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Fases inerentes ao crescimento

Não me cansarei jamais de repetir que amo a minha filha acima de qualquer pessoa; no mesmo patamar estão a minha avó, a minha mãe e a minha irmã, mas qualquer uma delas com um modo de amar completamente distinto.

A Bébécas é um ser humano que eu gerei, que eu "fiz", que eu pari, a quem eu dei a vida e por quem eu dou a minha vida sem sequer pensar meio segundo.

Olho para ela e ao mesmo tempo que parece que já se passaram "anos", volto a relembrar os nossos primeiros momentos juntas, o tamanho dela quando nasceu, a forma como encaixava no meu peito a mamar, aquela simbiose dos primeiros meses.

Quando ainda andava no "Ovo" custava-me um bocadinho, não só pelo mau jeito, como pelo peso; cedo passei a transportà-la para casa ao colo e pensava: "bem, quando ela começar a andar vai ser bem mais fácil para mim".

Os amigos diziam que, se por um lado, eu depois iria sentir muitas saudades da época do "Ovo" e situações inerentes, por outro, o facto dela começar a andar não era sinónimo de que o quisesse mesmo, sobretudo nas ocasiões em que tal seria imperioso.

E comprovo que tinham toda a razão; nos primeiros dias a subir escadas com ajuda (o que ainda tem que ser, como é óbvio) era vê-la toda feliz com a conquista; demorávamos quase 15 minutos até chegar ao nosso 3º andar, mas ela vinha toda orgulhosa.

Quando deixou de ser novidade, regressámos às origens; quer dizer, mas ultrapassamos a entrada no prédio, olha para mim com a cabecita toda torcida, estende os braços e....surprise.....Qué Cóóóóóóó!!!

Confesso que quando venho carregada com compras, mais os meus saltos altos e tudo, me custa um bocadinho, mas depressa esse cansaço se desvanesse, tal não é o prazer que me dá senti-la ainda assim...bebé.
E quando ela me agarra e dá beijinhos bons, e quando me abraça, e quando corre para mim a dizer mamã, e quando me faz festinhas e quando se deita em cima de mim...todos estes actos que eu como mãe adoro, um dia deixarão de fazer parte do nosso quotidiano, ela vai chegar à altura em que já não está para aturar pieguices e então, eu aproveito tudo o que posso agora, porque daqui a muitos anos, por muito cumplices que sejamos, estes nossos momentos apenas vão figurar na minha memória, por isso os vivo com tanta intensidade.

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