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Caixinha de surpresas

Chegarmos ao Centro de Estudos para ir buscar uma criança de 9 anos que após nos ver chegar nos diz do alto da solenidade que o momento impõe:

"Mamã, já chegaste? Podes ir para casa e vir buscar-me mais tarde, porque eu ainda quero estudar mais um bocadinho?"

Eu perguntar à professora se ela está com alguma dificuldade de maior, a professora encolhe os ombros como quem diz "isto é ideia dela, mas ela que fique"...sim, fico agradavelmente babada pelo compromisso e sentido de responsabilidade da miúda.

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 Eu aprecio o Papa Francisco e respeito quem tem fé, quem acredita. Deus pode ser adorado de várias formas, mas o fausto e a sumptuosidade da Igreja Católica não são de todo o que vem nas Escrituras. E defendo que cada vez mais deveriam eclodir os valores da humildade e do amor ao próximo e sobretudo canalizar a riqueza para onde ela é mais necessária. Sejam verbas da Igreja, dos fiéis ou do Estado, e nesse Estado também entro eu, acho vergonhoso o aparato que tem uma jornada destas. A sua essência é um bluff.  Sejam jovens, adultos, ou idosos, a clara maioria dos envolvidos nesta epopeia não vale nada, não faz nada para que a sociedade em que vivemos seja melhor. Porque pouco faz no seu “quintal”, para com as pessoas com que se cruza, para com o vizinho do rés do chão, para com a/o namorada/o que dizia amar como jamais amou alguém e no dia seguinte, o melhor que tem para dar é…ghosting; para com os avós, os tios, os pais…ou um desconhecido que precisa desmesuradamente de ajuda. As cri