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Mensagens

A mostrar mensagens de maio, 2026

Abram alas para os pés ao fresco

 

Ontem foi o dia dela

 Gostava de viver e via sempre o lado bom e divertido da vida. Não era pessoa que deixasse transparecer tristeza. Denotava uma grande nostalgia quando falava da mãe e de resto, ou estava divertida, ou irritada, mas triste...acho que nunca  a vi. Por mais que os anos passassem, mantinha o ar jovial, o corpo que tinha na casa dos 20, aquela tez morena que ela dizia com orgulho ser resultado da sua herança alentejana, da sua amada vila de Castelo de Vide. Foi com ela que conheci Castelo de Vide e é de lá que conservo memórias muito boas. Pudesse eu e comprava lá uma casinha pequena para ir respirar, sempre que preciso de estar em silêncio. Nas fases da minha vida mais duras, foi com ela que estive e era ela que me tentava fazer regressar à tona, com o seu optimismo, pragmatismo e a velha máxima de que se perdemos um autocarro, é só esperar pelo que o procede.  Chorar pelos outros...jamais, a não ser pelos nossos pais (e não são todos os progenitores que merecem as nossas lág...

A morte saiu à rua

 E desta vez levou um primo que estava na mesma faixa etária que eu… e foi uma morte estúpida, como são todas, e não deveria ter acontecido tão cedo.  A mãe, prima direita da minha mãe, consumida pela dor, verbalizava: “Como podem dizer que há Deus!? Como é que Ele permite que uma mãe esteja a velar um filho no dia da Nossa Senhora de Fátima!?” Arrepiou-me. Muito. A dor daquela mãe, a perda de um filho, a partida de uma pessoa da minha geração, do meu sangue, vermos partir os nossos, a imprevisibilidade, a finitude. Cheguei a casa e tive uma vontade imensa de olhar para a minha filha e fazer parar o tempo. Que grande merda!