Avançar para o conteúdo principal

Mamã doente=Bebé no "choco"


Pois que eu estou "doente" com uma gripe daquelas à moda antiga.
É algo que durante o Inverno tenho umas quantas vezes, todas elas de "caixão à cova"; mas um destes dias (creio que na última que tive) ligou-me a mulher do meu avô a perguntar se eu estava melhor e tal...e aí houve um click (ão) na minha cabeça.

A N. tem um cancro na mama diagnosticado há uns meses, anda no IPO a fazer quimioterapia desde o final do ano passado, vai fazer mastectomia, enfim...e ter a preocupação de me ligar a desejar as melhoras é o cumulo da ironia.
Ela sim está doente e merece todo o nosso apoio, respeito e consideração, pois o cancro para mim é o piorzinho de todos os males.

As minhas gripes vão e vêm, são de facto fortes, às vezes degeneram em pneumonias e tal, já ia indo para o lado de lá, faço febrões de 40 graus, mas uma semana depois cá estou renascida das cinzas como a Fénix.

O que mais me preocupa é tentar que a Bébécas não seja afectada pelos bicharocos, apesar de tudo tenho sorte porque ela não tem sido muito assombrada com grandes maleitas, mas desta vez parece que o bicho quer pegar.
Esta noite foi colossal para o lado negativo; chorava, esperneava, já não sabia o que lhe fazer a ela e a seguir o que fazer da minha vida.
Resolvi mudar-me momentaneamente com ela para a sala, deitei-me no sofá de barriga para cima, ela por cima de mim de barriga para baixo, a Orelhinhas na mão direita, eu lá lhe ia dando beijinhos e fazendo festinhas nos caracóis e posso dizer que houve acalmia até à 01:30h da manhã...depois foi o show.

Eu com menos energia desde sábado passado, a Bébécas à beira de um ataque de nervos, só faltava lá o Almodovar e a Rossi de Palma para compôr o cenário, porque o argumento já estava em cima da mesa.

Dizia há pouco o meu amigo P. "Coitadinha, deves estar estoirada" e...a verdade é que estou mesmo.

Mesmo assim, ainda peguei nestas perninhas que a terra há-de comer, ou o forno crematório incinerar (ainda não me decidi) e fui buscar um miminho para a colecção dela.

A minha Bébécas é uma princesa, mas muito versátil nas brincadeiras e os carrinhos também estão na lista de preferências dela.

Hoje vai um alusivo aos temas da saúde ;-)

Comentários

Anónimo disse…
Com um pc sem teclado, deixo uma ideia que vais achar absurda mas que comigo funcionou: deixar de lado aquecedores, incluindo o esquentador (sim, banhos de água fria, sempre). Nunca mais me constipei e dantes constipava-me 4 vezes por ano, ou mais.

Beijinho
Brown Eyes disse…
Eu não acho a ideia absurda, acho mais um acto de coragem, acreditas?
Quando era mais nova depois do banho, nos últimos minutos acabava com água fria e sentia-me bem. Mas....tinha 18/20 anos.

Agora estou cada vez mais friorenta, mais dependente do calor e até os ossos me gelam só de pensar em frio.

Portanto, sem o belo do meu novo farol de Alexandria, a lareira, o esquentador e o aquecedor a óleo do quarto para a bebé eu acho que virava estalactite.

Vai ser giro é quando receber a factura da EDP....aí vou lembrar-me do teu conselho, sem dúvida:)

Bjs

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

Quando me levam a miúda e só para me chatear partilham a prova do crime

 A vingança serve-se em bom. Aguardem-me, pestes!

Saudações Académicas

Para quem é ou já foi estudante universitário, o mês de Maio é o mês das Academias por excelência. É para muitos que todos os anos se opera o virar de uma página e o recomeço da escrita de outra, que mais não são do que as páginas das nossas vidas, das nossas memórias e de tudo o que estará para vir. O mês de Maio de 2000 foi um dos meses, um dos ritos que não esqueço, rito esse que me é relembrado todos os anos. É indescritível o que nós sentimos quando estamos perante o fechar de uma etapa...foi nessa altura que senti o peso dos anos, o peso de alguma cultura, de relativa sabedoria no nicho que escolhi para mim e para o qual tenho vocação, o peso da responsabilidade. Saber que daí para a frente nada iria ser como dantes, saber que iria começar a estar por minha conta e risco, provar uma certa independência, fazer cada vez mais as minhas escolhas, ser responsável por elas e assumir os seus riscos e consequências. Sim, foi aos 22 anos que de facto me senti a entrar na vida adulta,