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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2021

O epíteto da imoralidade, ganância e maldade humana num filme que acaba por nos prender até ao fim

Nunca na minha vida tinha chamado “cabra” a ninguém...talvez até possa ter pensado em palavras mais feias vá, mas a Rosamund Pike neste filme consegue ser no mínimo uma grande, grande *****. O resultado é brilhante porque consegue que um espectador lhe fique mesmo com asco, mas também dá que pensar que o “sistema” cada vez mais começa a permitir este tipo de situação, sobretudo perante os mais frágeis, crianças e idosos. Nem sempre as decisões que em última instância visam proteger o superior interesse dos mais desprotegidos, o conseguem na realidade. No esplendor da maldade de Rosamund Pike : Decomposição do lugar dos vilões, o thriller de J. Blakeson chega agora às plataformas e já deu uma nomeação de melhor atriz a Rosamund Pike nos Globos de Ouro. Tudo pelo Vosso Bem é um pesadelo americano sobre como o sistema legal pode aprisionar cidadãos na terceira idade.

A inocência dela

 Encontrou no chão da rua uma moeda de 5 cêntimos e ficou feliz. Tão feliz como se lhe tivesse saído a sorte grande. E saiu mesmo, para ela aquela moeda é um verdadeiro achado, uma fortuna. E anda por aqui a saltitar com o golpe de sorte passa por mim e pergunta: “Queres que divida contigo mamã?” É esta generosidade inocente que me comove.

Da matéria prima ao Red Velvet

 O prometido é devido e ontem fiz-lhe o tão pedido Red  Velvet que ficou pouco Red, mas o sabor estava lá. O próximo vai sair impecável!

Hoje é um dia importante para ela, mas que será celebrado à distância

 

Por vezes é duro

Levar estaladas da vida e dos outros, passar por situações dolorosas e que acredito que não merecia...desde muito cedo agir de boa fé e com ética e cruzar-me com pessoas sombrias e mal formadas...fez-me aprender a não querer de todo ser igual. Essa é sem dúvida a grande lição. Manter a fé em nós, porque apenas somos responsáveis pelos nossos actos.

E ouvi-los dizer

 “Porfessora!” Jesus, que até tremo. E mais tremo quando a minha vai na onda e repete o pontapé no dicionário. Mas por que será que existe uma clara tendência para imitar o mal? Eu, socióloga lá lhe explico que, se se trata de uma manobra para ser aceite no grupo dos malfeitores da língua portuguesa, se calhar seria melhor optar pelo grupo ao lado, porque com este não se vai safar na vida,

Hoje não foi particularmente fácil

 As aulas começaram bem mas às tantas ela começa a ficar inquieta e a fazer gestos, eu a trabalhar e não me ser muito viável estar a correr entre o portátil dela e o meu. Às tantas o truque de desligar e voltar a ligar durava apenas uns segundos, porque logo, aquilo falhava...eu acho que ela à primeira vez que aquilo falhou deve ter carregado tantas vezes nas teclas que o computador ficou baralhado e não aceitava qualquer comando. O meu tocava com pessoas a quererem incessantemente contactar comigo pelo Teams, ela estava a meio de aulas de Português e Matemática a ter que ler textos e nem enviar uma mensagem às professoras era possível.  Eu, aqui me confesso, comecei a perder a paciência. Sei que ela não merece, mas eu não aguento tudo. É demasiada pressão. Ela chorava compulsivamente. Eu menos paciência tinha, e a máquina, leia-se, o portátil,  como que a absorver estas energias também não ajudou. No fim, ouviu umas coisas de uma aula e de outra e espero sinceramente que amanhã seja m

Hoje tivemos um risotto de cogumelos e espinafres

 ...estava bem bom!

Ela gosta de uma bela festa, de ser rainha por um dia

 Não se apercebe que pelo menos para mim, será sempre rainha, mas claro, ser rainha para a mãe não é novidade. Recebi hoje o calendário escolar alterado; se até aqui terminavam as aulas na penúltima semana de Junho, agora o último dia de aulas passou para 8 de Julho. Foi a loucura, não foi preciso muito tempo para ela começar a vaticinar que finalmente ia fazer anos em tempo de aulas e teria direito a ser o centro das atenções da turma, and so on. ...só que não. Logo o dia de anos dela tinha que calhar a um domingo for God sake. Eu ainda tenho fé que ela um dia perceba que ser o centro das atenções para pessoas que, na sua clara maioria não nos acrescentem maior valor, não é assim tão positivo, mas será um caminho a percorrer por ela, com o sentir na pele de mais ou menos desilusões.

Ai se a minha filha fosse mais velha e soubesse disto....

 
 Assisada como sou, por norma, não gosto de colocar a “carroça em frente dos bois” mas....mas....o Sporting está no bom caminho, está sim senhor. Com poucos motivos para sorrir nos últimos tempos, a bola redonda está a ajudar.

Sai à mãe

 Devora livros com fervor e cultiva-se com gosto!

Dizem que todos nós temos um resquício não desenvolvido de psicopatia

E ainda bem. Mas a verdade é que o Anthony Hopkins conseguiu ir buscar tudo às suas entranhas, o que lhe valeu uma interpretação acima de sublime. Um filme com 30 anos, que podia ter sido rodado ontem, intemporal. O melhor retrato de um psicopata exibido no grande ecrã. Hannibal Lecter. O vilão n.º1 : O Silêncio dos Inocentes, um marco do cinema pela lente de Jonathan Demme, faz 30 anos. E com ele a figura icónica, única e irrepetível, interpretada por Anthony Hopkins. Hannibal, the cannibal continua a assombrar-nos.

Amor no seu estado puro

Ela aperta-o, prende-o, veste-lhe roupas das bonecas, coloca-lhe toucas na cabeça, tranca-o na casa de banho, obriga-o a ficar perto do aspirador quando este está a funcionar....não lhe faz mal, mas chateia-o. E muito. Eu chateio-me com ela, passo o dia a dizer “larga o gato”, “não lhe faças isso, pobre animal”. Às vezes fica de castigo porque....é demais. Não o deixa ser gato e dormir descansado.  Mas....quando ela não está, ele fica outro... curiosamente para pior. Fica perto da porta da rua à espera que ela volte. E eu penso, “este tipo não tem vergonha no focinho”. E à noite!? É isto. Como eu não suporto animais a dormir nos quartos das pessoas, ele tem a sua caminha do lado de fora mas fica horas nisto, impávido a olhar para a porta do quarto dela, como que com saudades da atenção extrema que ela lhe dá.
 Há cerca de um ano começávamos a dar rapidamente os últimos passos. O meu padrasto tinha feito a primeira sessão de quimioterapia, eu com imensa esperança de que a situação ia recuar. Ele tinha medo, quem não tem!? Continuo a achar que aqueles ataques cardíacos pós primeira sessão também foram muito causados pelo estigma da quimio e o medo dos efeitos secundários. Mas ele sobreviveu àqueles ataques cardíacos controlados em ambiente hospitalar que, graças ao pacemaker não deixaram grandes danos. Quando podia ir ao hospital ao fim do dia eu ia, quando podia ir à hora de almoço ia. Fazia aqueles 100kms de ida e volta com ganas de o ver bem. A minha irmã esgotada mas com esperança. Não sabíamos na altura, há um ano atrás que eram os seus últimos 3 meses de vida, e que meses dolorosos em que aquela pessoa que conheci foi morrendo rapidamente, de dia para dia. Nem nos meus piores pesadelos algum dia me passou pela cabeça que o Zé ia sofrer tanto, ia morrer tão cedo e eu ia perder assim o me

... e no fim, tenho direito a estes mimos

  É um doce a minha filha.

Como te entendo Noé

 O ar de satisfação que o Noé teve quando finalmente reabriu a Arca e voltou à vida. Tive essa sensação quando acordei com raios de sol depois de dias e dias cinzentos, tristes e de má memória. Resta pôr máquinas a lavar, porque isto parece sol de pouca dura, portanto é aproveitá-lo (em casa) enquanto perdurar. O coração fica mais quente e a alma também.

Study addict

 Perguntou-me que dia da semana será amanhã e após lhe dizer que é sexta-feira: “Ohhhhh, eu queria continuar com o estudo à distância. Quero trabalhar, quero aprender!” Anda uma pessoa uma vida inteira a desejar o fim de semana e as férias para vir esta dissidente de meia tigela dar a volta a tudo 🤔

Fazem a chamada...

 E na letra I existe um menino chamado Inocêncio. Eu não sou de me rir com os nomes menos convencionais, antes me veio à memória o Papa Inocêncio III, o mais importante da Idade Média e que ficou na História pelo papel que teve na teologia política e na sua aplicabilidade no Direito, tendo o Direito Romano (pelo qual se rege também o sistema português) beneficiado das suas normas. É discutível se se trata de um herói ou de um vilão, mas não se pode negar a sua importância que perdura até aos dias de hoje. Ave Inocêncio, Deus é o Senhor!

Pai Herói

 Numa aula de HGP a professora estando a dar a ocupação da Península Ibérica por parte dos romanos vai fazendo perguntas aos miúdos, nomeadamente o que os levou a escolher este território, o que cá haveria que fomentava essa ocupação e, tendo estado em luta por 200 anos, como é que os povos que a habitavam se defenderam ou conseguiram impedir a entrada dos romanos por tanto tempo. Resposta de um colega da minha filha: “Se fosse agora eu chamava o meu pai para lhes bater!” Isto é épico. A mentalidade em pleno século XXI é chamar o pai para bater nos conquistadores. E quem tem um pai valente tem tudo, quem não tem....que o tivesse.  É incrível como a mentalidade das camadas mais jovens ainda roce a violência desta forma tão manifesta.

A minha filha já corrige o JJ

 Diz ele:  “Bla bla bla descobrido  o COVID bla bla bla”. Reclama ela:  “Descoberto. Oh mãe ele diz descobrido!” E eu rio-me. Com um porque é um bronco com muita piada e com outra que fica exaurida com estes pontapés na gramática e no dicionário. Não obstante o espanto, explico-lhe que nem toda a gente vai à escola e que devemos ter algum cuidado quando troçamos destas situações. Quem dá as tais calinadas por desconhecimento e, mais grave, quem as dá e ao mesmo tempo acena com licenciaturas e doutoramentos. Para esses sim, que não haja pejo em fazer troça.
 ...ah, e também fiz um bolo. O “bolo antigo da minha avó”. O bolo que a avó Emilia fazia sempre. Também me conforta. E sinto falta dos meus mortos. Saudades, tristeza por saber que não estão cá e vontade de os rever e que algumas das voltas que a vida deu fizessem parte de um sonho mau. Esta sucessão de dias cinzentos que já perfaz semanas, também não ajuda. Desejo que o sol em todas as suas acepções retome o seu lugar.

Shot’s de colesterol

 Estava a esmorecer, a precisar de conforto. A abater-se sobre mim uma irritação contida e alguns nervos. A escola on-line começa amanhã. Eu, em teletrabalho há 11 meses, um trabalho como todos os outros, em que se sucedem reuniões, projectos e muitas respostas que dar a várias equipas. Não foi fácil há 10 meses atrás com a telescola e não vai ser fácil agora. Ela já sabe muitas coisas, já tem alguma autonomia. Alguma, sim, são só 10 anos. Não nasceu com o ensino on-line. E os computadores falham, é o professor não está ali ao lado na sala de aula para tirar dúvidas, para explicar o que não se percebeu bem de outra forma. Ao lado vou estar eu a trabalhar e ela, não se vai coibir de dizer “oh mãe” sempre que surja a dúvida, ou o computador bloquear, ou quiser ideias para o próximo Power Point que tenha que apresentar. Mas eu, para todos os efeitos vou estar em teletrabalho, e vou ter que lhe dar o almoço, ajudá-la no imediato, aturar uma ou outra frustração e garantir que, pelo menos pa

Máfia a quanto obrigas

  Foi o filme de ontem. Vi pela primeira vez, é um esticão de 3 horas e meia. Fiquei a conhecer alguns dos meandros sinuosos da máfia, dos líderes sindicais dos anos 60/70, de como se arrasavam os inimigos e destruíam vidas: a verdade é que um bom mafioso que faz desaparecer os seus inimigos, vai ele próprio desaparecer um dia, sem dó nem piedade. É arrepiante testemunhar a frieza daqueles indivíduos. Não sou fã do estilo, mas é um grande filme. E a partir de ontem vou sempre desconfiar quando alguém me perguntar se sei pintar paredes - na verdade, não sei, nem quero saber.

Se dúvidas houvesse...

 

Bom, bom...

 É o bom senso da vizinhança. Já se tinha percebido face ao problema que continuo a ter em minha casa devido a uma deficiência da cobertura e que está literalmente a destruir os tectos da minha casa, facto esse que me obrigou a tomar medidas mais drásticas, nomeadamente pela via judicial. Mas como está tudo muito lento, resta-me esperar. Pois que em tempos de pandemia e teletrabalho obrigatório, o vizinho do lado resolve remodelar a casa de banho que está colada à minha. Não contente com isso, podia ter informado os restantes condóminos com antecedência, para que as pessoas tivessem a possibilidade de gerir a sua vida, quanto mais não fosse, irem trabalhar para outro lado. Mas não, sabe-se lá aqui no meu prédio o que é respeito pelos outros. Portanto eu já tive que cancelar reuniões porque não consigo ouvir, nem ser ouvida. E o batuque persiste. Como este vizinho em específico até precisa de se deitar cedo porque trabalha de madrugada, está a pedir que eu comece a aumentar o volume da

Pensa que já manda...só que não!

 Faz parte do desenvolvimento humano uma certa irreverência precoce. (tentar) Ditar ordens, fazer prevalecer a sua infundada vontade e achar que ter 10 anos é mais ou menos igual a ter 40. A criança tem personalidade jurídica desde que nasceu, é certo...mas ainda sou eu que decido muita coisa, por muito que isso lhe custe. Disse-me que se a agulha da vacina para combater o Covid for muito grande, não leva a vacina. Dá isto como dado adquirido, perguntando-me depois se por acaso sei se a agulha será grande ou pequena. Respondo-lhe: “Não me parece que o tamanho da agulha seja relevante porque quando chegar a tua vez vais obviamente ser vacinada, tal como acontece desde que nasceste!” - nem vou entrar pelo caminho sinuoso de que não aceito as vacinas de ânimo leve mas tenho a presença de espírito suficiente para concordar que são um mal bastante necessário para todos nós e, enquanto mãe dela e querendo-lhe o melhor, é um tema que nem tem discussão. Escusado será dizer que olhou para mim c

I really love this guy!

 

Tal como os Doors, aí está o mito de uma geração

 ...e não duvido que tenha alcançado muitos e muitos fãs. Era tão fofo o ar dele a instar os miúdos a irem para a caminha. Lá em casa, havia o disco que tocava todos os dias para a minha irmã ir dormir....não que ela fosse, mas o boneco acompanhou-a em muitos pseudo-soninhos. Invade-me uma certa nostalgia dos tempos em que era mais nova e perceber que tudo passou num instante. E a vida é tão rápida a dar-nos e a tirar-nos. A fazer-nos rir e a fazer-nos chorar. Vamos lá reviver, parece que ainda me lembro de uns versos: Está na hora, da caminha Vamos lá dormir E lá fora, as estrelas....”qualquer coisa” a sorrir... E amanhã cedinho, bem cedinho tu vais ver... ......................................................................................  Boa noite, adeus......e até amanhã! 🎵🎶 E depois vinham os pais e davam-lhe um beijinho. ....afinal a minha memória também me começa a atraiçoar, sua marota. Já não me lembro da letra completa do Vitinho!

Amen!

 

Falta de ética ou crime!?

 Neste tipo de discussão sou muito radical. Qualquer acto praticado em proveito próprio que implique que outro Ser saia prejudicado...é crime.  E vale tudo. Até nas relações humanas em que se alimentam grandes mentiras para cativar alguém, para manter duplicidade, etc. Aí, é sempre mais complexo levar alguém a assumir a sua culpabilidade, mas em tudo o resto...que se actue. Deve ser certamente o mesmo tipo de pessoa que consegue dormir descansado após ter levado uma vacina que ainda não lhe estava destinada. O egoísmo e a falta de ética ao seu mais alto nível. 

O mês mais “longo” do ano, já era

 Para mim o mês de Janeiro sempre me pareceu interminável. Estranho, porque tem os mesmos 31 dias que todos os outros meses que terminam no dia 31...mas este tarda em acabar. E este mês do ano da graça de 2021 tem sido particular e unanimemente triste. Triste porque não vemos fim à vista desta praga que tanto nos tem tirado. Triste porque a liberdade que conhecíamos se foi. Triste porque continuam a morrer os que desconhecemos, mas neste momento muitos deles são quantificados ao dia. E ligamos a televisão e vemos e ouvimos relatos de terror, de dor, de incerteza. E vemos carros funerários em barda, e ouvimos falar em morte de uma forma tão quotidiana.  Só quem não tem coração é incapaz de sentir isto como não sendo seu. Já tocou certamente a alguém que nos é próximo, ou a nós próprios. E mesmo não tocando de perto, toca aos nossos semelhantes, à espécie humana...e é desolador. Dias tristes estes que se mantêm e tanto têm condicionado as nossas vidas. Venha lá mais uma semana em que est