Avançar para o conteúdo principal

APARECEU!!!

Umas quantas horas depois e muitas lágrimas deitadas de parte a parte, a Orelhinhas da minha filha apareceu.

Hoje, à terceira foi de vez, e depois de a ter procurado por duas vezes avisei-a que cada vez mais tem que fixar onde coloca as coisas, sobretudo a Orelhinhas que é o boneco que ela tem desde que nasceu, dado por uma grande amiga da avó, que me conhece também desde bebé....a "Nainhas" como ela lhe chama, anda connosco para todo o lado, sejam férias, dias felizes ou tristes, campo ou praia, compras ou lazer...a "Nainhas" dorme com ela desde sempre e para a pôr na máquina a lavar é um martírio.

A "Nainhas" foi um dos personagens chave da festa do 2º aniversário, a "Nainhas" já tem a cabeça cosida e re-cosida e acredito que não a consigamos coser muitas mais vezes - é o boneco que tem o cheiro da mamã, e que, se por algum motivo se separa dela por momentos, cheira-a de uma forma tão intensa, como que a certificar-se que é ela mesma.

E neste momento estava eu a sofrer mais do que ela, porque tentei não me mostrar muito preocupada e ia deixar para amanhã o veredicto de que realmente a "Nainhas" tinha desaparecido.

Procurei na casa toda, nos locais mais improváveis e cheguei a pensar que, sem querer, ao pegar num monte de papéis que tinha deitado fora, que ela estivesse no meio e eu não a tenha visto - era a minha última esperança; ir ao contentor do lixo da rua procurar o saco...mas numa última esperança fui arredar a cama dela, que é pesadíssima, e embora eu já tivesse andado lá a espreitar...pelos vistos não tinha espreitado bem, porque lá estava a Orelhinhas atrofiada entre a cama dela e a parede. Desabei, chorei de alegria e fui pô-la ao lado dela, onde ela pertence.

Não ganhei para o susto.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Apropriação

 Costuma ser um terreno simpático e bem cuidado, com relva bem aparada e quando o tempo o permite as crianças brincam até ao limite do dia. Fica em frente a minha casa.  Hoje testemunhei uma apropriação e que imagem mais maravilhosa. O pato Pateco descobriu uma nova casa, e enquanto ali houver água, desconfio que de lá não sairá. Vou investigar e dar-lhe um olá todos os dias. O pato Pateco merece. A beleza na simplicidade…