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As amiguinhas de 4 patas da Bébécas

Depois de tantas peripécias, está na altura de fazer as devidas aprensentações das meninas Diana e Victória.




Foram e são duas surpresas que preparei para a Bébécas pelo aniversário, depois de termos perdido primeiro a Janis e depois a Prada; mas tem sido uma luta. São irmãs da mesma ninhada, vieram cá para casa com o mesmo tamanho, mas iamos perdendo a Diana ainda antes da Bébécas as ver; teve uma convulsão, aparentemente tinha morrido, eu sem saber o que fazer pus-me a borrifar a Victória e não é que a Diana "ressiscitou"!? Nesse dia foi tudo uma aventura.

Com fragilidades ou não, o que é facto é que a Victória num mês triplicou o tamanho e o peso e a Diana já esteve mais do lado de lá, do que seria desejável. Sempre a achei muito parada, comecei a controlá-las com muita atenção e apercebi-me que ela não comia nem bebia. Tentei dar-lhe uns biscoitos, e ela quase sem forças vinha comer à minha mão, mas a água, ou era impressão minha, ou não a bebia.

Lembrei-me de lhe saciar a sede com uma seringa, mas a menina Diana continuava frágil, encostada aos cantos da casinha a deixar-se apanhar com uma facilidade que não era suposta;

Há umas 2 semanas atrás, estava eu a lavar a casinha com água e Cif na banheira e numa fracção de segundos oiço o guinchar de algo que me parecia aqueles bonecos da Bébécas, mas o meu pressentimento foi outro e muito pior do que imaginei - a Bébécas vá lá eu saber como, capturou a Diana e apertou-a e ia dando cabo da nossa menina frágil. Zanguei-me, chamei-a à atenção pela falta de sensibilidade e pelo facto de já nessa altura estar proibida de lhes pegar sem eu estar ao lado...mas enfim, o que esperar de uma criança de 3 anos perante umas criaturas tão engraçadas.

Lá peguei em nós e fomos ao veterinário (que para estes animais é o veterinário de animais exóticos) pois estava com receio que lhe tivesse partido algum ossinho - mas não, anatomicamente estava óptima. Aproveitei para fazer as "queixas" todas, saí de lá muito mais esclarecida, a médica foi uma ternura e estava encantada por um lado pela Diana com os seus 300 gramas e por outro com a Bébécas que dizia vigorosamente que tinha feito dói-dói ao coelho.

O prognóstico era reservado, porque ela estava de facto muito fraquinha e podia ter uma, ou várias causas; os dentes desnivelados que dificultam a alimentação, um parasita alojado no cérebro, sequelas da convulsão...enfim...estive cerca de 2 horas com a bicharoca a ser observada e a minha filha muito espantada com todo aquele aparato.

Saímos de lá com um medicamento para desparasitar para lhe administrar durante pelo menos 5 dias, ordem de as separar, pois a Victória é claramente a menina que domina o pagode e a Diana sendo mais frágil e menos espevitada não fazia um esforço por garantir o seu alimento, e eu virei ama seca de uma criatura fofinha de 300 gramas e passei a alimentá-la também com frutas frescas à seringa; faço as papinhas, transformo em puré e e trato dela como se de um bebé se tratasse - e é mesmo um bebé.

Passados estes dias vejo a Diana maior, com mais vigor, já bebe água sozinha e luta pelo alimento, mesmo que para isso tenha que empurrar a Victória e dou comigo a pensar - então não é que consegui salvar a coelha!?

Veremos, mas sinto que tenho feito tudo para que estes animais que fazem parte da nossa família se aguentem e nos acompanhem por muito tempo.

E porquê Diana e Victória?

A Diana é a nossa princesa, linda, distinta, frágil mas uma lutadora.

A Victória, é isso mesmo; um mar revolto em dia de tempestade, forte e destemida e com um aspecto que por um lado parece feroz, mas por outro é de uma esperteza que salta à vista.

E assim temos cá em casa HRH Queen Victoria e HRH Princess Diana.

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