Avançar para o conteúdo principal

"Não há longe nem distância"

Podia ser um título meu, porque vem tão a propósito...mas não. É o título de um livro de Richard Bach que encerra em si o que sinto agora.

Podemos estar no meio de uma multidão, podemos ter ao lado alguém...mas sentirmo-nos terrivelmente sós...quem nunca sentiu isto. E não, nem sempre a solidão se trata de um estado de espírito. Por vezes é um estado físico e emocional mesmo; universos fictícios que nos fazem crer que existem, ou que não estamos sós, tipo slogan dos X Files, mas a verdade é que estamos.

Mas a vida que gosta de nos mostrar que nada é linear, as distâncias encurtam-se quando se quer, os continentes aproximam-se, o Sol brilha para alguém se sentir nem que seja através de uma chamada telefónica (que é a aproximação possível imposta pela Geografia) que nos fez sorrir, nem que seja com parvoíces do género "não casaste comigo, mas tenho pena".

Há que relativizar os conceitos de facto até porque os sentimentos e a forma como estes se expressam...sentem-se, mostram-se e não há nada que nos impeça de o fazer. Se não o fazemos, não se trata de sentimentos, mas sim de outra coisa qualquer.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

Ritz - Quinceañera

 Mas como é que já se passaram 15 anos desde aquele dia em que finalmente a conheci e senti que já a conhecia desde sempre. Não a ela em si, mas à essência dela, à presença dela em mim. Bem que dizem que os filhos são sangue do nosso sangue, carne da nossa carne e senti que uma parte de mim se havia desprendido e estava pronta a desbravar terreno, desenvolver-se, superar-se e ser uma muito melhor versão dos seus ascendentes. Aí estava a minha borboleta, a minha Tinkerbell, a minha Bébécas, a riqueza de sua mãe, o pequeno demónio, a princesa....a Ritz. O livro em aberto que a cada dia ganha mais páginas, o amor puro, o orgulho, por vezes a minha falta de paciência para a sua desafiante adolescência e a reinvenção diária de mim própria e de como lidar com este ser do mundo. 15 anos de ti, 15 anos de nós e a certeza de que sem ti a minha vida teria o maior dos sonhos por realizar, porque sempre desejei ser tua mãe, mesmo antes de existires. Muitos Parabéns Filhota e que estes 15 anos ...

As minhas veias andam ao rubro

 Confesso que se me dissessem há 2 meses atrás que teria de fazer uma transfusão, eu não consideraria tal hipótese, a não ser se fosse vítima de um acidente. Não me passava pela cabeça, mas, nada como surpresas destas que até nos fazem despertar.  E lá fui hoje mais uma vez permitir que as minhas veias fossem invadidas por objectos e substâncias exógenas.  Efeitos secundários: muito frio. Um frio estranho sem febre mas que me faz tremer, e não é de medo. É possível que os próximos 3 dias sejam de ainda mais fadiga do que a que sinto nos últimos tempos. E depois…é deixar o corpo aceitar este hiper shot!