Avançar para o conteúdo principal

A humildade de certas pessoas comove-me

E é cada vez mais rara essa virtude no ser humano.

Tenho um vizinho com quem me dou muito bem, sempre que tenho um problema em casa de resolução urgente, é a ele que "chateio" e seja a que horas for, lá vai ele sempre com um sorriso. Nunca o vi com uma cara mais séria, não obstante viver uma vida de trabalho, sacrifício e coisas menos boas.

Ontem ao fim do dia foi lá tocar à porta com a filha mais nova, perguntando se a Milady Rita lá podia ir brincar, ao que disse obviamente que sim, mas teria que ser por pouco tempo, já que era quase hora de jantar.

Já eu me estava a preparar para a ir buscar, vem a miudagem toda (entre as filhas dele, os sobrinhos e a minha) pedir para a Milady Rita lá jantar, eu fui dizendo que não, não ia dar trabalho, o nosso jantar já estava feito, mas perante a insistência e a cara do pai assim meio triste, lá deixei.

Esperei o tempo útil para jantarem, e lá fui outra vez - veio o pai à porta a pedir mais 10 minutos, ao que eu lhe disse que não havia problema, e ficava do lado dele "a devolução à procedência da Milady Rita".

Passado um tempo lá veio ela, despedidas à mistura, entrámos em casa e então lá me comentou ela que a amiga mais nova fazia anos e estiveram a cantar os Parabéns!

Portanto, o meu vizinho não me expôs a verdadeira razão do convite, porque já me conhece e sabia que eu ia  correr comprar uma lembrança à criança, e no fundo o que eles faziam questão era da presença da Milady Rita.

Fiquei para morrer - hoje lá vou eu destravada comprar a prendinha da menina para lhe entregar. Existem pessoas tão simples e outras que parece que nasceram para complicar a vida alheia.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

Quando me levam a miúda e só para me chatear partilham a prova do crime

 A vingança serve-se em bom. Aguardem-me, pestes!

Saudações Académicas

Para quem é ou já foi estudante universitário, o mês de Maio é o mês das Academias por excelência. É para muitos que todos os anos se opera o virar de uma página e o recomeço da escrita de outra, que mais não são do que as páginas das nossas vidas, das nossas memórias e de tudo o que estará para vir. O mês de Maio de 2000 foi um dos meses, um dos ritos que não esqueço, rito esse que me é relembrado todos os anos. É indescritível o que nós sentimos quando estamos perante o fechar de uma etapa...foi nessa altura que senti o peso dos anos, o peso de alguma cultura, de relativa sabedoria no nicho que escolhi para mim e para o qual tenho vocação, o peso da responsabilidade. Saber que daí para a frente nada iria ser como dantes, saber que iria começar a estar por minha conta e risco, provar uma certa independência, fazer cada vez mais as minhas escolhas, ser responsável por elas e assumir os seus riscos e consequências. Sim, foi aos 22 anos que de facto me senti a entrar na vida adulta,