Avançar para o conteúdo principal

Já não percebo se a miúda está a ver mal ou se quer apenas usar óculos

Há uns dias chega a casa a dizer que via mal para o quadro, mas como sei que ela acha piada ao acessório em si, não dei grande importância e limitei-me a estar atenta. Um par de dias depois voltou a fazer o mesmo comentário e lá marquei consulta.

Mas, na verdade, na loucura do dia-a-dia continuo a não perceber dificuldades nenhumas. Ontem, aproveitámos o bom tempo para apanhar ar e sol e, para não dar muito nas vistas pedi a quem estava connosco para lhe ir perguntando por coisas que apenas se viam ao longe e era acertou irrepreensivelmente, sem semi-cerrar sequer os olhos. Muito estranho.

Ou trata-se de uma falta de visão mínima, ou então está a querer usar óculos, só porque sim, embora eu já a tenha sensibilizado para o chato que é.

Daqui a uns anos, quando por ventura vier pedir para usar lentes de contacto ou ser operada, vou ter que a relembrar disto.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.