Avançar para o conteúdo principal

Conflito geracional ou...se isto é assim aos 9....

Sair de casa de manhã com a minha filha é um tormento, ao ponto de eu ficar à beira de um ataque de nervos. Não que acorde tarde, mas faça-o a que horas for, saímos sempre à tabela, muito à conta dos dramas existenciais da miúda, coisas de mulheres....roupa!

Hoje embirrou que queria vestir uma dada camisola que não estava passada a ferro. Ela tem dezenas de camisolas, mas tinha de ser aquela - e depois pára, chora com lágrimas, ranho e tudo aquilo a que uma cena dessas obriga. My little Drama Queen ao seu melhor. Mas irrita-me. Eu tenho as minhas obrigações e ela tem as dela, que são entrar na sala de aulas às 09:00h. Eram 08:58h e nós ainda em casa.

Sim, a escola está a um atravessar de rua de distância, mas não pode ser assim.

Dou um berro:

"São 09:00horas, vais chegar tarde! Vais sair de casa já, conforme estiveres!" - ainda tinha a parte de cima do pijama vestida.

Responde:

"Não quero saber!"

Peguei nas minhas coisas, abri a porta e saí, ao que ela apareceu rapidamente. Àquela hora optei por ignorar o "não quero saber", mas quer-me cá parecer que teremos que voltar a ele em breve. Há por aqui resquícios de desafio à autoridade e até mesmo falta de educação.

Ok, são 9 anos e meio, pelo que a adolescência desta criatura promete!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.

Há 5 dias sem PDA....deu asneira

 Dizer-se a uma mãe que não pode dar beijinhos à sua criança...é duro de ouvir, digo já. Mas perfeitamente  exequível se pensarmos que é para o bem da criança e então aí...nem que nos paguem 100.000€.  Ah pois é, então e o instinto? Estava a correr tudo muito bem, até que hoje, passados 5 dias sem qualquer resquício de PDA ela aparece-me à porta do quarto com aquelas bochechas maravilhosas, em slow motion eu aproximo-me dela, agarro-lhe na cabeça e dou-lhe dois grandes beijos. E que bem me souberam.  Ela, com os olhos a brilhar e um sorriso rasgado: “Mãeeeeeee, já me podes dar beijinhos!!!” Caiu-me tudo. Como é que eu me fui distrair desta maneira vil. Vontade de me esbofetear foi o que me deu. Bom, não há-de ser nada e a verdade é que uma mãe, por muito que proteja é humana e também falha. Raios partam o COVID. Estou farta deste gajo até à raiz dos cabelos.