Avançar para o conteúdo principal

Quando um dia para celebrar se transforma num dia para relembrar

Hoje foi um dia que...simplesmente foi. Não deixar de pensar em quem já partiu, também cedo mais. Tenho azar. As pessoas mais importantes da minha vida, ou nunca lá estiveram, ou partiram cedo demais.

As que nunca lá estiveram...bom, na verdade não se pode sentir falta do que nunca se teve, mas as que partiram cedo demais e que ocupam um lugar de peso no meu espectro emocional, essas ao partirem deixaram feridas que os anos não curam, nem tão pouco apaziguam.

E foi um dia de lágrima teimosa a saltar do olho, de lembranças de férias, passeios, tardes fantásticas em Campo de Ourique, conversas mais ou menos profundas, parvoíces e o recordar de quem esteve comigo nos meus momentos mais conturbados e difíceis, sendo o maior deles o nascimento da minha filha. Depois dos meus braços, foi nos dela que encontrou o primeiro aconchego, foi na segurança dela que tomou o primeiro banho. Já não vou a tempo, mas se tivesse outra filha, dar-lhe-ia o nome Margarida.

Esteja onde estiver, e espero que bem melhor do que nos últimos tempos de vida, envio-lhe um beijinho enorme, do tamanho de todos os mundos e um forte abraço de gratidão, que jamais conseguirei demonstrar que lhe tenho e sempre terei.

Era o dia dela hoje, 19 de Maio. Por norma um dia de Primavera bonito, alegre, como ela era. Até sempre Madrinha, sinto mesmo muito a tua falta, cada vez mais.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.