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O que 1 ano a mais nos proporciona

E a acreditar no calendário, os meus 36 anos estão aí mesmo à porta e mesmo que eu me quisesse esquecer de tal data, não me deixavam; ora recebe sms's com voucher's daqui e dali, ora recebo emails com mais voucher's dali e dacolá, ora me dizem que se eu fizer uma compra no dito dia me dão pontos para trocar por não sei o quê...enfim, se uma pessoa estiver com crises de meia-idade e quiser ignorar o fatídico dia que se aproxima, não consegue.


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"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.

Ando por fora dos temas take-away e junk-food

 Mas hoje a ocasião fez o ladrão. Consulta da miúda a acabar quase à 1 da tarde, não tinha preparado nada com a devida antecedência pelo que passei pelo McDonalds. Peço os menus eis se não quando a pessoa que me atendeu me diz que não há bebidas. Não há bebidas? Não estou a perceber. É que comer um junk-burguer sem uma bela Coca-Cola para facilitar a digestão, é obra. “Ah, com as novas regras do confinamento não podemos vender qualquer tipo de bebida!” Confesso que existem detalhes que nunca vou perceber. A pessoa pode comer mas nem uma gota de água pode comprar no local em que comprou a refeição. Não me faz muito sentido, para não dizer nenhum.