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A mostrar mensagens de Maio, 2021
 

Incursão pelos desígnios da fé

 Ficou calma e tranquila ao ver a imponência do Santuário.  A verdade é que, mais ou menos crentes, muito ou pouco praticantes, é emocionante visitar o Santuário de Fátima.

Não posso dizer que tenha mergulhado

 Mas deixei que a água fresquinha me preenchesse até ao queixo. Foi o primeiro banho de piscina do ano. Évora

Não há palavras que definam

 O quão magnífica é esta farinheira. Comer é de facto dos maiores prazeres que podemos experienciar  O Fialho, Évora 

E como nem só com Covid se tem que preocupar a Humanidade

 Hoje também foi dia de vacina para a minha rainha pequena. Agora, se não inventarem mais doenças, só lá volta em 2035.

E nisto

 Apercebo-me que faltam apenas 6 semanas de aulas. Este ano lectivo atípico com aulas on-line, férias forçadas e afins, passou a correr. Um mês e meio e já era.

Sexto!? Como....?

 Pois que há uns dias atrás fui com a minha filha a uma consulta e a funcionária administrativa pergunta-lhe assim: “Então e vais passar para que ano?” Achei piada à convicção da senhora tomando como dado adquirido o (bom) aproveitamento da pequena. Responde ela, se, hesitar: “Para o sexto!” E eu fiquei ali quieta por uma fracção de segundos a interiorizar que a minha menina, aquela que ontem dava pontapés da parte de dentro da minha “barriga”, já vai para o sexto ano e tem sido uma aluna exemplar. Não fosse o comportamento que nem sempre é o ideal, a miúda seria perfeita. Mas também, quem é que quer filhos perfeitos!? Eu prefiro-a assim, imperfeitamente perfeita. 

Há pessoas com uma grande lata

 Pois que saio de casa de manhã para ir deixar a herdeira à escola e sintonia ar puro, aquela brisa da minha cheirosa e cheia de vida. A meio do caminho sinto que algo não estava a bater certo. Nisto, levo a mão à cara e...cadê a máscara?  Pois é isso mesmo. Saí de casa em mood  pré-Covid como se fosse a coisa mais natural do mundo. Por acaso não me cruzei com ninguém e tive o cuidado de colocar a écharpe à volta da boca, just in case. ....vou ter que me auto-flagelar porque este acto falhado soube-me mesmo bem. Só quando perdemos certos privilégios que sempre demos como adquiridos, percebemos a importância de coisas tão simples quanto sair de casa com a cara a descoberto e sentir o ar, apenas isso, o ar, a atravessar-nos a pele, sem restrições. Espero não repetir o esquecimento. Justificações à parte, não me ficou bem tal acto relativamente negligente.

Quando uma pessoa é por condição altruísta e não a deixam sê-lo

 Esta cena das vacinas já começa a chatear e as pessoas não têm noção que podem tomar Aspirina uma vida inteira e chega um dia em que fazem um choque anafiláctico e podem ir desta para melhor com o fármaco com que se deram bem uma vida inteira. Na última inoculação da vacina anti-tetânica que me fizeram, isto há 10 anos atrás e nunca tal me tinha acontecido na vida, o meu braço inchou para o dobro, fiquei sem quase o mexer por 3 dias e tive febre, e outras reacções adversas. Calhou, não morri, mas nunca sabe qual a reacção que o nosso corpo pode fazer. Isto é básico, o triste é levantar-se esta celeuma porque tanto a patologia como as vacinas são novas e esquecem-se de enquadrar a população que é ignorante nesta temática, no que pode ocorrer quando administramos uma substância estranha no nosso organismo. Vão ser ocorrer reacções mais ou menos adversas nalgumas pessoas, algumas podem morrer ou ficar com sequelas para o resto da vida - a questão é: isto ocorre numa minoria versus o núme

Zé - 1 ano de saudade

 

A despedida da vida para uns

 Há 1 ano atrás vivíamos horas amargas e com uma tremenda frieza e presença de espírito lembro-me de ter dito à minha irmã algo assim: "Tens noção de que o teu pai (meu padrasto) só vai aguentar mais umas horas!? Temos que ser fortes, mas ele não vai durar mais 24 horas." E ela respondeu: "Eu sei!" Tínhamos ambas esta noção de um modo consciente, mas a verdade é que mesmo verbalizando, fica sempre aquela esperança de uma espécie de milagre, as memórias do passado sobrepõem-se ao presente e parecia que íamos voltar a dar os nossos passeios e umas belas almoçaradas por esse país fora. Sabemos lá, podia ser que o corpo começasse a responder, por artes mágicas. Mas não...foram mesmo mais umas escassas horas de vida; oxalá me tivesse enganado, como me enganei ao longo da vida nalgumas relações humanas que não foram boas para mim e eu, ingenuamente achava que sim. Tanta presença de espírito nalgumas coisas e tanta ingenuidade para outras. Temos muitas saudades dele, de o

É feio

 Testemunhar falta de civismo, sobretudo no desporto...no futebol. Seja que clube for, neste momento todos os grandes e não só carregam às costas o peso de comportamentos e atitudes deploráveis. Se prémios houvesse para avaliar o índice de ordinarice, teríamos vários vencedores ex aequo. Não haveria taças que chegassem. Venham daí uns Bafta para avaliar a ordinarice nas suas várias categorias. Enfim...venha a próxima época.

Vaccinated mater sumus

 Que é como quem diz, a mãe já está vacinada! Foram meses de incerteza e ainda por cima com a polémica da Astra Zeneca - mas como devagar se vai ao longe, e com algum trabalho persuasivo das filhas no sentido de avaliar muito bem em que sentido corria mais riscos, lá foi. Levou a que ela temia, mas eu quero crer que mesmo que na primeira noite tenha alguns sintomas adversos dentro da tipologia de uma gripe aparente, que em 2 dias esteja óptima e a caminhar a passos largos para estar protegida. Segunda dose em Agosto. Done!

OLÁ na vanguarda das boas surpresas! Viva o Sporting!

 

Guida

 A minha madrinha faria hoje anos. E volvidos quase 6 anos desde a sua passagem para outra dimensão, ainda não me caiu a ficha. Este mês de Maio passou a ser de má memória.

Marcações à moda do LIDL

 Tenho uns exames médicos marcados e foi com alguma surpresa que me apercebi das horas exactas para a realização dos mesmos. Vejamos: 1º Exame - 14:36h 2º Exame - 14:46h 3º Exame - 14:51h Faz-me lembrar os preços terminados em ,99€ São horários válidos, sem dúvida, mas não deixa de parecer um pouco estranho. Sou mais das horas redondas ou, quando muito, em quartos. Agora este detalhe é inovador. A ver vamos se cumprem o horário à risca.

Meio alívio

 A minha mãe já foi contactada para a inoculação da primeira dose da vacina. Agora segue-se o dilema: não quer Astra Zeneca, está no seu direito, mas eu já lhe dei a minha opinião, fundamentada com os factos de que dispomos. A decisão final será dela, mas ficarei mais descansada no dia em que a souber vacinada.

Oups! I did it again!

 Ir às lojas fetiche é o que dá. Nunca me tinha acontecido comprar uns sapatos na Carolina Herrera. Hoje foi o dia. Lindos e elegantes, porque eu mereço!

A miúda tem talento...

 E não é que a tal folha mágica que tive que lhe comprar, é mesmo mágica? Uma simples folha de tamanho a roçar o A4, um desenho, um forno, depois encolhe e dá isto. Riqueza de sua mãe, tão habilidosa.

Questão pertinente

 Então e após este sururu da vacinação e depois de chegar a quase todos, afinal quando tempo de imunização temos? Qual o nível de eficácia? É que com as mutações a que temos vindo a assistir quer-me parecer que vamos passar a vida a ser inoculados. 🤔

Sim, porque estar confinado em casa e com crianças em crescimento significa ataques constantes ao frigorífico e à despensa

Famílias gastaram mais 16 milhões no super em abril : Portugueses continuaram a abastecer os carrinhos de compras com bebidas e agora com produtos de higiene pessoal. Primeira semana de maio aponta para uma subida de 17% no uso de cartões de crédito, face a 2019

Interpretou muitos personagens ao longo da vida, mas nunca me esquecerei da Lucinda do Médico de Família

 Não há mais nada a dizer perante o desaparecimento de uma pessoa talentosa, jovem, com muito para dar e, pela boca de quem a conhece, uma boa pessoa. Acho que o último reduto será esse...ser-se recordado como, uma boa pessoa, apesar das vicissitudes da vida. Tenho muita pena deste desfecho. Paz à sua alma Maria João Abreu....Lucinda....”óh troilaré, óh trolaró, vieste pra mim, vieste pra cá!”

Quando os nossos filhos fazem de nós moços de recados

 Ontem incumbiu-me de lhe comprar uma "folha mágica" que precisa para a disciplina de EVT. Confesso que perante este pedido, pensei que estava a gozar com a minha cara, no reino da fantasia, dos duendes e unicórnios, mas perante o seu ar seráfico, percebi que de facto devem existir folhas mágicas à venda. Tive que abdicar da minha hora de almoço para ir à procura do dito papel - os professores devem pensar que os pais não têm mais o que fazer. Lá cheguei à papelaria indicada pela miúda; sim, porque trazia um papel com o nome para eu ir pesquisar no Google Maps - de gritos. Tinham a tal folha, que de mágico, pelo menos o preço não é - 2,20€ por um pedaço de papel que dizem ser "mágico". Não percebi que mistérios encerra, a não ser que é cara como um raio.

Quanto às celebrações do Título

 A pouca vergonha é sempre a mesma: ressaltam a falta de educação, princípios, calma, paciência, presença de espírito, respeito, etc., etc., etc., e nisso, são todos iguais, trate-se de que clube se trate. Aquela onda do peace and love , abraços e gargalhadas, bons exemplos, são características que não assistem a esta gente. Deixam-se de lado as celebrações positivas, para se primar pela violência nas palavras, nos gestos, até na forma de estar. Odeio pobreza comportamental. Que asco. 

A minha mãe chora...

 Juro que não me lembro de a ver assim por desporto, desde a morte do Ayrton Senna. Nem quando ganhámos o Europeu. A minha filha já me veio cobrar o cachecol e a camisola e eu estou cheia de urticária por não poder ir fazer a festa. *€&#@ Covid. 😡 Viva o Sporting. E agora só me lembro da Maria José Valério. Merecia cá estar a cantar a sua marcha.

Quando as minhas miúdas conspiram

 A que eu pari pediu à que eu desejei como irmã para irem comprar juntas um presente para a que eu pari me oferecer pelo Dia da Mãe. Houve mudança de planos e dava muita cana a que eu desejei como irmã vir buscar a que eu pari e então a mais velha ficou incumbida de comprar mas seguindo o pedido da que eu pari. A que eu pari, como se sabe tem 10 anos e decidiu oferecer-me o seguinte livro, e para tal fizeram umas tantas chamadas telefónicas literalmente nas minhas costas para lá chegar: E não é que as miúdas acertaram num livro que de facto me interessaria ler!? Cada vez mais espantada com a sensibilidade e afecto da mais velha perante mim, a sua mana velha, e da mais nova que, com 10 anos já tem um sentido literário apurado.  Há-de chegar o dia em que morro e que as deixo por cá, mas estas nunca me irão desiludir.
 

Talvez a melhor decisão dos últimos tempos terem chamado o Vice Almirante para coordenar a vacinação

O exército de camuflados por detrás da vacinação : Esta semana, Gouveia e Melo entrou em "modo de combate" em direção à meta de vacinar, em média, 100 mil pessoas por dia. No quartel-general junto ao bunker da NATO, em Oeiras, tem um exército de camuflados, cujas principais armas são as suas cabeças matemáticas.

Durante uns anos tivemos um destes “cá em casa”

 Nunca pensei que a minha filha tivesse como amigo imaginário um burro, mas a verdade é que teve mesmo. E não, não era um burro animado tipo o Eddy Murphy no Shrek. Era mesmo um....burro, um equídeo do mais real que pode existir. Dormia no quarto dela no chão ao lado da cama. Por vezes pedia-me uma almofada para ele. Confesso que ainda hoje não percebo como é que o burro se conseguia acomodar ali, mas devia gostar tanto dela que fez parte da nossa vida por uns anos. Nisto dos amigos imaginários não vale a pena contrariar. Quando saíamos, cheguei a perguntar-lhe se o burro também ia, e ela, dizia que sim. Perguntei-lhe um dia se ele ia no carro, porque consegui que percebesse que eu, não o conseguia ver. E ela, do alto dos seus 4 anos na altura respondeu assim: “Mamã, o burro não cabe no carro! Não vês que ele vai a correr lá fola ao nosso lado!?” Sim, nesta fase ela ainda não dizia os r’s, só os carregados. E aí se dúvidas tinha de que o burro existia mesmo para ela, foram dissipadas e
 A minha filha vê os filmes do Harry Potter em loop e eu...eu fico deleitada só de ouvir a voz do Alan Rickman. Era brilhante este Senhor e ouvi-lo falar, com aquela voz e dicção perfeitas é das melhores sensações que uma pessoa pode ter na vida.
 Há precisamente um ano atrás a situação do meu padrasto tornava-se irreversível, mas até eu, que antevejo com alguma clareza de espírito que o fim se aproxima, ainda não me tinha apercebido de tal tragédia. É mais fácil percebê-lo com os outros, do que com os nossos. Essa clareza só me assolou umas escassas horas antes da morte dele e em que me lembro de ter dito à minha irmã, com muita calma, que a jornada dele connosco estava por horas....estava. No momento em que tivemos esta conversa há quase um ano atrás, ele resistiu por mais 5/6 horas. A cada minuto eu estremecia só de pensar que o telefone naquela madrugada ia tocar....e tocou mesmo.  É muito recente, e vai parecer sempre que foi “ontem”. Tenho a voz dele claríssima a ecoar na minha cabeça, as graçolas, as brincadeiras...tudo, como se tivesse estado com ele há pouco. Na verdade não me despedi, não sei se por culpa do COVID, mas a verdade é que por uma ou outra razão, não me tem sido possível despedir dos meus mortos. Fico com

Cada vez mais perto

 De lhe comprar o cachecol e a camisola do Sporting campeão que lhe prometi!

“Mãe, de amanhã a dois meses faço anos!”

 O grande evento da vida das crianças...o seu aniversário. E há quase 11 anos nasceu também uma mãe, que continua em modo de aprendizagem. Olho para ela e fico incrédula como deixámos que o tempo passasse por nós tão depressa. Está a querer “adolescer” e eu vou colocando os calces que posso, ainda é cedo...mas já não tenho muito tempo para a sentir como criança.  Mas bebé, vai ser sempre. Será sempre a minha adorada e desejada bebé.

“Into the Wild”

 Não sei como este filme me escapou durante tantos anos, mas ontem vi-o. E ainda sinto que levei uma série de estaladas, um choque com a realidade. Também já tive aquela idade, também já me apeteceu desertar, também tenho uma filha a quem tento incutir os valores em que acredito. Não temos a família ideal mas prezo a verdade e espero que ela perceba sempre que da mãe sempre teve a verdade e nada de romancismo e pílulas douradas. Espanta-me como tanta gente por esse mundo fora pense que as crianças e jovens são parvos e não percebem na teia em que vivem, nas mentiras e omissões. No caso do jovem retratado pelo filme, acabou da pior maneira mas teve o seu lado de descoberta, de busca, de grito de revolta...não acabou bem para ninguém, sobretudo para ele próprio, e dá mesmo muito que pensar. Acho que jamais me esquecerei da história deste rapaz.