Avançar para o conteúdo principal

Quando o telefone toca



"Quando o telefone toca" era uma rubrica de um programa de rádio da década de 80...mas isso agora não interessa nada!

De há uns tempos a esta parte, um dos telemóveis que possuo toca constantemente...e o que aparece no visor?? Número Privado!

Enfim, não estou para aturar operadore(a)s de call center (reitero que não tenho nada contra as pessoas que estão a fazer correctamente o seu trabalho, até porque eu própria já o fiz em tempos, mas não andava era a catrapiscar os supervisores e a tentar estragar a vida dos outros), não quero comprar nenhum produto do banco, da Zon, ou do raio que os parta (passo a expressão), não quero responder a qualquer questionário nem quero habilitar-me a ganhar absolutamente nada...e também não quero estar a atender alguém que se lembra de ligar para mim, sem se querer fazer anunciar previamente.

Por isso...agora não os atendo; sejam privados, ocultos, anónimos ou que não constem na minha lista, simplesmente não me apetece.

E como tenho a particularidade de ter mais do que um aparelho telefónico, um deles é mesmo exclusivo para as minhas VIP's, e não há cá omissos a chatear.

No do "povo", vou-me divertindo; ora não atendo, ora rejeito, ora lhes dou música de graça e estou aqui a pensar em deixar uma mensagem do género "a proprietária deste aparelho foi abduzida e encontra-se em parte incerta a participar numa experiência intergaláctica. Se ouviu esta mensagem até ao fim, vai levar um pontapé no traseiro dado pelo ET".

Comentários

Patrícia disse…
Quando me telefonam em privado, simplesmente deixo tocar até se fartarem de ouvir o "Beep" prolongado. Tenho toques personalizados portanto, sei sempre quem me telefona.

Gostaria que desses uma espreitadela no meu blog "O Poder da Ironia". Se achares que vale uma pena, agradeço desde já o comentário.


Patrícia=)
Sofá Amarelo disse…
Antigamente o país parava às 8 da noite não para ver o telejornal mas para ouvir o Quando o Telefone Toca do saudoso Matos Maia. Era uma das hipóteses de ouvir as canções favoritas pois já nesse tempo a rádio vetava alguns dos grandes artistas!
Brown Eyes disse…
É verdade, e aos anos que isso já foi. Ainda me lembro da música que tocava na altura em que o programa começava.
Há coisas que nos marcam, de facto...

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.

Há 5 dias sem PDA....deu asneira

 Dizer-se a uma mãe que não pode dar beijinhos à sua criança...é duro de ouvir, digo já. Mas perfeitamente  exequível se pensarmos que é para o bem da criança e então aí...nem que nos paguem 100.000€.  Ah pois é, então e o instinto? Estava a correr tudo muito bem, até que hoje, passados 5 dias sem qualquer resquício de PDA ela aparece-me à porta do quarto com aquelas bochechas maravilhosas, em slow motion eu aproximo-me dela, agarro-lhe na cabeça e dou-lhe dois grandes beijos. E que bem me souberam.  Ela, com os olhos a brilhar e um sorriso rasgado: “Mãeeeeeee, já me podes dar beijinhos!!!” Caiu-me tudo. Como é que eu me fui distrair desta maneira vil. Vontade de me esbofetear foi o que me deu. Bom, não há-de ser nada e a verdade é que uma mãe, por muito que proteja é humana e também falha. Raios partam o COVID. Estou farta deste gajo até à raiz dos cabelos.