Avançar para o conteúdo principal

Estava mummy-dependente

Ontem foi complicado gerir o pouco pós laboral com a Lady Bébécas.

Uma azáfama quando a fui buscar, e "quécó", e beijinhos e abraços...eu cheia de dores de costas com uns saltos altos de 10 cm e lá andei com ela ao colo de um lado para o outro.

Chegadas à escadaria do nosso palácio, mais da novidade dos últimos dias. Encosta-se ao lance das escadas iniciais e não há quem a consiga fazer subir; quer dizer, haver há, mas com uma dose e meia de muita calma e carinho. Depois andava um jovem a vender serviços, assustou-se com o dito, confesso que o aspecto dele não era o melhor, e foi vê-la quase aos atropelos a querer chegar rapidamente a casa.

Quando enfim entramos nos nossos aposentos, foi fazer a vistoria do costume, como que a confirmar que os brinquedos ficaram como sempre nos mesmos sítios à espera dela e depois..."quécó".

Eu com as tarefas domésticas para fazer, jantar, almoço para hoje, aspirar, lavar a casa-de-banho, apanhar a roupa da corda, passar a ferro, etc, etc, etc, apenas tive tempo para o mínimo dos mínimos, porque a criança quase que se auto-flagelava de cada vez que eu dizia que já não podia mais.

Bem, lá jantou, eu estava derreada de todo, e acabei por deitá-la 5 minutos antes da hora normal, porque o meu corpo já não estava a responder aos apelos que o meu cérebro lhe fazia.

Sentei-me, comi qualquer coisa, sei que hoje de manhã o despertador tocou à hora prevista, eu estava tão cansada que à hora de estar a entrar na empresa, ainda nem sequer tinha saído de casa.

Thank God tenho flexibilidade de horário e trabalho numa das melhores empresas para trabalhar em Portugal :), mas lá que stressei, stressei!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.