Avançar para o conteúdo principal

No dia de S. Martinho

Pelo menos nos anos em que morávamos em Lisboa, invariavelmente ao final do dia a minha mãe ia comigo passear pela baixa, ver as lojas, passagem obrigatória pela extinta Quermesse de Paris (raramente trazíamos de lá alguma coisa, mas para mim só entrar naquele mundo de brinquedos já era um sonho) e o nosso magusto. Castanhas assadas na hora para mãe e filha.

E que orgulhosa que eu andava com o meu cartuxo em punho, feito com papel da lista telefónica, a deliciar-me com as minhas belas castanhas. Lembro-me tão bem, e tinha os meus 3/4 anos...

Não vou para a baixa com a minha pequenita (não que ela não mereça) mas com esta constipação, ia custar-me a mim e a ela, e ainda ficávamos pior; vou aldrabar um pouco a tradição, fui ao Pingo Doce comprar um saco de castanhas congeladas, chegamos a casa, vão ao forno com sal e ficam formidáveis.

Um suminho a fazer de conta que é água pé, e lá vamos nós fazer o nosso magusto.



Comentários

Pretty in Pink disse…
O que interessa é a intenção =) E a companhia claro ;) Por isso aposto que o teu magusto foi óptimo =D

Boa semana :))

Beijinho*

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.

Ando por fora dos temas take-away e junk-food

 Mas hoje a ocasião fez o ladrão. Consulta da miúda a acabar quase à 1 da tarde, não tinha preparado nada com a devida antecedência pelo que passei pelo McDonalds. Peço os menus eis se não quando a pessoa que me atendeu me diz que não há bebidas. Não há bebidas? Não estou a perceber. É que comer um junk-burguer sem uma bela Coca-Cola para facilitar a digestão, é obra. “Ah, com as novas regras do confinamento não podemos vender qualquer tipo de bebida!” Confesso que existem detalhes que nunca vou perceber. A pessoa pode comer mas nem uma gota de água pode comprar no local em que comprou a refeição. Não me faz muito sentido, para não dizer nenhum.