Avançar para o conteúdo principal

Até sempre querida Eunice!

 

Em casa de amantes de Teatro como era sobretudo a minha avó materna, lembro-me desde sempre de ouvir o nome Eunice Muñoz. E foi a minha avó que me levou pelos caminhos do Teatro e da Música. Foi com ela que fui ao teatro as primeiras vezes, foi com ela que ouvi pela primeira vez um Coro, foi com ela que fui a Óperas e de cada vez que ia saía de lá com a pele arrepiada, tal não era a forma como a minha alma era tocada.

A admiração por esta Senhora que hoje nos deixou veio com uma telenovela. A minha mãe jamais me deixava assistir a telenovelas mas lembro-me que a Banqueira do Povo era transmitida num horário em que ela não estava em casa, e eu via. Foi nesse registo que fiquei vidrada na interpretação da Eunice Muñoz que já tinha décadas de história e…no Diogo Infante. E a partir daí, no eclodir da minha adolescência comecei a consumir o que podia e da forma que podia a mestria dos grandes. E os grandes não morrem, apenas se desvanecem para a dimensão dos imortais que…não estando fisicamente, estão mais presentes que nunca nas memórias que plantaram em nós.

E aqui deixo uma prova da imortalidade destes dois Grandes: A Dúvida. Dos textos mais impactantes e misteriosos que poderia ter sido escrito a tocar em temas tão sensíveis. E a interpretação brilhante destes dois senhores que fica marcada para sempre, dada a sua entrega, seriedade e despojo de tudo o que são para viver os personagens criados pelo John Patrick Shanley de uma forma tão intensa e real, capaz de, cada um deles, deixar mesmo plantada em nós…a dúvida.

Hoje passam na minha cabeça qual longa-metragem todas as vezes que vi Eunice Muñoz a representar e eu, com os meus botões a pensar….que Grande. Que Diva. Que Talento. Que…..tudo! Até sempre querida Eunice e muito obrigada por tanto que nos deu. 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

Considero-me mãe a "tempo inteiro"

Pois o foco da minha vida está centrado na minha filha, mas tenho outras responsabilidades que não apenas relacionadas com o dia-a-dia dela, como é óbvio. Deparo-me com uma grande dificuldade em conseguir ter agenda para tudo, e aí acho que o nosso país necessita de evoluir. Ando a contactar escolas de dança para a familiarizar com o Ballet, e umas dizem que só iniciam as crianças aos 6 anos (o que eu acho tarde), outras apenas têm aulas durante a semana às 4 da tarde. Uma pessoa está a trabalhar a essa hora, é impossível levar as crianças no meio do horário de trabalho para estas actividades. Que chatice :(

Os malefícios da adolescência

 Sempre pensei que a minha filha não seria acometida por certas coisas, nomeadamente acne. Eu nunca tive e achei que a genética iria ajudar...mas não. De há uns meses a esta parte a pele da cara ficou qual campo minado e muito também por culpa dela, pois gosta de fazer experiências com produtos que não são para a idade dela, vai na conversa das amigas e não segue as minhas sugestões e agora chegou ao limite pois claro. Lá fui com ela ao dermatologista que é um médico incrível que já nos ajudou há uns anos com um problena de hiper pigmentação, mas fiquei descapitalizada e vamos ver se resulta. Para já foram 200€ assim num piscar de olhos. Seguir o plano durante cerce de 3 meses para nova avaliação. Ao sairmos da consulta disse-lhe assim o médico: "Não te preocupes porque de uma forma ou outra isso vai ter solução e vamos fazer de tudo para não ficares com marcas." E a minha filha que não tem o mínimo de bom senso respondeu: "Eu não estou nada preocupada, a minha mãe é que...