Avançar para o conteúdo principal

Quando o passado recente nos vem à memória e traz com ele saudades

Começamos a ser inundados com os catálogos apinhados de brinquedos para o Natal, e nisto perco-me a olhar para os brinquedos da primeira infância: rocas, cubos, Lego Duplo, caixas de música. Lembro-me do tempo que passávamos no chão a empilhar copinhos e formas e de repente dar-lhe a fúria e derrubar tudo, fazer beicinho, desatar num berreiro e lá começávamos a construção outra vez.

Do baloiço gigante da Fisher Price no meio da minha sala, da mania de despir a roupa quando estava na cama, mesmo em pleno Inverno, o que me fez ter que lhe comprar um saco próprio para ela dormir lá dentro, à prova de fúrias.

De desejar com alguma ansiedade que ela começasse a andar e quando finalmente se deu a coisa, desejar voltar atrás, porque os verdadeiros desafios começaram aí. Não parava quieta, não a conseguia ter presa no carro, estar com ela era já de si uma aventura.

E passa tudo a correr, num sopro. A nossa vida é de facto um sopro no que toca a momentos bons e uma dinastia quando nos tocam os momentos maus - esses para além de custarem a passar, deixam cicatriz, ao invés dos bons que deixam memórias doces.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Já começo a sentir o cheiro a férias...

Embora esteja a braços com uma bela gripe de Verão; antes agora, do que daqui a uns dias.

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Apropriação

 Costuma ser um terreno simpático e bem cuidado, com relva bem aparada e quando o tempo o permite as crianças brincam até ao limite do dia. Fica em frente a minha casa.  Hoje testemunhei uma apropriação e que imagem mais maravilhosa. O pato Pateco descobriu uma nova casa, e enquanto ali houver água, desconfio que de lá não sairá. Vou investigar e dar-lhe um olá todos os dias. O pato Pateco merece. A beleza na simplicidade…