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Sempre Camus

"É por demais evidente que o pensamento político se encontra cada vez mais ultrapassado pelos acontecimentos. [...] Bem entendido, o espírito segue arrastado pelo mundo. A História corre, enquanto o espírito medita. Mas esse atraso inevitável aumenta hoje na proporção da aceleração histórica. O mundo mudou mais nos últimos cinquenta anos do que tinha mudado nos duzentos anteriores. E vemos hoje o mundo empenhado em regulamentar problemas de fronteiras, quando todos sabemos que as fronteiras são hoje abstratas." ("Atuais") 
HONRA: "De resto, como fazer compreender que uma criança pobre pode por vezes ter vergonha sem nunca invejar coisa alguma?" 
("O Primeiro Homem")

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Para quem é ou já foi estudante universitário, o mês de Maio é o mês das Academias por excelência. É para muitos que todos os anos se opera o virar de uma página e o recomeço da escrita de outra, que mais não são do que as páginas das nossas vidas, das nossas memórias e de tudo o que estará para vir. O mês de Maio de 2000 foi um dos meses, um dos ritos que não esqueço, rito esse que me é relembrado todos os anos. É indescritível o que nós sentimos quando estamos perante o fechar de uma etapa...foi nessa altura que senti o peso dos anos, o peso de alguma cultura, de relativa sabedoria no nicho que escolhi para mim e para o qual tenho vocação, o peso da responsabilidade. Saber que daí para a frente nada iria ser como dantes, saber que iria começar a estar por minha conta e risco, provar uma certa independência, fazer cada vez mais as minhas escolhas, ser responsável por elas e assumir os seus riscos e consequências. Sim, foi aos 22 anos que de facto me senti a entrar na vida adulta,