Avançar para o conteúdo principal

E o Bob decidiu pregar-me uma partida

Já depois de ter entregue a Bébécas à fiel depositária, sem que nada o fizesse prever, rodo a chave e oiço um frio  "plinc".

Boa! Mas a bateria tem (tinha) exactamente a idade da minha filha, menos uns dias, vá. Lembro-me de precisar do carro para ir à farmácia comprar coisas urgentes para ela, um calor horrível, eu sozinha escada abaixo e escada acima com ela agarrada à minha mama a mamar...enfim, um dia para esquecer; sempre achei que durasse mais tempo.

Ainda pensei no motor de arranque enquanto não vinha o reboque...no alternador, mas ao tentar abrir os vidros eles quase não se mexiam, portanto a bateria estava descarregada, isso já era facto consumado; agora se o alternador não estivesse a funcionar ainda era mais uma chatice...menos mal, chegou o reboque, eu entretanto já tinha pedido o carro da minha mãe emprestado, acabou por não ser preciso graças ao bocadinho de carga que o Sr. do reboque lhe deu, fui até à oficina e bateria nova com ele, não se fala mais nisso.

E foi a paródia do dia, este "brinquedo" que me fez sair do bolso o valor de uns sapatos da Tommy que eu andava a namorar. Ora bolas!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.

Os adultos choram?

 - Claro que sim filha, porque não haviam de chorar quando sentem essa necessidade!? - respondi eu, ao que ela me diz: “Nunca te vi chorar mamã” Tantas lágrimas minhas lhe omito desde sempre, tantos momentos de dor, de tristeza...a minha filha pensa que eu sou um rochedo. Nunca me viu, ou não se lembra de me ter visto chorar. Poupo-a à preocupação de me ver desabar quando tal acontece e, pelos vistos, com sucesso. Mas a mãe chora, e muito, muito mais do que desejaria, sem dúvida.