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Depois do tédio do costume, hoje só me faltava ter à frente do meu carro uma carrinha de caixa aberta com uma criatura vestida com aquela côr tipo "Senhor dos Passos", uma coroa de espinhos na cabeça e a dita da cruz lá ao lado.

Era J. Cristo no andor a caminho da Igreja!

Oh Valha-me Deus!

Muito têm a mania de conservar o Senhor crucificado, quando ele saiu de lá daqui a nada há 2 mil anos; mas que mania de perpetuarem a imagem do sofrimento. Deixem de O ter agarrado à cruz!

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 Eu aprecio o Papa Francisco e respeito quem tem fé, quem acredita. Deus pode ser adorado de várias formas, mas o fausto e a sumptuosidade da Igreja Católica não são de todo o que vem nas Escrituras. E defendo que cada vez mais deveriam eclodir os valores da humildade e do amor ao próximo e sobretudo canalizar a riqueza para onde ela é mais necessária. Sejam verbas da Igreja, dos fiéis ou do Estado, e nesse Estado também entro eu, acho vergonhoso o aparato que tem uma jornada destas. A sua essência é um bluff.  Sejam jovens, adultos, ou idosos, a clara maioria dos envolvidos nesta epopeia não vale nada, não faz nada para que a sociedade em que vivemos seja melhor. Porque pouco faz no seu “quintal”, para com as pessoas com que se cruza, para com o vizinho do rés do chão, para com a/o namorada/o que dizia amar como jamais amou alguém e no dia seguinte, o melhor que tem para dar é…ghosting; para com os avós, os tios, os pais…ou um desconhecido que precisa desmesuradamente de ajuda. As cri