Não faço disso segredo nem nunca farei, pelo que reitero que o pai da minha filha foi a seu tempo a pessoa de quem mais gostei e transformou-se numa pessoa que odiei, senti raiva, rancor, desejei que partisse os dentes, etc. Não tenho mesmo a mínima vergonha de o dizer e porquê...? - porque sou humana, porque depois de tudo o que se passou estranho seria que eu não tivesse maus sentimentos face a ele. Se lhe fiz mal, ou por minha via alguém lhe fez mal? De todo. Se tinha armas de arremesso, tinha várias, mas tive mais que fazer...uma filha para criar, um trabalho para segurar, contas para pagar e a minha saúde para equilibrar, logo, tudo o resto deixei literalmente nas mãos da Santíssima Trindade.
Já se passou muita coisa nestes 9 anos, e também cheguei ao ponto em que a pessoa em si me é indiferente. O facto de ter boa memória não me faz esquecer o que me fez a mim e à criança, os danos irreparáveis que me causou a mim e por isso nem o meu perdão terá, mas...eu sou humana, não sou Jesus Cristo, logo não me venham cá com cenas transcendentais que não alimento faltas de personalidade, e para mim deixar que nos “excrementem” (verbo acabado de inventar) a alma e depois virmos com uma aura de paz, é falta de personalidade. Passar à frente, viver com isso, tudo bem...e na realidade foi o que aprendi a fazer. Não temos qualquer relação, evito ao máximo ter que falar com ele, é pessoa para a qual não olho para a cara, nunca na vida voltaria a ter uma relação, fosse de que tipo fosse com ele (e eu sei do que falo) mas...pasmem-se os mais incautos, não é que hoje, depois de me vir devolver a miúda, me liga 5 minutos depois a pedi r o favor de eu lhe dar um bocado de carga para a bateria, porque o carro dele não pegava!?
Eu que até estava acompanhada por outra pessoa ouvi logo um “nem penses que vais dar carga para o carro dele”, tive que revirar os olhos porque a miúda não ouviu mas podia muito bem ter ouvido...e lá fui eu fazer a boa ação do ano a um dos meus piores carrascos. Porque o fiz!? Bom, não me apetecia ter o dito cujo empanado aqui à porta de casa, porque de resto, eu sou muiiiiito má e só quero o mal das pessoas e vingo-me e bla bla bla. Ao pé de um caso que conheço de uma pessoa que quando se zanga com o marido o proíbe de usar o segundo carro da família e obriga-o a andar a pé... eu devo ser mesmo uma Santa.
Não estou arrependida, mas a pessoa não merecia este gesto de boa vontade. Mas como continuo a querer ir para um dos infernos de Dante e não para o verdadeiro Inferno, tenho que ir guardando créditos para os meus pecados. E lá foi o outro seguir o seu caminho. Paz à sua vida.
Já se passou muita coisa nestes 9 anos, e também cheguei ao ponto em que a pessoa em si me é indiferente. O facto de ter boa memória não me faz esquecer o que me fez a mim e à criança, os danos irreparáveis que me causou a mim e por isso nem o meu perdão terá, mas...eu sou humana, não sou Jesus Cristo, logo não me venham cá com cenas transcendentais que não alimento faltas de personalidade, e para mim deixar que nos “excrementem” (verbo acabado de inventar) a alma e depois virmos com uma aura de paz, é falta de personalidade. Passar à frente, viver com isso, tudo bem...e na realidade foi o que aprendi a fazer. Não temos qualquer relação, evito ao máximo ter que falar com ele, é pessoa para a qual não olho para a cara, nunca na vida voltaria a ter uma relação, fosse de que tipo fosse com ele (e eu sei do que falo) mas...pasmem-se os mais incautos, não é que hoje, depois de me vir devolver a miúda, me liga 5 minutos depois a pedi r o favor de eu lhe dar um bocado de carga para a bateria, porque o carro dele não pegava!?
Eu que até estava acompanhada por outra pessoa ouvi logo um “nem penses que vais dar carga para o carro dele”, tive que revirar os olhos porque a miúda não ouviu mas podia muito bem ter ouvido...e lá fui eu fazer a boa ação do ano a um dos meus piores carrascos. Porque o fiz!? Bom, não me apetecia ter o dito cujo empanado aqui à porta de casa, porque de resto, eu sou muiiiiito má e só quero o mal das pessoas e vingo-me e bla bla bla. Ao pé de um caso que conheço de uma pessoa que quando se zanga com o marido o proíbe de usar o segundo carro da família e obriga-o a andar a pé... eu devo ser mesmo uma Santa.
Não estou arrependida, mas a pessoa não merecia este gesto de boa vontade. Mas como continuo a querer ir para um dos infernos de Dante e não para o verdadeiro Inferno, tenho que ir guardando créditos para os meus pecados. E lá foi o outro seguir o seu caminho. Paz à sua vida.
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