Avançar para o conteúdo principal

Homenagens

Ao ver a evocação do Paulo ao seu irmão Miguel percebi, porque é que ele (Paulo) foi uma das minhas paixões de adolescente.

Ele disse tudo naqueles cerca de 10 minutos, ele disse tudo o que distingue a nobreza de sentimentos, de coisa nenhuma.

Foi de uma digninade, de um amor, de uma fraternidade, de uma sensibilidade que não estamos habituados a testemunhar no Paulo, mas ao que parece, lá no fundo ele é mesmo assim.

Talvez agora, aos poucos, o verdadeiro Paulo venha ao de cima, porque o Paulo líder do CDS-PP é insuportável e um pouco exagerado nos actos que comete.

Foi por este Paulo que ouvi hoje, pelo Paulo das crónicas do Independente que eu, em jovem "inconsciente" pensei que um Homem deveria ser e que com esta forma de estar me cativaria enquanto mulher e acima de tudo, ser pensante.

Tive azar, pois de facto raramente me cruzei a esse nível com seres que de facto admire quase incontestavelmente, mas...apesar de tudo posso dizer que tive e tenho o gosto de privar com um ou outro ser assim.

Pese o facto de apesar da admiração mútua estarmos tão distantes, mas isso depende inteiramente de mim, e das péssimas escolhas que a seu tempo fiz. E de facto, quando paramos para efectivamente pensar, pensar a sério, muito a sério mesmo concluímos que a maior parte das coisas que nos acontece são fruto de boas/más escolhas que a seu tempo fizemos.

Corrigir o passado não está nas nossas mãos, mas sabermos sobretudo o que não queremos depende inteiramente de nós, da nossa argúcia, da nossa perspicácia e da nossa vontade em acabarmos esta nossa jornada com um sorriso, e um sentimento de que cumprimos pelo menos algumas missões.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

Portugal, aquele tal Estado laico que nos enfia pelos olhos e pela alma dentro os desígnios da suposta fé Católica

 Eu aprecio o Papa Francisco e respeito quem tem fé, quem acredita. Deus pode ser adorado de várias formas, mas o fausto e a sumptuosidade da Igreja Católica não são de todo o que vem nas Escrituras. E defendo que cada vez mais deveriam eclodir os valores da humildade e do amor ao próximo e sobretudo canalizar a riqueza para onde ela é mais necessária. Sejam verbas da Igreja, dos fiéis ou do Estado, e nesse Estado também entro eu, acho vergonhoso o aparato que tem uma jornada destas. A sua essência é um bluff.  Sejam jovens, adultos, ou idosos, a clara maioria dos envolvidos nesta epopeia não vale nada, não faz nada para que a sociedade em que vivemos seja melhor. Porque pouco faz no seu “quintal”, para com as pessoas com que se cruza, para com o vizinho do rés do chão, para com a/o namorada/o que dizia amar como jamais amou alguém e no dia seguinte, o melhor que tem para dar é…ghosting; para com os avós, os tios, os pais…ou um desconhecido que precisa desmesuradamente de ajuda. As cri