Avançar para o conteúdo principal

Eles crescem...e nós também

Creio que não tinha a noção do passar do tempo tão prensente antes de ser mãe.

Ainda parece que sinto os pontapés da Bébécas na minha barriga e já se passaram 2 anos, é impressionante.

Ontem no supermercado portou-se como uma menina crescida e bem comportada, muito sossegada em cima do carrinho a olhar para as prateleiras, sem ser preciso dizer-lhe "não mexe".

Conhece os nossos códigos de mãe e filha na perfeição, já temos os nossos segredos e a nossa cumplicidade, só nossa. Cada vez mais é uma companheira de todos os dias, uma parte de mim autónoma, mas que ainda se rebola nos meus miminhos.

E ontem, ao chegarmos a casa encontrámo-nos com uns vizinhos que já não viamos há algum tempo e ficaram passados com ela. Todas as pessoas acham muita piada à cara dela (que é o máximo) e sobretudo ao cabelo. Aquele cabelo dá-me um trabalhão, mas olhamos para ela e parece aqueles miúdos dos anúncios da Benetton, tal não é a excentricidade.

Pois que os vizinhos só diziam: "ainda parece que foi ontem que a vi com a barriguinha e ela já está tão crescida".

É verdade, eles crescem e nós...envelhecemos!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.