Avançar para o conteúdo principal

O alter-ego felino continua a dominar

E ontem começou a dar mau resultado; anda a gatinhar porque acha que é giro, e a pele dos joelhos começou a ficar mais fininha; eu a avisar e ela nada.

Começou a arder e eu comecei a ouvir sinfonia em Dó menor. Na hora do banho, com a primeira água a tocar ali a situação piorou e às tantas lá me dizia:

 - Mamã, não lave ali com a "iponja"!

Claro que tive que lavar, com muito carinho, muito cuidado, olhava para mim com a mesma ternura com a que eu tratava dela e dizia:

 - Xabes mamã, eu goto de ti!

Depois fui limpá-la, tratar-lhe do cabelo e como já antevia que aquilo não ia correr bem, comecei pelo joelho que estava mais fragilizado - spray de penso plástico que arde que se farta mas nestas coisas dos miúdos é infalível; já a minha mãe o fazia comigo.

Gritou, chorou, mas lá consegui convencê-la a não coçar nos escassos segundos que aquilo demora a secar.

Ficou como nova, às tantas já dizia que não ardia nada, já andava para lá a saltar e continuava com a ladainha de que gosta muito de mim :)

Valha-me esta Princesa!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

Folder "Para quê inventar" #6

 Também existe quem publicite "Depilação a Lazer"!  Confesso que quando olhei há uns dias para uma montra de um instituto, salão ou lá o que é de "beleza" fiquei parada por alguns momentos, não sabendo bem se deveria benzer-me, fazer serviço público e ir avisar as pessoas que aquilo estava mal escrito ou pura e simplesmente, seguir o meu caminho. Foi o que fiz, segui o meu caminho, porque na realidade não me foi perguntado nada, portanto não vale a pena entrar em contendas com desconhecidos à conta de ortografia. Mas...."depilação a lazer" é mesmo qualquer coisa! Para mim, não é mesmo lazer nenhum e posso confirmar que provoca até uma sensação algo desconfortável no momento, que compensa depois, mas daí a ser considerado lazer, vai uma distância extraordinária.

RIP - Seja lá isso o que for

 Sabemos lá nós se o descanso será eterno, ou mesmo se haverá esse tal descanso de que tanto se fala nestas situações. Sei que estou abananada. Muito. Penso na finitude e de uma maneira ou outra, já a senti de perto. A nossa evolução desde o nascimento até à morte é um fenómeno ambíguo e já dei comigo a pensar que sempre quis tanto ser mãe, que me custou tanto o parto da minha filha para lhe dar vida e que ela, tal como eu, um dia deixará de existir. Não me afecta a minha finitude, já desejei o meu fim precoce algumas vezes, mas não lido com pragmatismo com o desaparecimento de outras pessoas, nomeadamente das pessoas que me dizem ou até disseram algo. Hoje, deparo-me com uma notícia assim a seco e sem preparação prévia. Mas como é que um colega de quem recebi mensagens "ontem" pode ter morrido!? E vem-me sempre à cabeça aquele tipo de pensamento: "mas eu recebi ontem um email dele", espera, "eu tenho uma mensagem dele no Linkedin", "não, não pode, en