Avançar para o conteúdo principal

Bernardo Bertolucci

Não foi um realizador consensual, não, não o foi. Já vi o Último Tango em Paris umas 3 vezes, e de cada vez que o vejo, honestamente, acho de uma brutalidade excessiva. Podia ter partilhado muito menos, e o efeito teria sido o mesmo. E depois de saber os detalhes partilhados pela Maria Schneider acerca da famosa cena da manteiga, confesso que fiquei com um bocado de asco tanto a ele, como ao Marlon Brando - mas, não é por isso que deixa de ser um dos melhores dos nossos tempos.

É impossível esquecer um dos melhores filmes que vi até hoje - O Último Imperador, em que a sua genialidade ultrapassou o que se poderia imaginar.

E vamos perdendo pessoas com estas capacidades de chocar pelos melhores e piores motivos em simultâneo e que de facto com o seu desaparecimento se tornam irrepetíveis.




Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.

Os adultos choram?

 - Claro que sim filha, porque não haviam de chorar quando sentem essa necessidade!? - respondi eu, ao que ela me diz: “Nunca te vi chorar mamã” Tantas lágrimas minhas lhe omito desde sempre, tantos momentos de dor, de tristeza...a minha filha pensa que eu sou um rochedo. Nunca me viu, ou não se lembra de me ter visto chorar. Poupo-a à preocupação de me ver desabar quando tal acontece e, pelos vistos, com sucesso. Mas a mãe chora, e muito, muito mais do que desejaria, sem dúvida.