Avançar para o conteúdo principal

Mas que grande noitada :)

Isto de se ter crianças, é sempre uma imprevisibilidade, e eu que o diga.

Esta madrugada desperto com o chamamento da criança - mãe, mãeeeeeee.

Lá abri o olho, disse que já ia a caminho e a pequena disse-me que tinha perdido a "Naínhas". É grave de facto, é a grande companheira dela desde que ambas existem.

Entrei no quarto sem acender a luz para não lhe ferir os olhos e cheirou-me a qualquer coisa; pelo tacto nada de "Naínhas" lá a avisei que ia acender a luz, ela lá me disse que a coelha tinha caído pelos pés da cama, apanhei-a e continuei a achar que algo ali não batia certo.

Destapei-a, a fralda estava bastante composta e pelo elástico da perna esquerda vejo "escuridão".

Aquilo não foi um simples cócó, foi uma grande borrada mesmo. Era lençol de cima e de baixo, cobertor, edredon, a ela o dito chegava-lhe quase até à cabeça...e eu, com calma, a perguntar-lhe:

 - Fizeste cócó filha?

E ela:

Não!

Foi de gritos, eu nem sabia como é que havia de pegar nela para não ficar também apetrechada de trampa.

4 e pouco da madrugada a rapariga na banheira, uma azáfama desgraçada, mudar roupas, mandar o mau odor embora - foi de gritos. Mas depois adormeceu outra vez que nem um anjo - imagine-se, aqueles intestinos agradeceram.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

Quando me levam a miúda e só para me chatear partilham a prova do crime

 A vingança serve-se em bom. Aguardem-me, pestes!

Saudações Académicas

Para quem é ou já foi estudante universitário, o mês de Maio é o mês das Academias por excelência. É para muitos que todos os anos se opera o virar de uma página e o recomeço da escrita de outra, que mais não são do que as páginas das nossas vidas, das nossas memórias e de tudo o que estará para vir. O mês de Maio de 2000 foi um dos meses, um dos ritos que não esqueço, rito esse que me é relembrado todos os anos. É indescritível o que nós sentimos quando estamos perante o fechar de uma etapa...foi nessa altura que senti o peso dos anos, o peso de alguma cultura, de relativa sabedoria no nicho que escolhi para mim e para o qual tenho vocação, o peso da responsabilidade. Saber que daí para a frente nada iria ser como dantes, saber que iria começar a estar por minha conta e risco, provar uma certa independência, fazer cada vez mais as minhas escolhas, ser responsável por elas e assumir os seus riscos e consequências. Sim, foi aos 22 anos que de facto me senti a entrar na vida adulta,