Avançar para o conteúdo principal

O Poder Terapêutico (e não só) da Sesta

Sempre pensei que o gosto extremo por este hobbie com o passar dos anos (das décadas) fosse passando ou deixado para segundo ou terceiro plano, mas não.

O avançar da idade não o atenuou, mas também não o agravou...digamos que estou na mesma.

Tenho uma capacidade inata para dormir horas a fio digna de estudo; quem quiser colocar-me num tubo de ensaio tem aqui um objecto de estudo no mínimo sui generis e capaz de proporcionar uma ou outra conclusão no mínimo insólita.

O que hei-de fazer...gosto de dormir, o meu cérebro e o meu corpo precisam de algum descanso para retemperar energias, sim, porque os anos passam e não perdoam (eu e os meus lamentos).

Hoje então é daqueles dias em que se pudesse tinha passado da cama directamente para o sofá, sem passar pela casa partida e sem receber 2 contos. Ainda lá estaria literalmente a bezerrar.

Mas enfim, ainda faltam 2 dias até poder fazer a minha merecida sesta da tarde que, segundo a minha saudosa avó dizia há alguns anos atrás, me faria crescer e ficar com os olhos bonitos.

Palavras sábias as da minha avó.

Comentários

Unknown disse…
Subscrevo por baixo, eu também por vezes tenho fins de semanas de cama - sofa - cama eheheh então no inverno, nem te digo nada...
Beijo
Pipas

Mensagens populares deste blogue

"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

Esta miúda que por sinal é minha filha...

 Estava eu a aspirar a casa e ela decidiu observar-me(nos). “Mãe, esse aspirador é do Rei dos Aspiradores. Não sabia que o aspirador de cá de casa era desses. Não devias dar dinheiro a esse homem mãe.” Nem comentei, nem tão pouco estou com presença de espírito para tentar perceber que cenas escabrosas a respeito do tal senhor que era o “manda-chuva” da Rainbow chegaram aos ouvidos da minha filha. Está a ser muita mudança para a minha cabeça. A miúda está mesmo a crescer...a galope e eu, começo a ficar para trás. Maldita idade...a minha! A dela, recomenda-se, mas de preferência com menos audácia e argúcia.

Há 5 dias sem PDA....deu asneira

 Dizer-se a uma mãe que não pode dar beijinhos à sua criança...é duro de ouvir, digo já. Mas perfeitamente  exequível se pensarmos que é para o bem da criança e então aí...nem que nos paguem 100.000€.  Ah pois é, então e o instinto? Estava a correr tudo muito bem, até que hoje, passados 5 dias sem qualquer resquício de PDA ela aparece-me à porta do quarto com aquelas bochechas maravilhosas, em slow motion eu aproximo-me dela, agarro-lhe na cabeça e dou-lhe dois grandes beijos. E que bem me souberam.  Ela, com os olhos a brilhar e um sorriso rasgado: “Mãeeeeeee, já me podes dar beijinhos!!!” Caiu-me tudo. Como é que eu me fui distrair desta maneira vil. Vontade de me esbofetear foi o que me deu. Bom, não há-de ser nada e a verdade é que uma mãe, por muito que proteja é humana e também falha. Raios partam o COVID. Estou farta deste gajo até à raiz dos cabelos.