Avançar para o conteúdo principal

O Zíngaro

 Cavalos e instrumentos musicais. Não todos, mas alguns. São de uma beleza e deixam-se levar. Levam-nos onde apenas podemos estar nós em simbiose, mesmo que perto estejam outros semelhantes. Tal como um instrumento musical, o cavalo é música. Eleva-nos ao infinito e tem melodia.

E eu gosto deles. Respeito-os. Não sou artista na arte de os montar. Não uso esporas e os arreios estão laços. Só quero desfrutar devagar do que eles me dão e eu lhes dou…carinho, amor. 

Apaixonei-me por esta peça assim que a vi. Mas pensei que talvez fosse demasiado, isso, demasiado. Tem um ar algo austero, de tão perfeito que é. E não é tão pequeno quanto o imaginei. É magnífico. Veio de longe pelas mãos de um anjo e eu não me canso de o admirar. 

O Zíngaro. O nome do cavalo de que mais gostei até hoje. Agora também aqui em casa, connosco. Majestoso. Lindo!


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Apropriação

 Costuma ser um terreno simpático e bem cuidado, com relva bem aparada e quando o tempo o permite as crianças brincam até ao limite do dia. Fica em frente a minha casa.  Hoje testemunhei uma apropriação e que imagem mais maravilhosa. O pato Pateco descobriu uma nova casa, e enquanto ali houver água, desconfio que de lá não sairá. Vou investigar e dar-lhe um olá todos os dias. O pato Pateco merece. A beleza na simplicidade…