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Ora aí está uma notícia que exemplifica de que trata o "verdadeiro amor fraterno"

A Humanidade está mesmo doente é o que tenho a dizer. Por outro lado, entendo a frase do jornalista ao escrever que o corpo da vítima não tinha sinais de violência, mas o facto de revelar desnutrição estando ao cuidado de um irmão, por si só, já revela violência.

Meus senhores e minhas senhoras, violência não é só pancada...uma pessoa pode ser alvo de violência extrema sem que para isso tenha sido agredida fisicamente; há que alargar bastante os horizontes do conceito, senão daqui a uns tempos temos pessoas a achar que deixar uma pessoa a passar fome, sem beber líquidos, ao frio, a ser alvo de insultos permanentemente, a ser estigmatizada, humilhada, etc., não está a ser alvo de violência...e está. "Apenas" não estará a ser alvo de violência física.

Homem esconde morte de irmão para continuar a receber pensão de invalidez

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"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.