanta o buraco negro. Reivindicar, contestar, reclamar...é perfeitamente democrático e garante de melhorias para as sociedades vindouras, mas este tipo de activismo de finais do século XX e início do século XXI é desastroso, maioritariamente estúpido e mal educado. Sou da geração da guerra à PGA e fiz uma prova ainda mais estúpida que foi a prova de aferição, com precisamente a mesma matéria que iria repetir noutra prova desta vez chamada de prova específica. Uma valia 10% para a média de ingresso no ensino superior, a outra valia 50%. Um verdadeiro disparate. Em suma, chateei-me mas sempre com educação contra a PGA que quanto a mim, no final,  era bem mais útil e enriquecedora do que fazer 2 prova

Joep Beving…hoje foi também com ele o meu serão

Hoje foi um a serão inesperado. A aparição ainda que por telefone de alguém por quem tenho um sentimento especial e há bem mais de um ano que a nossa vida não se cruzava. Tem este dom de me aparecer sem pré-aviso mas sempre tão romântico.  Ao mesmo tempo eu estava a absorver cada som tocado pelo Joep Beving. O magnífico. Tocou-me profundamente esta música que ele compôs num momento complicado para o amigo Mark. Obrigada Joep e P. por me terem dado este serão. For Mark  

Era ter um T6, em que num desses T’s figurasse apenas esta escultura

 Maravilhosa!

Os tectos dos teatros e eu

 

Ora aí está

 Mas sentimentos são cada vez mais raros e verdadeiros/reais são do além! Por isso chegámos ao ponto a que chegámos. Falta inventarem um ecoponto para pessoas descartadas para a reciclagem.
 

O primeiro da época (surto)

 Que comece a contagem. Não é gripe, nem constipação, nem Covid22, é melhor assim do que passarmos a tentar ensinar o alfabeto grego, a quem nunca o vai conseguir aprender. Se o meu querido e estimado amigo Professor Custódio Pão-Alvo Magueijo soubesse as saudades que tenho daqueles jantares em casa da minha madrinha, e que o meu lugar era sempre cativo junto dele a ouvi-lo dissertar sobre o helenismo, ciência, ética e a promessa de me ensinar grego, e eu ter cá a Apologia de Sócrates no grego original em sua homenagem. Das pessoas mais brilhantes que conheci e com quem convivi. Mas helenismos à parte, onde havia de me levar este surto que de grego nada tem, mas sim uma dose malvada de sinusite que me tirou o ritmo a todos os níveis.  Mas se foi para me recordar o meu querido amigo Prof. Magueijo, já valeu a pena, mas espero que amanhã seja só grego, nada de latim, perdão, de sinusite.

Este tipo de moçoila tem lugar cativo no inferno!

 

Coisas que não interessam para nada mas, como o blog é meu…

 Eu digo o que me vai nas entranhas, tentando cumprir as normas da boa educação, ou não tivesse eu dormido num bom berço de metal! Adiante…este dia dos bruxedos, festividades que lhe são inerentes, e agora o discurso de Miss Mundo, e tanta fome, e guerras e pessoas a passar mal, irrita-me profundamente. Não tenho nada contra quem o festeje, mas cada vez mais só peço é que me deixem em paz e não queiram brincar comigo à força. Porque eu não preciso de dentes de drácula feitos em plástico ordinário, para morder mesmo a sério!

Aquelas saídas inesperadas que, quando ainda por cima são coisas do nosso agrado, ainda sabem melhor

 Mas na verdade eu não estava nada virada para aquilo, assim de repente, sem antecipação, sem preparação psicológica de não ir directa para casa para o meu ninho quentinho do meu sofá.  Ir buscar a cria ao colégio e em vez de me dirigir ao meu refúgio, qual quê, voltar a pegar no carro, ainda subir àquele maléfico 3º andar para pôr a miúda a fazer xixi, caso contrário iria dar-me cabo da mioleira, e deixar a mochila, senão à hora de chegada teria que alancar com os perto de 40kgs dela, mais o chumbo da mochila, lancheira - não será difícil com uma aritmética da Primária perceber que traria o dobro do meu peso às costas e uma bexiga cheia, o que é sempre perigoso. Mas quando nos dizem, tens 1 convite com 2 bilhetes no Teatro da Trindade para veres a Anne Frank, escolhe a companhia...a companhia teria que ser a minha Ana Rita pois está claro. Porque é uma boa companhia, porque sabe quem foi a Anne Frank, porque já me havia pedido para irmos ver a peça...portanto assim que entrou no carro
 Esta semana tive uma experiência tristíssima. Recebi uma notificação de uma dada plataforma digital para dar os parabéns por antiguidade de cargo profissional a uma pessoa. Pessoa essa de quem eu gostava, a quem me sinto tão grata pela forma como sempre me tratou e que permitiu a progressão de uma relação profissional para uma amizade. 20 anos, pouco menos de metade da minha vida e acima de tudo metade da minha vida adulta, da minha evolução e do meu crescimento. Junto vinha a fotografia do perfil dele….sorridente como sempre. Um sorriso entre o divertido e o charmoso. Desta vez não lhe vou deixar qualquer mensagem, nem ninguém o fará. Perdêmo-lo para aquele sítio de onde ninguém volta, há poucos meses. Com à vontade mais outra metade de vida para viver,  rir, dizer coisas cómicas, estar entre nós. Eu podia simplesmente removê-lo das minhas redes sociais e estes alertas não voltariam…mas alguém remove das suas redes sociais, que valem o que valem e são 80% lixo, mas alguém remove quem

É a idade e os busílis a ela inerentes

 Alguma vez eu ia fazer análises e ficava com o braço neste estado!? A minha avó acabou por falecer com um cancro de sangue, aliás dois. E via este tipo de efeito na pele da minha avó desde sempre, quando ainda nem se adivinhava o que aí vinha.  Hoje sei que não obstante o que aí venha, este tipo de hematoma é mais comum que surja com o avançar da idade, e por norma são inofensivos. Mas a finitude está aí, e dela nos apercebemos nestes pequenos sinais que a vida nos dá.

O Corcunda de Notre Dame - mais do que tudo, uma lição de vida

 No passado fim de semana foi pela primeira vez ao Casino do Estoril. Não lhe mencionei nada antecipadamente, caso contrário seria uma agitação, mas quando se vê no carro e o mesmo a ser estacionado lá à frente ficou em êxtase. Pensava que ia sair de lá milionária e colocar moedinhas nas slot machines. Sua marota! Se ela soubesse que a primeira vez que a mãe entrou num Casino, nem sequer foi em Portugal Continental, já estava perto dos 30 anos e achei aquilo uma roubalheira.... Mas vamos ao que interessa, porque os Casinos têm mais do que "jogo". E foi precisamente para não jogar que lá fomos. Desta feita fomos à ante estreia do Musical do Corcunda de Notre Dame. À entrada ficou logo entusiasmada com o Pedro Granger, depois quem nos encaminhou para os nossos lugares foi o Henrique Feist, pessoa que eu admiro desde sempre e ainda demos ali uns dedos de conversa. Portanto a experiência começou bem. Sala cheia, muitas crianças, maiores e mais pequeninas, mas todas elas muito ord

Estamos num local sagrado Rita…não te estiques

 A expressão dela endiabrada diz tudo. Um misto de respeito com… isto são apenas calhaus! For God Sake! Cromeleque dos Almendres

Se dúvidas houvesse que a Rainha ainda podia ter durado mais uns pares de anos

 Com a celeuma dos últimos dias concluo muito mais do que a sua certidão de óbito tinha inscrito. Não, não foi idade avançada. Foi mesmo aquele cumprimento de mão à nova Primeira Ministra e a Rainha, com a sua douta experiência topou logo que aquilo ia correr mal.  E assim sendo, para não se enervar mais, decidiu ir dormir o sono dos juntos, deixar a confusão para os “jovens” e dar uns grandes abraços ao seu querido e saudoso Duque. Saiu de fininho e agora o pessoal que se entenda porque ela já teve chatices de mais. Até na morte… foi mesmo uma Rainha!

Tarefas hercúleas

 Não são para todos, ou não fosse o próprio filho de Zeus. Portanto parte-se logo do princípio que não vai ser fácil. E de facto não consegui concretizar aquilo a que me propus, sem ajuda. Com ajuda, é chegar lá, dar um nome e uma data et voilà . Mas foi naquele dia, sem planos, que decidi ir ali. Sem coordenadas, mas sem saber como nem porquê, desemboquei ali e pela primeira vez tive vontade em estar perto. É daquelas situações em que me vou arrepender para todo o sempre e, por muitos laços que tenhamos com as partes, se alguém nos impõe uma escolha…é não escolher e ser assertivo. Naquela altura não estava em condições para escolher e, não escolhendo, acabei por escolher. O tempo passou, as oportunidades foram escasseando e um dia recebo a notícia que jamais me passou pela cabeça. Que raiva senti de mim própria. Fui fraca, fui pelo caminho mais fácil e depois…depois veio o arrependimento e a culpa. Não pelo que aconteceu, mas por não termos usufruído de mais tempo, de mais risos, de m

O Bolo Rei

 Não vou dissertar acerca do bolo em si, até porque não sou apreciadora. Vá, uma fatia por ano da Presidente ou da Versailles, mas fico-me pela fatia mesmo e no fim, a saudação para praxe, até para o ano, se cá estiver. Também não vou falar acerca do acervo do mesmo na cavidade bocal do Sr. Silva há uns anos atrás, para fugir a questões desconfortáveis dos "malandros" dos jornalistas. Centro-me apenas no facto: quando começo a ver bolo rei à venda em fins de Setembro e princípios de Outubro, está dado o mote para a inclemência, a ganância, a loucura. Não tem emenda. Nem pandemias, nem guerras, nem aumento exponencial das prestações a pagar ao banco, nem os iogurtes terem aumentado 0,30 cêntimos, já para não falar nas viaturas automóveis, autênticos sugadouros de gasolina. Retomando o tema do bolo rei! Eu ainda não o tinha visto na vitrina da pastelaria do hipermercado, mas farejei-o. E não pelo aroma, mas pelo olhar enlouquecido dos transeuntes a agarrarem em tudo como se o N

O Zíngaro

 Cavalos e instrumentos musicais. Não todos, mas alguns. São de uma beleza e deixam-se levar. Levam-nos onde apenas podemos estar nós em simbiose, mesmo que perto estejam outros semelhantes. Tal como um instrumento musical, o cavalo é música. Eleva-nos ao infinito e tem melodia. E eu gosto deles. Respeito-os. Não sou artista na arte de os montar. Não uso esporas e os arreios estão laços. Só quero desfrutar devagar do que eles me dão e eu lhes dou…carinho, amor.  Apaixonei-me por esta peça assim que a vi. Mas pensei que talvez fosse demasiado, isso, demasiado. Tem um ar algo austero, de tão perfeito que é. E não é tão pequeno quanto o imaginei. É magnífico. Veio de longe pelas mãos de um anjo e eu não me canso de o admirar.  O Zíngaro. O nome do cavalo de que mais gostei até hoje. Agora também aqui em casa, connosco. Majestoso. Lindo!

Dilemas de Encarregada de Educação

 Eu gosto de ser mãe, e sobretudo gosto mesmo muito de ser mãe dela. E gostaria de ser de todos quantos a bênção da maternidade me tivesse agraciado. Mas não é fácil, de todo. E a minha filha não é uma criança fácil. Parece aos mais incautos e ela também sabe como e quando se deve comportar bem...de um modo geral vá. Comigo, decidiu tirar-me o chão, o céu e a paciência, tudo junto em modo catástrofe natural. Mas no meio da hecatombe, diz que me ama, com aqueles olhos de Basset Hound  e boca em formato rissol. Os olhos mais ternos e com sentimento, e eu, deixo-me levar e ela já percebeu o meu ponto fraco e faz algumas vezes o que quer. O que ainda resulta é a retirada de privilégios, porque o par de berros, o "vais levar uma palmada" que ela sabe que esta mão gigante nunca lhe assentou e os avisos de que o Natal e as festas de anos estão próximas, não surtem grandes efeitos. Obviamente que não me deparo com o tormento diariamente...mas quase. Ontem teve que sair a vertente edu

Tampoco sé si volveré

 

Marcelo pede desculpa às vítimas de abusos sexuais

Marcelo pede desculpa às vítimas de abusos sexuais : Presidente da República disse que não tinha intenção em ofender ninguém quando considerou que o número de denúncias de abusos sexuais na igreja "não era particularmente elevado", referindo-se aos casos que a comissão independente recebeu até ao momento. Pois, considero que o pedido de desculpas estivesse equiparado em termos de eloquência à vivacidade com que tira selfies a torto e a direito. E também considero que o pedido de desculpas às vítimas é o cerne, já que depois do que referiu é de facto o mínimo que pode fazer, mas deveria incluir em 2ª instância os restantes cidadãos. Fiquei muito irritada com esta consideração e se já considerava há muito que este Senhor andava a falar demais, agora vou optar por mudar a sintonia sempre que que pressentir que ele o vai fazer, para não me subirem os batimentos cardíacos a 200bpm.

Certas individualidades fariam um grande favor à nação se estivessem caladas

 Pergunto-me: e se fossem os netos dele!? A falta de empatia é de facto uma característica gravíssima! Este statement  causou-me tanta repulsa que neste momento nem me alongo, para não sair asneira.

A propósito

 

Ganhá-las e voar!

 A caminho do céu!

“Culinarice” do dia

 

Hoje o serão é nesta Companhia

 E que Companhia! Quebra Nozes no seu esplendor! Casse-Noisette Compagnie (curiosamente o título do meu primeiro manual de Francês na escola, há mais de 30 anos atrás: Casse-Noisette 1 - a minha memória é lixada. As coisas de que me lembro e onde me levou o nome desta companhia de bailado!)
 Os programas das manhãs e tardes de fim de semana dos canais generalistas são deprimentes. É que se uma pessoa já estiver com ideias de cortar os pulsos…atira-se mesmo do telhado abaixo. Volta Inspector Max!

Directa e assertiva, assim é a minha filha

 

Médicos atenciosos

 Mesmo quando o seu paciente/cliente não aparece lá há mais de dois anos, porque o Covid foi desculpa para muita coisa e na realidade o que me levou àquela especialidade em especial (eu e os pleonasmos!) também se dissipou no tempo e deixou de acontecer, quis o acaso que me visse a braços novamente com a sintomatologia e com uma manifestação algo catatónica. Liguei para a Clínica e só tinham vaga para final de Dezembro. As vozes da oposição que dão a sua opinião sempre com boas intenções começaram logo a alvitrar a ideia de ir a outro médico. Mas eu tenho um problema, sou fiel. Se gosto não mudo, e não deixo de gostar porque acordei virada do avesso. E talvez por isso não consiga perceber a volatilidade das relações humanas, mas essa dissertação fica para outro dia. Bom, ainda na semana passada falei com a Secretária do médico que me disse que era impossível outra data, lá lhe expliquei que tinha ido parar à urgência e embora as coisas estivessem controladas, era aconselhável que ele m

06 de Outubro de 1998 - 24 Anos

 De há 24 anos a esta parte, este é um dos dias "não". Está aliás no top 3 dos dias "não". E assim será enquanto eu por cá também estiver. Não foi sequer o último dia que vi a minha avó com vida. Neste dia, há 24 anos, não a vi sequer. Comunicámos fisicamente no dia anterior, e a partir daí que se lixe a República, mas é sempre aquele dia estranho em que a minha avó estava naquela cama de hospital fisicamente, mas a sua essência já não habitava aquele corpo. Mas respirava, a temperatura corporal era normal. Tinha (alguma) vida. No dia 6 tudo se desencadeou rapidamente, e às 12:50h partiu sem que lhe pudéssemos olhar jamais para aqueles maravilhosos olhos azuis. O dia foi surreal. Notícia da morte, a minha premonição costumeira umas horas antes, tentar vê-la mas com as burocracias de morgues, foi impossível, folhear catálogos de caixões e lençóis e panos para cobrir a face. Tudo coisas que aos 20 anos eu nem sequer considerava que se passavam assim. Escolher a roupa,

Sem grandes considerações políticas

 Mas as eleições no Brasil podiam ser por si só um case study . O Brasil já é por si só um país com uma riqueza Histórica, Sociológica e afins assombrosa. O fenómeno eleitoral tem destapado autênticos espécimes que, colocados todos juntos numa arena dariam uma sui generis  caldeirada. Sou uma pessoa atenta e já vi passarem pelo cargo de Presidente várias pessoas que...são o que são. Portanto resta-me aplaudir o Fernando Henrique Cardoso que desde que me conheço, terá sido o único decente, mas que com os problemas que o Brasil tem, demoraria mais de um século a colocar aquilo nos eixos. Sou céptica quanto ao Brasil. Um país gigante com séculos de desigualdades e com o potencial que natural e humano digno de poucos. E é um Estado perfeitamente anómico e sem solução à vista. O homem de quem fizeram presidente nos últimos anos, para mim, está abaixo do nível da sua oralidade. Parece aqueles jagunços e sabujos capatazes que faziam o trabalho sujo e tão bem interpretados foram nas antigas no

“Anjos e Demónios”

 

Vontades próprias

 Qualquer coração, e aqui refiro-me a ele próprio, faz o que lhe apetece e quando lhe apetece. Aliás, ele e o cérebro conspiram em larga escala.  Pois que o meu coração tem andado acelerado, demasiado, e não me deixa repousar. Se há uns anos atrás depois de baterias de exames se concluiu que não tinha doença coronária, nos últimos dias dei comigo a pensar que se calhar era desta. E por isso hoje estou toda picada, fizeram-me uma série de maldades e quando o senhor coração é alvo de escrutínio, porta-se bem e não se deixa atingir. Deve estar em conluio com o cérebro, esse grande trapaceiro que manda e desmanda na vida do hospedeiro. Em suma: tenho que desacelerar porque em repouso registar batimentos na ordem dos 156 por minuto, quase me dá propulsão para ir ao espaço e vir, sem gastar uma fortuna!

Quase uma romana

 No início do último Verão, apaixonei-me por esta menina. Quer dizer não só por ela, mas tive que escolher. E esta foi a preferida. Tem um ar romano, de centurião….se bem que as notícias de hoje em especial me deixam de pé atrás com essa nação. Mas é linda, só me falta a coroa…de louros, entenda-se!

Farta de gente estúpida

 O estúpido não tem culpa de o ser...ou será que tem!? Cada vez mais acho que um certo nível de estupidez se traduz numa forma de estar na vida...estúpida. E eu que nunca tive paciência para essa característica, quando por via dela me sinto afectada, começo a não ter paciência e reajo...mal. Há uns dias atrás um idiota no Parque do Estacionamento do Hotel Baía em Cascais, estando eu a fazer sinal para estacionar o carro num determinado lugar, ele estar atrás de mim, e termos esperado que a pessoa que estava a retirar a sua viatura fizesse a manobra (o que também foi uma tarefa árdua), quando eu, que estava na minha mão com sinal de mudança de direcção e tudo certinho, sou ultrapassada à má fila pelo sujeito que estaciona ali! Raramente me aborreço com questões de trânsito; foi algo que aprendi com o meu padrasto, mas até a minha presença de espírito nessas situações, tem limites! Apanhei-o a sair do carro e perguntei-lhe assim, com estas palavras e tenho testemunhas idóneas que podem a