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Quando uma criança chora compulsivamente porque não quer ir passar o fim de semana ao pai

As coisas até nem estavam propriamente mal encaminhadas, mas os 9 dias seguidos de férias foram claramente "violentos" para ela. Infelizmente alguns adultos não têm a sensibilidade para perceber que para primeira vez de uma criança de 8 anos só se separou da mãe por um máximo de 2 dias, por muito espalha brasas que ela seja, algo ia correr mal.

E claro que ao fim de 3 dias, a criança começou a entrar em sofrimento e estando a uma distância de 300kms, complica-se.

Fiz o melhor que estava ao meu alcance, incentivei-a a divertir-se, a aproveitar ao máximo as férias, que era bom estar com o pai, e que estava óptima, mas o "tenho muitas saudades tuas mamã" imperava na conversa.

Hoje, primeiro fim de semana pós férias de pai, foi um drama; mais de uma hora de choro por não querer ir, porque quer estar comigo, com a avó, com a tia, com as amigas, com o gato...o cúmulo….que quer que eu tenha outro filho para ter um irmão cá em casa...gerir estes conflitos internos é complicado e embora o meu coração pingasse e o pai dela não se enquadre no núcleo das pessoas que estimo, é o pai dela e ela precisa de sentir certas coisas por ele, sejam boas ou menos boas.

É meu dever enquanto a idade ainda for tenra promover o contacto, embora perceba perfeitamente os motivos que a levam a ter estas reacções. Consegui antes de a entregar ir comprar umas canetas giras, encapar o livro de Inglês, falar de coisas giras e quando se deu o encontro entre ambos, ela sorriu.

E lá foi...

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