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Mensagens

A mostrar mensagens de 2024

Vamos lá ajudar a ter um mundo com melhores pessoas

 Diálogo de ontem à noite com pequena lição de vida que ela até já sabia: "Mãe, vou contar-te uma coisa e já sei que vais ficar chateada, mas eu conto na mesma.  - Então, conta lá! (primeira lição, fomentar a partilha de experiências ou factos sem colocar logo uma carga pesada em torno e garantir que a comunicação é sempre aberta)  - Lembras-te no outro dia em que te pedi para carregares o cartão da escola porque precisava ir à papelaria comprar papel milimétrico?  - Sim...e então? Esqueceste-te de comprar o papel?  - Não, eu comprei a folha, mas quando cheguei à sala e ia guardar a folha no dossier reparei que a senhora me deu 2 folhas mas eu só pedi e paguei por uma. E eu fiquei com a folha, também só reparei quando ia guardar.  - Hum, então e porque é que começaste a conversa dizendo que tinhas algo para me contar e que sabias que eu ia ficar chateada, diz lá à mãe.  - Porque eu já sei que tu me vais dizer que eu deveria ter devolvido a folha, mas mãe, eu só reparei já estava n

Então o objectivo não é escapar!?

 Fui pela primeira vez há uns dias a um Escape Room - ora eu que adoro este tipo de aventura, o que andava eu a perder. Foi divertidíssimo, ri-me imenso, ao princípio não percebi nada daquilo, não encontrava lógica em nada, e pistas em lugar algum. Para piorar continuo à volta com testes e mais testes às lentes de contacto, ora não vejo bem para longe, ora não vejo bem para perto...e naquele caso o ambiente não ajudava. Algo escuro e ter que encontrar combinações em cadeados num dia em que as lentes não me estavam a ajudar a ver bem o que estava perto, foi de gritos. Também descobri que atirar ao alvo com fisgas não é para mim mas...a decifrar chaves com caracteres egípcios ninguém me bateu, que fique claro! Também percebi que passar a rastejar por partas com 90 centímetros de altura já me faz doer partes do corpo que nem tinha sequer notado que existiam, fiquei torcida das costas, mas não importa, apanhei a chave, corri com ela que nem uma louca e lá fui abrir a fechadura. Click ouvi.

A mãe fez 70 anos

 No dia 9 de Abril de 1954 nascia a minha mãe, e por isso, esta semana completou os seus 70 anos. Quando se passa para a década seguinte há sempre um misto de sentimentos e emoções e com o avançar da idade e a sensação que se aproximam tempos mais melancólicos e próximos de algumas mudanças, mais duais se podem tornar esses sentimentos e os pensamentos a que eles dão lugar. A minha mãe opta sempre por ir pelo pior caminho e lembrar-se de quantos já cá não estão, que está a envelhecer, que é septuagenária e por aí fora. Logo ela a quem eu “invejava” a juventude e o quanto queria ser como ela quando chegasse aos 40 e tal, com ares de 30. Sim, parecia até há muito pouco tempo atrás ter um pacto com a juventude eterna. Mas deixou-se levar pelo seu lado mais taciturno e de facto está bem para os seus 70 anos, mas gostaria de a ver mais iluminada. Passaram 70 anos, e há 46 que a conheço e faço parte de todo este processo, umas vezes feliz outras nem tanto, mas que haja sempre motivos para ce

E a minha filha diz-me o seguinte:

 “Mãe, a minha amiga vai fazer a festa de anos à noite na praia!” Eu devo ter mudado drasticamente de expressão facial e o monólogo continuou: “Pois, eu também achei que não me ias deixar ir…mas estamos a pensar noutra opção. Depois digo-te.” Não sei se fique mais tranquila ou ainda mais preocupada. Mas…miúdas com 13/14 anos sozinhas a festejar um aniversário à noite na praia!?  Deve estar tudo alucinado, no mínimo. 

Não sei se se trata mesmo de estupidez...

Mas de facto uma pessoa dirigir-se a uma sapataria, solicitar determinado par de sapatos no seu número, demorarem cerca de 15 minutos, abrirem uma caixa, retirarem um sapato e dizerem: "No seu número não tem, mas trouxe o abaixo!" Peço desculpa à humanidade mas já não tenho paciência - ainda se fosse um número acima eu até poderia entender, mas qual é a lógica de perder e fazer perder tempo com resquícios de estupidez!? Até aqui já sorri, já me dei ao trabalho de explicar que não tem lógica, já experimentei para provar a tal falta de lógica, qual matrafona da Cinderela a experimentar o sapato da princesa, mas chega o dia em que se diz: "Lamento, mas ainda não fiz a cirurgia de redução do tamanho do pé!" Pois, as pessoas em si não têm culpa e acredito que tenham a maior das vontades em ajudar mas...quando chegamos ao limite de saturação por se cruzarem connosco pessoas com carácter, empatia, inteligência e outras virtudes discutíveis, pura e simplesmente, perde-se a

Pérolas em pleno Portugal profundo, oprimido e ostracizado

 Placas invertidas é de mestre. Ou quem a colocou, não sabe ler; vá, é possível, mas não deixa de ser caricato. 

RIP - Seja lá isso o que for

 Sabemos lá nós se o descanso será eterno, ou mesmo se haverá esse tal descanso de que tanto se fala nestas situações. Sei que estou abananada. Muito. Penso na finitude e de uma maneira ou outra, já a senti de perto. A nossa evolução desde o nascimento até à morte é um fenómeno ambíguo e já dei comigo a pensar que sempre quis tanto ser mãe, que me custou tanto o parto da minha filha para lhe dar vida e que ela, tal como eu, um dia deixará de existir. Não me afecta a minha finitude, já desejei o meu fim precoce algumas vezes, mas não lido com pragmatismo com o desaparecimento de outras pessoas, nomeadamente das pessoas que me dizem ou até disseram algo. Hoje, deparo-me com uma notícia assim a seco e sem preparação prévia. Mas como é que um colega de quem recebi mensagens "ontem" pode ter morrido!? E vem-me sempre à cabeça aquele tipo de pensamento: "mas eu recebi ontem um email dele", espera, "eu tenho uma mensagem dele no Linkedin", "não, não pode, en

Existe o paradigma da visão do inferno

E depois também existe o do olfacto. Dizem que o último dos sentidos que perdemos, isto se não padecermos antecipadamente de surdez, é a audição. Daí devermos ter muito cuidado com o que dizemos perto de pessoas que se encontrem em estados de coma e inconsciência. No meu caso, o último sentido que devo perder a par desse, será mesmo o do olfacto. Sim, posso estar a "léguas" que consigo distinguir odores, sejam eles bons ou maus. E sofro em demasia com os maus. Mas imagine-se se estando eles a léguas, eu os sinto, se estiverem a escassos centímetros...é a tortura. Ontem estava eu na fila para pagar a gasolina com que ia abastecer o carro. À minha frente estava um indivíduo que deveria ter menos uns 5 centímetros do que eu em altura e menos 30% em volume - portanto, um lingrinhas. O "lingrinhas", não pude deixar de reparar, tinha ares de pimpão, assim a querer  atirar para uma certa moda actual, e na verdade nem estava mal arranjado...mas exalava por ele fora um cheir

Prejuízo

  Já se sabe que o conteúdo deste tipo de caixinha é precioso para quem o detém.  Mas cá em casa existem criaturas com uma capacidade destrutiva acima da média e, pior, uma capacidade destrutiva centrada em artigos e peças que jamais deveriam ser desrespeitadas e usurpadas.  Pior ainda, quando essas criaturas tendo ou não personalidade jurídica não lhes possam ver imputados os prejuízos que provocam, pois não são de todo independentes.  E ninguém os quer adoptar, e eu estou irritada.  …mas no fim, todas as criaturas destruidoras que aqui habitam, uma adolescente incluída, dão-me imensas alegrias portanto é aceitar menos umas coisitas….”que dói menos”.

Para quem que, tal como eu, sofre da “fobia da retrete”

 

Acerca de faltas de respeito

 Já nem extrapolo para questões de género, assédio e afins…vou pela via mais simples, a do respeito e até de alguma fé que algumas pessoas mantêm, esquecendo que se arriscam a cruzar-se com uma pessoa igualmente doida que lhes assente com um bom par de estalos na cara. Também não foi o caso, mas começo a perder a paciência. Vejamos: num destes dias lá ia em modo passeio com o Balzac e ele, que gosta de chamar à atenção para levar umas festas, vê aproximar-se um senhor (nesta fase para mim ainda se tratava de um senhor) e manifesta-se com os latidos característicos dos Beagles, que são um misto de ladrar tímido, com uivo e sai dali uma sinfonia cómica. Eu que ando numa luta para que ele deixe de fazer aquilo lá começo a mandá-lo parar e nisto o tal (ainda) senhor, já ali para estatuto de terceira idade, mas ainda no início diz-me assim: “Leva aí um cão zangado!” Ao que lhe respondi cordialmente, até porque ele também o havia sido, que não era zanga, mas sim chamada de atenção, porque é

Vidas longas

 A minha família materna em termos de longevidade é uma espécie de yin-yang.  Em tudo são opostos. Se do lado da minha avó, partem cedo, demasiado cedo e com um histórico de doenças oncológicas e/ou cardíacas, do lado do meu avô quase chegam à imortalidade e acenam a gerações inteiras. E chegam a esse patamar com um cérebro funcional, boa memória, um aspecto físico em que lhes dão à vontade menos 20 anos e sem grandes problemas de saúde, tendo resistido inclusivamente ao famigerado Covid muito melhor do que eu. Mas nem eles conseguem fazer frente à finitude inevitável e deixam cair por terra, qual Queda d’um Anjo a minha crença de que são imortais. Neles depositava fé após o desaparecimento da Rainha Isabel II.  Mas afinal, até eles, os que não morrem, estão a partir.  Por estes dias foi a tia Mimi, a penúltima dos irmãos Ferreira com uns respeitosos 104 anos. Bolas, quando eu nasci já esta tia tinha quase 60 anos, e o que ela viveu.  Resta-me apenas um tio-avô, também ele com uns honr

O unboxing é sempre emocionante

 

Campanha eleitoral, arruadas e afins

 Será que a campanha eleitoral, os sorrisos e simpatia das comitivas partidárias e as oferendas de péssimo material de marketing condicionam votos!? É que eu já não aguento mais, já estou cansada de tanta conversa, arruadas, debates e caça ao voto.  Pelo sim, pelo não, o meu já lá está e não me fez qualquer falta a perda de 6 dias de fantochada…perdão, campanha. 
 Não é tema que aborde muito, porque é daquelas coisas acerca das quais não vale a pena discutir. Cada um tem a sua preferência e há que respeitar. Mas fico irritada quando certas pessoas incham que nem o papo do pombo enquanto corteja a pomba.  Sou Sportinguista mas tenho coisas mais importantes na vida do que entrar em despiques e parvoíces. E no outro dia, quando numa conversa banal alguém, com o tal papo inchado começa a gabar-se que o SLB estava à frente no campeonato e, após eu referir que era uma liderança condicionada pelo facto de ainda faltar um jogo ao Sporting e, essa pessoa ainda mais insuflada me atira com: “não sabes se vão ganhar o jogo”, confesso que fiquei irritada. É que pressupõem logo que ganham tudo, que são os maiores…que ganhem, que sejam, mas não façam profecias e sejam pragmáticos. Mudámos de século, abram a mente. Isto tudo para confessar que não sou de ferro e estou a delirar com a tareia que estão a levar do FCP. 😂 ….agora tenho que ir ali cumprir uma peni
 …e que dizer quando num jantar em Itália, como entrada nos servem…peixinhos da horta!? Prova-se a iguaria e conclui-se que o risotto  pode ser deles, mas nos peixinhos da horta, ganhamos nós.  Os peixinhos são lusitanos e não vale tentar imitar. 

Porque o tempo…esgota-se e por isso é precioso

 

As aventuras do Balzac

 Que ele é uma peste eu já tinha percebido e que me vai dar imenso trabalho, idem. Tem tanto de teimoso, quanto de cínico e acima de tudo muito fofo. Mas irrita-me. Tem uma predilecção por ingerir quase tudo o que apanha e passear com ele na rua está equiparado a uma corrida com obstáculos, ou mais, uma fuga a tudo o que é passível de ingestão, nomeadamente papel e seus derivados. Abre a bocarra e come como se estivesse cheio de fome; de facto, tenho que concordar com o Veterinário que me disse entre outras coisas que estes cães em específico são uns "aspiradores". Mas para além de ser aspirador, atrevo-me a dizer que ele é recolector e faz compostagem dentro do seu sistema digestivo. Só pode. Portanto enquanto eu me desvio de um lenço de papel cheio de resíduos alheios, sei lá eu quais, já ele abocanhou um guardanapo, ou algo do género. E apercebo-me do quão porcas são as pessoas, pois nunca tive oportunidade de observar o solo da forma como faço agora. Em meio urbano, desde

Preocupações de quem tem filhos em idade escolar

 Ontem falhei uma reunião de pais, a primeira desde que a minha filha entrou no sistema. Fiquei extremamente enervada e triste por falhar; não que as reuniões de pais sejam algo interessante. Para ser honesta, até me irritam porque a maioria dos pais transformam uma reunião cujo objectivo é ser-nos apresentado um update  de turma, e interrompem constantemente com questões particulares: "ah, e o meu Fábio Rafael tem-se portado bem?"; "e já agora, a minha Micaela Sofia?"; "sabe, eu pus o meu Flávio de castigo e tirei-lhe o telemóvel"...e isto transforma-se quase numa Feira em que se fala de tudo menos do que realmente importa. Já dei comigo a pedir licença e se de facto o tema da reunião estava esgotado, que me iria retirar, porque, de facto, não tenho paciência. O que não obsta ao facto de comparecer, estar presente, porque se a reunião é agendada, a presença dos pais e encarregados de educação é importante. Mas ontem, por questões alheias à minha vontade e

Aquela mãe cruel que sou

 Todas as idades são temidas e temíveis, mas de facto olhando para trás, esta fase da adolescência está a ser a pior de todas que experienciei com ela até agora. Pesa também o facto da minha idade também estar a avançar e nem sempre ter paciência e estofo para certos devaneios que dizem ser próprios da idade, mas a que eu chamo por vezes quebras de educação. No outro dia em desabafo com uma amiga dizia-lhe que por vezes a minha filha é "mal educada" e a minha amiga rebateu que mal educada nunca pode ser pois não é esse exemplo que tem em casa - chamemos-lhe pespineta vá... Mas por vezes vai muito além disso e neste momento com grande dificuldade em respeitar certas normas. Em Novembro passado tivemos uma chatice porque as avaliações intercalares dela desceram vertiginosamente e perante a minha primeira tentativa de lhe proporcionar um castigo simpático, houve o início de uma discussão em que a voz dela começou a abafar a minha. Raios, se há coisa que abomine são discussões e

Breves notas acerca da solidão

 Há uns dias, às primeiras horas da manhã andava eu acompanhada por Monsieur Balzac le chien , e ele, atrevido como tem vindo a ser seu apanágio, começa a uivar para chamar à atenção de uma senhora. Senhora já com alguma idade, mas ainda no perfeito uso de todas as suas faculdades e em boa forma física. Se há coisa de que não gosto é de cães saltitões que coloquem as patas imundas em cima das pessoas pelo que, reúno todos os esforços para que ele não faça o mesmo aos transeuntes.  A senhora riu-se para ele timidamente, mas percebi que teve medo do Balzac. Lá lhe disse que ele não faz mal, que é bebé e que só faz barulho para lhe darem atenção mas, ao recebê-la...foge. Vá, omiti que já me deu uma dentada indolor na mão quando lhe tentei retirar da boca o produto de uma subtracção...mas para quê assustar a senhora, não é!? Neste passeio eu acelerava o passo dependendo da rapidez do Balzac, para tão depressa voltar a parar e lá estávamos outra vez perante a dita senhora que lá deu a enten

A cabeça teve juízo

 E não se deixou levar pelas desculpas costumeiras. O corpo….esse há de agradecer!

As criações dela

 Escolheu uma espátula numa loja repleta de materiais para desenho e pintura. Uma loja das boas, com qualidade.  Disse-me que era para pintar mas não visualizei a ideia.  Saiu o primeiro esboço/rascunho. Afinal a espátula também serve para isto! Muito me ensina a minha filha!

Mais um fenómeno anárquico na Educação

Decidiram alterar a forma em como se dividia o ano lectivo...tudo bem. Alguém quis modernizar e habituar as crianças ao modo semestral. Sim, no ensino universitário faz todo o sentido, mas abaixo disso, para fazer sentido, teriam que ter redefinido os conteúdos programáticos de outra forma, que disciplinas passavam a semestral e como iriam coordenar os períodos de pausa lectiva. É todo um processo Kafkiano tentar perceber porque é que numas escolas as pausas são numa semana, noutras escolas são 2 semanas a seguir, ou antes, conforme a vontade dos Agrupamentos. Então e quem tem mais do que um filho em escolas distintas? Então e as famílias reconstruídas em que existe o meu filho , o filho dele e o nosso filho ? E coordenar horários que depois se alteram com o ATL que tem que mudar toda a sua dinâmica e definir novas rotas e planos de estudo? E as actividades extra-curriculares que por vezes acarretam uma componente outdoor, em que uns meninos do grupo podem ir porque estão em pleno usu

Goals

 Não sei se assim será pelos próximos meses, não sou de fazer planos. Já não sou de fazer planos.  Mas há coisas que nos fazem bem e há que deixar de arranjar desculpas para seguir esse caminho. E eu lutei contra as desculpas e o que me seria mais confortável, nem sempre o consegui mas a verdade é que o resultado prático é inspirador. Superei-me, combati a falta de vontade, a inércia, as desculpas parvas e consegui um mês memorável a nível de actividade física.  Não é só mérito meu. Aliás é muito de meia dúzia de pessoas que gostam verdadeiramente de mim e eu delas, e que de forma subtil e encorajadora me foram ajudando a combater as minhas desculpas para não tentar.  E sei que estão orgulhosos e eu estou expectante quanto ao próximo desafio. Sem planos, sem promessas. Apenas o compromisso que vou fazer o meu melhor.  Espero que seja um início, um ponto de partida…

Afinal não há 3, sem 4

 Já comentei por aqui que lesionei as córneas, por mais do que uma vez. É algo grave, extremamente doloroso, e por vezes é um desafio para que a sua recuperação seja total e sem mazelas. Recuperei sempre, mas também sempre me foi dito que são lesões graves, a córnea é um órgão sensível e de grande importância para a visão e tentei seguir alguns desses cuidados, nomeadamente manter os olhos hidratados com medicação específica. Para sempre.  O facto de usar lentes de contacto diariamente não é algo que aporte muito valor, continuar a fazê-lo e até nisso cedi, passando a optar pelos óculos muito mais vezes nos últimos meses, do que numa década, à vontade.  Mas nada tem sido suficiente e no espaço de uma semana, em que fui a uma consulta de oftalmologia por estar com dificuldades em ver “ao perto” e a nível das córneas estar tudo bem e na semana seguinte ter ido a uma consulta de contactologia para a adaptação às lentes de contacto progressivas…saí de lá com mais um diagnóstico de úlcera n

5 meses de belzebu…perdão, Balzac!

 Há 5 meses atrás nascia o descendente dos ilustres Milú e Da Vinci, o muy nobre Balzac.  E recebi essa bela prenda sem ter ideia da aventura que seria daí para a frente. E não há palavras para descrever o que de bom e de mau tem esta criatura. Resta-me afirmar com convicção que a sua capacidade para destruir está equiparada com o valor que a existência dele na nossa vida atingiu.  Crazy Balzac rock’s!

Aqueles prazeres infundados que só entende quem os tem

 Nunca entrei numa daquelas lavandarias comunitárias, Self Service  vá, que proliferam como cogumelos. Confesso que o conceito me provoca algum desconforto, sei que é um desconforto meu e talvez de cariz cultural, mas ele existe. O ponto de partida é não me imaginar a sair de casa com uma trouxa de roupa por lavar, num cesto ou num saco gigante tipo os do Ikea, entrar num local desses, retirar as minhas peças, mais ou menos íntimas e colocá-las numa cuba onde esteve roupa sei lá de quem; depois, esperar pelo ciclo de lavagem ao pé de pessoas na mesma situação que eu, a ouvir conversas que não quero e a assistir a situações que não me interessam para nada; terminado o ciclo, o inverso, ou seja, voltar a colocar a roupa já lavada, na máquina de secar, and so on. No fim, voltar a retirar tudo, colocar no cesto ou no saco e regressar a casa com a trouxa, qual tempos idos em que se ia lavar ao tanque da freguesia. Não me imagino, mas convém não enfatizar muito pois, quanto mais se atira um

Acerca de dias que ficam na memória

 Seja por bons motivos, maus ou até tragédias, há dias marcantes. Tenho muitos desses dias. Devo-o ao meu cérebro peculiar que permite que armazene uma quantidade de informação da qual não me esqueço, que muitas vezes me traz problemas a nível emocional. Há tanto que não carece ser recordado. Mas esta condição também tem os seus aspectos positivos. Não deixa de ser bom ter memória. E não é selectiva. É, isso sim, bastante abrangente. Mas hoje, o dia 12 de Janeiro de 2024 trouxe algo que vai ficar guardado no fólio das boas memórias e dos factos que merecem ser recordados com um sorriso. É a vida a acontecer e a seguir o seu curso.

Singelas visões do inferno

 Continuar a ver por aí decorações de Natal em barda nas janelas, varandas e jardins alheios. Aquelas luzes a piscar, pais Natal pendurados em janelas e uma parafernália de gosto duvidoso alusiva, dizem, a época que já findou e apenas se repetirá, para alguns, daqui por 11 meses. Confesso que isto é bem pior do que o Carnaval, porque esse, só dura 3 dias e as pessoas têm justificação para usar máscaras. Em contraposição esta quadra que findou mas que tendem a prolongá-la não sei bem porquê, dura na verdade meses sem fim, as pessoas adoptam comportamentos em que tentam demonstrar um altruísmo que não detêm e reflectindo bem, é parco e indecente que a data que se impôs como a do nascimento de um menino há 2000 e poucos anos atrás, que na verdade nem nesse dia preciso nasceu, seja o mote para famílias se juntarem quando por vezes durante todo o ano não fazem muito por estar juntas. Sim, o tal Natal, deveria ser vivido noutra perspectiva, celebrado de outras formas, entre família e amigos

Dia 3

 Sem grandes retrospectivas, não tinha planeado grande coisa. Iniciei o ano passado de baixa médica por doença, algo que nunca me tinha ocorrido antes, o estar de baixa médica por doença.  A minha única baixa médica até então tinha sido por um motivo de luz, a maternidade. A do ano passado foi por motivos nada luzidios e inspiradores. Por isso, ainda mais comovida fiquei por, ao longo do ano, ter recebido alguns reconhecimentos profissionais. Apesar dos meses de ausência, do regresso calmo e a um ritmo diferente, arregacei mangas, continuei a ser como era até aí, pronta para os desafios e o trabalho e ter recebido tanto carinho e o meu trabalho reconhecido tanto pelos meus superiores como pelos colegas, reconfortou-me e foi algo que me ajudou a seguir esse caminho. Também não tinha planeado as viagens e os passeios que fiz; sim, a viagem a Florença já estava mais do que marcada mas dados os desaires de saúde esteve em perspectiva ser adiada…não foi, e ainda bem que aconteceu pois foi u

…porque amanhã outro dia será