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Numa hora

Fazer uma panela cheia de sopa, despi-la, dar-lhe banho e afins, aspirar a casa, apanhar uma máquina de roupa da corda e colocar lá outra, despejar o aspirador e arrumá-lo no devido lugar, limpar a gaiola das coelhas, apanhar os brinquedos, descascar uma laranja e depois partir uma maçã aos quartos, tudo isto antes do jantar...é obra, repito, numa hora.

E depois a minha filha ainda exige mais isto e aquilo o "mas eu quero agora" dos últimos dias e eu a não me poder desdobrar em 2, nem em 3 e achar que mesmo que pudesse ela tem que saber esperar, tem que perceber que desde sempre estou aqui apenas eu para ela e o tempo não estica e as minhas mãos são apenas duas.

E a semana ainda agora começou....

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"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

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 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.