Avançar para o conteúdo principal

É tão engraçadinha a minha filha

 E pensa que eu nasci anteontem. Vejamos, por vezes peço-lhe para me trazer qualquer coisa e ela, nunca encontra nada. Eu vou a seguir, afasto uma folha, levanto um lenço e o objecto está lá. E termino a constatar que ela nunca encontra nada.

Há uns dias desapareceu-me um anel e uma vez mais pedi-lhe ajuda para o encontrar, sabendo de antemão que tal não iria acontecer. Mas eis que passados uns segundos ela me chega vitoriosa com o anel a dizer que eu o tinha deixado na bandeja da entrada. Achei estranho mas tudo bem, podia ter caído quando lá pus a chave do carro.

Hoje, quando vou para colocar o meu conjunto de 3 da CK que me acompanham na mão direita e que devem ir comigo para a sepultura, crematório ou o que seja . Uma tem graça, duas é tragédia. Sobretudo numa pessoa como eu que nunca perde nada.

O mesmo discurso, o mesmo comportamento. O anel apareceu por artes mágicas.

“Deves pensar que eu já não te topei, deves deves!

Oh mãe, não me faças rir……”

Não é preciso dizer que tenho aqui alguém a querer brincadeira. 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Apropriação

 Costuma ser um terreno simpático e bem cuidado, com relva bem aparada e quando o tempo o permite as crianças brincam até ao limite do dia. Fica em frente a minha casa.  Hoje testemunhei uma apropriação e que imagem mais maravilhosa. O pato Pateco descobriu uma nova casa, e enquanto ali houver água, desconfio que de lá não sairá. Vou investigar e dar-lhe um olá todos os dias. O pato Pateco merece. A beleza na simplicidade…