Avançar para o conteúdo principal

Crime VS Punição

Concordo plenamente que face a um crime, quem o comete tenha que lidar com a punição que lhe está destinada.

Dependendo do tipo de crime, pode ir da simples admoestação, até à pena de prisão...isto no nosso Estado e de acordo com os nossos Códigos Penal e de Processo Penal.

Ontem ouvi uma notícia, que não deixa de ter a sua ironia...um indivíduo creio que português roubou um gelado em Inglaterra, incorreu numa pena de prisão de 16 meses e corre o risco de ser deportado.

Comentário de quem é muito condescendente: ah...e tal....um gelado....16 meses....um gelado não é nada...

Eu não creio que seja bem assim; em primeiro lugar quem rouba 1, rouba 1 cento. Tanto se é ladrão por se roubar uma garrafa de vinho carrascão, como por se roubar um banco.

E aqui estou a utilizar apenas uma linguagem de senso comum e não jurírida, pois a tipificação de crimes como roubo, furto, assalto, subtracção é completamente distinta e mais gravosa nuns casos do que noutros.

Portanto se o sistema penal em Inglaterra pressupõe esse tipo de sanção...que assim seja; roubou, tem que pagar pelo que fez. Acharia mais sórdido se o indivíduo em causa tivesse roubado um pão, ou carne para comer; agora um gelado, serve mais para puro deleite do que para matar a fome.

Quem rouba uma vez, rouba sempre; começa por um gelado, amanhã passa por uma carteira e sabe-se lá o que virá a seguir.

...e sem dúvida que, embora qualquer crime de roubo/furto "mereça" a sua punição, pois todos os comportamentos de desvio deverão ser passíveis de correcção, há roubos que podem ter uma atenuante, e aí sinceramente apenas incluo os que estão ligados à fome e a esse tipo de miséria...alvo de "castigo" mas perdoáveis.
Não incluo nessa categoria o gelado, refrigerantes, tabaco....e por aí fora - lamento!

Comentários

A única coisa que contesto é a parcialidade da justiça. O Vale e Azevedo está há anos em Inglaterra a engonhar o sistema judicial e não há meio de o extraditarem para cumprir uma pena por crimes que cometeu. Esse desgraçado rouba um gelado (acto condenável) e é deportado? Parece-me excessivo...
Brown Eyes disse…
Sem dúvida, estou plenamente de acordo contigo...mas é tal como dizes, o que roubou o gelado é um desgraçado, o Vale e Azevedo é o verdadeiro gangster...talvez as vigarices que tenha cometido em solo britânico ainda estejam abafadas por um qualquer interesse maior que ainda não percebi bem qual é.
Anónimo disse…
Ora bolas, mais um ladrão de gelados aqui para o nosso país, logo agora que nos tínhamos livrado dele. Estou totalmente de acordo contigo. Por cá reina uma descontracção que não se entende: ora lê esta história: http://a-garota-de-ipanema.blogspot.pt/2012/08/das-historias-surreais.html
Anónimo disse…
Ora bolas, mais um ladrão de gelados aqui para o nosso país, logo agora que nos tínhamos livrado dele. Estou totalmente de acordo contigo. Por cá reina uma descontracção que não se entende: ora lê esta história: http://a-garota-de-ipanema.blogspot.pt/2012/08/das-historias-surreais.html

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.