Avançar para o conteúdo principal

Aquele misto de saudade e "tirem-me daqui"

E que dizer quando, quase 9 anos depois tenho que manusear novamente o Ovo e o Carrinho de Bebé da miúda?

Em que botão carregar para mover a pega, como é que aquilo fecha, como abre? Relembrá-la ali, a logística que fazia, o momento de vida que vivia - um misto de saudade, nostalgia e questionar-me "como é que eu sobrevivi?" e até um "deixa-te de tretas, até podia ter sido pior".

Sim, foi uma estratégia de defesa o facto de ter emprestado estas coisas todas e tê-las deixado em casa da minha amiga como fiel depositária; olhos que não vêem, coração que não sente, mas algum dia, tinha que se dar a catarse. Tinha que voltar a tocar nestas coisas e sentir o que recalquei e que efeitos isso teria em mim. Não doeu, apenas senti saudade e pena por naquela altura não ter usufruído tanto da maternidade como gostaria, mas...não tive culpa, a vida é assim.

Venha outra bebé para andar confortavelmente no Carrinho da minha menina.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.