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A "variante"

Estava eu a jantar com uns amigos recentemente em Pombal, entretidos a escolher o que cada um iria comer (carninha) e um amigo que é bastante divertido e sendo português, viveu vários anos fora, nomeadamente no Brasil, digamos que tem aquele humor paulista que me deixa a doer a barriga de tanto rir.

Lá escolhemos, eu fui para a picanha, ele para naco de touro (se eu gostasse de carne mal passada aquilo tinha sido de facto uma excelente escolha, mas a picanha estava óptima) e às tantas diz assim:

 - "Se bem que "variante" não é lá muito bom"

Nesse momento prestei atenção aos detalhes e reparei que o nome do restaurante era esse mesmo "Variante" - recomendo.

Então mas que raio tens tu contra a variante? - perguntei eu.

Ao que ele respondeu que se estava mesmo a ver que eu não sabia do que se tratava; era uma carrinha de POBRE lá no Brasil... do género da brasília amarela dos Mamonas Assassinas.

Mas o que teve graça, imensa graça foi a explicação que transcrevo ipsis verbis:

 - "Uma variante é uma carrinha daquelas mixurucas, tipo, sei lá...carro de POBRE, tás a ver!?....o meu pai tinha uma".

Foi um momento inesquecível de tão divertido que foi e acabámos numa de Caco Antibes.

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