Avançar para o conteúdo principal

Devo ser a heroína da casa...se bem que também não tenho concorrência

Reunião na escola da parte da manhã, fila para comprar uma porcaria de uma caderneta, ir a mais de 100kms/hora trabalhar, chegar a roçar a hora de almoço e...não almoçar. Trabalhar em várias direcções, sair mais uma vez a mais de 100kms/hora para ir buscar a miúda e rumar à natação, que dista uns bons 15kms daqui.

Ajudá-la a tirar a roupa, vestir o fato de banho, levá-la ao recinto pois ia ter professor novo, aguentar 45 minutos com aquele bafo que põe qualquer um KO depois de um dia destes, ela sai, os balneários infantis estão em obras, como não me apeteceu sair de lá encharcada nos chuveiros dos adultos, vesti-a meia húmida, e mais uma vez a 100 à hora para casa.

Chegar a casa, pô-la na banheira, dar-lhe banho ao mesmo tempo que aquecia o jantar. Jantar (ela), porque eu continuo quase em jejum, depois pegar no secador e secar-lhe o cabelo, passar o óleo, prendê-lo, beijos e já está na cama.

Ainda me perguntou se fui comprar o pouco material escolar que ainda me faltava. Juro que no dia de hoje e embora ela não tenha culpa nenhuma, esta pergunta me fez esmorecer.

Mas eu sou uma sobrevivente, eu aguento.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

Quando me levam a miúda e só para me chatear partilham a prova do crime

 A vingança serve-se em bom. Aguardem-me, pestes!

Saudações Académicas

Para quem é ou já foi estudante universitário, o mês de Maio é o mês das Academias por excelência. É para muitos que todos os anos se opera o virar de uma página e o recomeço da escrita de outra, que mais não são do que as páginas das nossas vidas, das nossas memórias e de tudo o que estará para vir. O mês de Maio de 2000 foi um dos meses, um dos ritos que não esqueço, rito esse que me é relembrado todos os anos. É indescritível o que nós sentimos quando estamos perante o fechar de uma etapa...foi nessa altura que senti o peso dos anos, o peso de alguma cultura, de relativa sabedoria no nicho que escolhi para mim e para o qual tenho vocação, o peso da responsabilidade. Saber que daí para a frente nada iria ser como dantes, saber que iria começar a estar por minha conta e risco, provar uma certa independência, fazer cada vez mais as minhas escolhas, ser responsável por elas e assumir os seus riscos e consequências. Sim, foi aos 22 anos que de facto me senti a entrar na vida adulta,