Uma das tarefas que a minha filha tem cá em casa é tratar da alimentação do Balzac e, para não andarmos a correr de manhã, por norma à noite a tacinha com a ração da manhã fica logo preparada para quem se levantar primeiro poder alimentá-lo logo sem perder tempo em pesagens de dose, etc.
Hoje, levantei-me, fui buscar a tacinha e não estava lá nada, pelo que fui ao dispensador buscar a dose para lhe dar, assumindo que se tinha tratado de um esquecimento.
Nisto, sai a minha filha disparada do quarto, ela que à sexta-feira se levanta sempre mais tarde e diz-me assim: "O Balzac está de castigo, por isso não preparei a comida!"
Olhei para ela, respirei fundo, dei a tacinha com a ração ao Balzac e apenas lhe perguntei:
"Mas mesmo quando estás de castigo, alguma vez te deixei sem comer!?"
Olhou para mim com cara de miúda rebelde, virou-se e recolheu aos seus aposentos. Não acho normal; uma pessoa educa estas pessoínhas com valores e a tenta incutir-lhes bom senso e, mesmo assim, eles viram pequenos ditadores.
Agora percebo quando o outro, depois de criar a sua obra bizarra enalteceu que havia "criado um monstro".
Haja paciência, não obstante o Balzac merecer um castigo porque ontem andou aí a armar-se em dominante à noite. Enfim...adiante.
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