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Jejum

Sempre fui uma pessoa demasiado transparente e verdadeira. Se já me causou dissabores, já...mas não consigo ser de outro modo. Digo o que me vem à cabeça, para o bom e para o mau. Se gosto gosto, se não gosto, não faço fretes. Lembro-me de em miúda a minha avó tantas vezes me dizer para eu aprender a ser mais cínica, porque tanta honestidade e pouco cinismo me faziam perder mais do que ganhava.

E isto valia se queria muito uma coisa - nessas fases os miúdos viram anjos. Pois mesmo que eu quisesse muito uma coisa e soubesse de antemão que ao mínimo deslize perdia a regalia, perdia na mesma, porque se tivesse que deslizar, deslizava. Aconteceu com o View Master, um brinquedo que desejei acima das minhas forças e a minha mãe fez finca pé e não mo deu. O que eu berrei, devia ter para aí uns 5 anos, e com a mãe que tinha, um berro equivalia a no mínimo um ano de espera.

E assim foi, tive o View Master de facto, muito tempo depois e oferecido por uma "tia" amiga que mesmo assim ainda hoje se comenta que levou nas orelhas da minha mãe, por ter comprado o dito brinquedo à sua revelia.

Adiante. Vamos ao que interessa, a minha susceptibilidade, o facto de ser uma esponja que absorve a energia boa e má e como isso se reflecte no meu corpo.

Nos últimos dias passei por uma brutalidade de emoções, coisas para as quais ninguém está preparado - se por um lado já me devia ter habituado a levar pancada, a verdade é que não sou masoquista, e portanto comigo resulta peace & love - com pancada não.

Portanto no Domingo pouco comi e bebi um litro de Coca Cola, ontem a única coisa que ingeri foi a meia de leite costumeira e assim foi até hoje. Pois é bebé, a verdade é que para ser fit nada como levar "pancada".

E deste modo, o pneuzito próprio de uma mulher que já foi mãe, tem 41 anos e meio e não tem a vida da Carolina Patrocínio, foi-se:

Portanto lá veio ela com a sua saia travada que não é de arriscar quando se tem uns gramas a mais e a pensar: olha, o Jejum afinal faz milagres! A mãe quarentona ainda se faz!

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